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Sem precisar esvaziar completamente um trecho da ponte, trabalhadores empilham sacos de concreto de 20 kg sob a construção, fixam a base na rocha, usam a água do rio para endurecer o reparo e estabilizam a estrutura

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 30/08/2026 às 17:15 Atualizado em 30/08/2026 às 17:16
Sacos de concreto preencheram um vazio aberto pela erosão sob uma ponte em Aberdulais Tin Works
Sacos de concreto preencheram um vazio aberto pela erosão sob uma ponte em Aberdulais Tin Works
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Sacos de concreto preencheram um vazio aberto pela erosão sob uma ponte em Aberdulais Tin Works, o reparo combinou revestimento de amido de batata e peças de aço para manter a mistura no lugar e aproveitar a água do rio.

Trabalhadores levaram sacos de concreto de 20 kg até a água e montaram uma parede sob uma ponte no complexo histórico Aberdulais Tin Works, no sul do País de Gales. As camadas ocuparam um vazio aberto pela correnteza na fundação, a base que sustenta a estrutura.

A SoluForm, fornecedora de sacos preenchidos com concreto para construção, publicou o estudo de caso em 17 de janeiro de 2024, com o reparo concluído. A instalação aproveitou a água presente no local para endurecer a mistura, sem exigir a retirada completa da água da área de trabalho.

A correnteza abriu um buraco onde a ponte precisava de apoio

A água em movimento havia causado erosão na fundação da ponte, desgastando o material até provocar o colapso de uma parte da base. O dano deixou um espaço vazio que precisava ser preenchido para reforçar a estrutura.

Esse tipo de erosão compromete justamente a região que recebe e transmite o peso da construção. Por isso, o serviço precisava recuperar o apoio e manter o material do reparo firme diante da passagem da água.

A correnteza abriu um buraco onde a ponte precisava de apoio
A correnteza abriu um buraco onde a ponte precisava de apoio

Havia ainda uma dificuldade de execução: o nível do rio variava durante o trabalho. A solução precisava permitir a instalação nessas condições, sem depender do esvaziamento total do trecho para alcançar a parte danificada.

Sacos de concreto de 20 kg foram montados como tijolos

Cada unidade chegava preenchida com 20 kg de concreto seco, um peso que permitia o transporte individual até o ponto do reparo. Para comparação, cada módulo pesava menos da metade de um saco de cimento de 50 kg, comum em obras brasileiras.

Apesar da aparência de sacaria de obra, o conteúdo não era apenas cimento. Os sacos continham uma mistura de concreto e funcionavam como moldes que permaneciam no local enquanto o material endurecia. Assim, não era necessário abrir cada embalagem para despejar o conteúdo na água.

A obra utilizou a mistura subaquática 32N, identificada dessa forma pelo fabricante. Essa designação não deve ser transformada automaticamente em uma medida de resistência sem a ficha técnica completa do produto.

A água entrou pelos caminhos criados pelos pinos de aço

A SoluForm, empresa de materiais para obras de construção civil, forneceu sacos com revestimento interno biodegradável à base de amido de batata. Essa camada mantinha a mistura contida durante a colocação dentro do rio.

Os pinos de aço atravessavam os sacos e criavam caminhos para a entrada de água, sem permitir a fuga das partículas finas de cimento. Portanto, a hidratação dependia dessas passagens abertas pelos pinos, e não simplesmente da decomposição do revestimento.

Sacos de concreto de 20 kg foram montados como tijolos
Sacos de concreto de 20 kg foram montados como tijolos

Hidratação é a reação do cimento com a água que faz o concreto endurecer. Nesse reparo, a água do próprio rio participou do processo. O endurecimento, portanto, não dependia de deixar a mistura exposta ao ar para secar.

Barras presas na rocha e grampos uniram as camadas

Antes da montagem, os trabalhadores retiraram os restos da parte que havia desabado. Depois, instalaram barras de aço em furos no leito rochoso, prendendo a primeira camada de sacos a uma base firme.

As camadas seguintes foram dispostas como tijolos, com as juntas desencontradas. Pinos de vergalhão em formato de U, semelhantes a grampos, conectaram os sacos entre si e acrescentaram resistência ao conjunto.

Essa combinação tinha funções diferentes: as barras fixavam a base, enquanto os grampos amarravam as camadas. A ligação ajuda a evitar o deslocamento de peças isoladas, mas não garante resistência a qualquer cheia. A estabilidade depende das condições do rio e do dimensionamento do reparo.

O rio não precisou ser completamente esvaziado para o reparo

Como os sacos podiam ser colocados manualmente dentro da água, o serviço dispensou o esvaziamento completo da área e o uso de máquinas pesadas para posicionar os módulos. O resultado foi o preenchimento integral do vazio sob a ponte.

O caso documenta uma aplicação específica de um produto fornecido pela própria empresa que divulgou o resultado. Usar a técnica em outra ponte exige projeto de engenharia e avaliação ambiental, incluindo as autorizações aplicáveis ao local. A existência de um revestimento biodegradável não torna qualquer intervenção no rio automaticamente segura.

Em Aberdulais Tin Works, o reparo reuniu transporte manual, sacos preenchidos e fixações de aço para recuperar uma parte danificada da base. A montagem permitiu trabalhar com água no trecho e transformar os módulos em concreto endurecido no próprio lugar.

A aparência lembrava uma parede de sacos, mas a estabilidade dependia também da ancoragem na rocha e da ligação entre as camadas. Você já viu um reparo parecido em uma ponte da sua região? Conte nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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