1. Início
  2. No Rio, Bolsonaro comparecerá em solenidade da fase final de montagem do submarino Humaitá
3 min de leitura

No Rio, Bolsonaro comparecerá em solenidade da fase final de montagem do submarino Humaitá

Imagem de perfil do autor Paulo Nogueira
Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 10/10/2019 às 21:21

Sem categoria

Rio Bolsonaro submarino nulear
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

A nova etapa da construção do submarino Humaitá será iniciada durante uma solenidade hoje, no Rio de Janeiro, que contará com a presença do presidente, Jair Bolsonaro.

Neste dia 11 de outubro o presidente Jair Bolsonaro participará no Rio, da solenidade que marcará o início de nova etapa da construção do submarino Humaitá. A embarcação será o segundo dos quatro submersíveis comprados do estaleiro DCNS e financiados pelo banco BNP Paribas, ambos franceses, em 2008.

Técnicos e operários começarão a juntar as cinco partes do casco da embarcação, construídas separadamente, no estaleiro-base da Marinha, em Itaguaí, na região metropolitana do Rio. O ato será simbólico. Faltará ligar milhares de cabos dos sistemas internos.

Um palanque já foi montado para Bolsonaro diante do submersível, modelo S-BR. A construção faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

A justificativa brasileira para, em parceria com a França, construir os quatro submarinos convencionais e comprar o casco do futuro submarino a propulsão nuclear, é defender a soberania nacional.

Após a junção das partes, o Humaitá passará mais um ano em fase de construção e aprimoramento de seu interior. Só no segundo semestre do ano que vem será lançado ao mar para a fase de testes.

É nesse estágio que está o Riachuelo, o primeiro submarino previsto no Prosub. O pioneiro foi lançado ao mar no fim do ano passado, em cerimônia com o então presidente Michel Temer e o próprio Bolsonaro, que estava prestes a tomar posse na Presidência.

A Marinha prevê o lançamento ao mar de um submarino convencional por ano. Após o Humaitá será a vez do Tonelero e, depois dele, do Angostura. Eles devem ser lançados em 2021 e 2022, respectivamente.

“Nós temos uma extensa área marítima que chamamos de Amazônia Azul, com 5,7 milhões de quilômetros quadrados. É muito importante termos condições de garantir nossa soberania e defender nossas riquezas”, disse o almirante Celso Mizutani Koga, engenheiro responsável pela obras.

Depois dos quatro convencionais, virá a construção do submarino à propulsão nuclear. Ele levará o nome de Álvaro Alberto, almirante brasileiro pioneiro na pesquisa do setor. O almirante Koga classificou esse futuro submersível como “a cereja do bolo” do Prosub.

A tecnologia escolhida pela Marinha é francesa, dos submarinos Scorpéne, que usam motores diesel-elétricos. O processo de transferência de conhecimento é amplo.

No navio atômico, último do pacote binacional contratado, a participação da engenharia do Naval Group está limitada às partes não nucleares.

O projeto original dos quatro modelos convencionais sofreram alterações em benefício do conforto dos 31 tripulantes regulares e da capacidade de alcance.

A “Versão Br”, uma denominação informal, é cerca de 10 metros mais longa que a da especificação de catálogo

Vídeo do YouTube

Tags
Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo