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Petrobras é a vigésima maior empresa poluidora do mundo

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 10/10/2019 às 19:03

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Petrobras petróleo, gás natural e carvão
Unidade de hidrotratamento de diesel da Refinaria Landulpho Alves – RLAM
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Petrobras faz parte do grupo de 20 empresas responsáveis por mais de 1/3 das emissões de gases do efeito estufa desde 1965.

A Petrobras foi listada entre as vinte empresas produtoras de petróleo, gás natural e carvão que mais contribuem para a poluição global segundo o estudo, discutido pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira 9 de outubro. No início deste mês a estatal passou a reduzir o enxofre de combustível marítimo para 0,5% em detrimento ao meio ambiente.

O estudo avaliou o que as empresas globais extraíram do solo e as emissões subsequentes pelas quais esses combustíveis fósseis são responsáveis, desde 1965, ano em que os especialistas dizem que o impacto ambiental dos combustíveis fósseis começou a ser conhecido pelos líderes da indústria e pelos políticos.

As 20 empresas produtoras de petróleo, gás natural e carvão são responsáveis por (35%) 480,16 bilhões de toneladas da emissão dos dois poluentes, em meio a um total de 1,35 trilhão de toneladas.

Compõe a lista 12 empresas estatais e oito privadas. Na liderança está a estatal saudita Saudi Aramco, responsável pela emissão de 59,26 bilhões de toneladas de dióxido de carbono e equivalentes, 4,38% do total mundial no período analisado.

Em seguida aparecem a americana Chevron, com 3,20% do total, e a russa Gazprom, com 3,19%. A Petrobras responde por 8,68 bilhões de toneladas de carbono equivalente, o que representa 0,64% do total.

A defesa da Petrobras

A Petrobras disse, por meio de nota da assessoria de imprensa, buscar maneiras de aplicar em suas operações “tecnologias que têm como consequência direta a redução da intensidade de carbono, com resultados significativos já alcançados”.

Segundo comunicado da empresa, “desde 2008, já foram reinjetadas 9,8 milhões de toneladas de CO2 dos campos de pré-sal na Bacia de Santos”, e até 2025, “a companhia projeta reinjetar cerca de 40 milhões de toneladas de CO2”.

“Entre 2009 e 2018, foi evitada a emissão de mais de 120 milhões de toneladas de CO2, o que equivale a dois anos de emissões totais da Petrobras”, diz o comunicado.

O chamado processo de reinjeção envolve separar o CO2 do petróleo e do gás extraído do poço e injetá-lo novamente no bolsão de petróleo ou gás, aumentando também a pressão interna o que acaba por induzir uma produção maior.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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