Sacos de concreto preencheram um vazio aberto pela erosão sob uma ponte em Aberdulais Tin Works, o reparo combinou revestimento de amido de batata e peças de aço para manter a mistura no lugar e aproveitar a água do rio.
Trabalhadores levaram sacos de concreto de 20 kg até a água e montaram uma parede sob uma ponte no complexo histórico Aberdulais Tin Works, no sul do País de Gales. As camadas ocuparam um vazio aberto pela correnteza na fundação, a base que sustenta a estrutura.
A SoluForm, fornecedora de sacos preenchidos com concreto para construção, publicou o estudo de caso em 17 de janeiro de 2024, com o reparo concluído. A instalação aproveitou a água presente no local para endurecer a mistura, sem exigir a retirada completa da água da área de trabalho.
A correnteza abriu um buraco onde a ponte precisava de apoio
A água em movimento havia causado erosão na fundação da ponte, desgastando o material até provocar o colapso de uma parte da base. O dano deixou um espaço vazio que precisava ser preenchido para reforçar a estrutura.
-
Extração de água subterrânea faz partes do Irã afundarem até 34 centímetros por ano, atinge uma área de 31,4 mil km², quase do tamanho da Bélgica, e deixa cerca de 650 mil pessoas expostas, enquanto estudo mostra que a maior parte da compactação dos aquíferos já não pode ser revertida
-
Casal comprou por US$ 35 mil um barco da Guarda Costeira com 20 metros, transformou antigos alojamentos em quartos e passou a criar o filho no rebocador que percorreu mais de 3.700 km
-
Com 80m² e sem usar cola estrutural, casa de madeira utiliza encaixes feitos por computador, transforma paredes em armários e permite desmontar a residência inteira para reaproveitar suas peças no futuro
-
ArcelorMittal confirma até R$ 5 bilhões em novo laminador a frio em Tubarão, no Espírito Santo, com 560 mil toneladas por ano, 3 mil empregos no pico da obra e operação em 2030
Esse tipo de erosão compromete justamente a região que recebe e transmite o peso da construção. Por isso, o serviço precisava recuperar o apoio e manter o material do reparo firme diante da passagem da água.

Havia ainda uma dificuldade de execução: o nível do rio variava durante o trabalho. A solução precisava permitir a instalação nessas condições, sem depender do esvaziamento total do trecho para alcançar a parte danificada.
Sacos de concreto de 20 kg foram montados como tijolos
Cada unidade chegava preenchida com 20 kg de concreto seco, um peso que permitia o transporte individual até o ponto do reparo. Para comparação, cada módulo pesava menos da metade de um saco de cimento de 50 kg, comum em obras brasileiras.
Apesar da aparência de sacaria de obra, o conteúdo não era apenas cimento. Os sacos continham uma mistura de concreto e funcionavam como moldes que permaneciam no local enquanto o material endurecia. Assim, não era necessário abrir cada embalagem para despejar o conteúdo na água.
A obra utilizou a mistura subaquática 32N, identificada dessa forma pelo fabricante. Essa designação não deve ser transformada automaticamente em uma medida de resistência sem a ficha técnica completa do produto.
A água entrou pelos caminhos criados pelos pinos de aço
A SoluForm, empresa de materiais para obras de construção civil, forneceu sacos com revestimento interno biodegradável à base de amido de batata. Essa camada mantinha a mistura contida durante a colocação dentro do rio.
Os pinos de aço atravessavam os sacos e criavam caminhos para a entrada de água, sem permitir a fuga das partículas finas de cimento. Portanto, a hidratação dependia dessas passagens abertas pelos pinos, e não simplesmente da decomposição do revestimento.

Hidratação é a reação do cimento com a água que faz o concreto endurecer. Nesse reparo, a água do próprio rio participou do processo. O endurecimento, portanto, não dependia de deixar a mistura exposta ao ar para secar.
Barras presas na rocha e grampos uniram as camadas
Antes da montagem, os trabalhadores retiraram os restos da parte que havia desabado. Depois, instalaram barras de aço em furos no leito rochoso, prendendo a primeira camada de sacos a uma base firme.
As camadas seguintes foram dispostas como tijolos, com as juntas desencontradas. Pinos de vergalhão em formato de U, semelhantes a grampos, conectaram os sacos entre si e acrescentaram resistência ao conjunto.
Essa combinação tinha funções diferentes: as barras fixavam a base, enquanto os grampos amarravam as camadas. A ligação ajuda a evitar o deslocamento de peças isoladas, mas não garante resistência a qualquer cheia. A estabilidade depende das condições do rio e do dimensionamento do reparo.
O rio não precisou ser completamente esvaziado para o reparo
Como os sacos podiam ser colocados manualmente dentro da água, o serviço dispensou o esvaziamento completo da área e o uso de máquinas pesadas para posicionar os módulos. O resultado foi o preenchimento integral do vazio sob a ponte.
O caso documenta uma aplicação específica de um produto fornecido pela própria empresa que divulgou o resultado. Usar a técnica em outra ponte exige projeto de engenharia e avaliação ambiental, incluindo as autorizações aplicáveis ao local. A existência de um revestimento biodegradável não torna qualquer intervenção no rio automaticamente segura.
Em Aberdulais Tin Works, o reparo reuniu transporte manual, sacos preenchidos e fixações de aço para recuperar uma parte danificada da base. A montagem permitiu trabalhar com água no trecho e transformar os módulos em concreto endurecido no próprio lugar.
A aparência lembrava uma parede de sacos, mas a estabilidade dependia também da ancoragem na rocha e da ligação entre as camadas. Você já viu um reparo parecido em uma ponte da sua região? Conte nos comentários.

