O barco comprado em leilão virou casa para uma família no norte da Califórnia, a adaptação dos alojamentos criou quartos e espaços de convivência, enquanto a reforma e a conservação exigiram mais de US$ 50 mil
Um barco da Guarda Costeira dos Estados Unidos virou casa para um casal e seu filho no norte da Califórnia. Dentro do antigo rebocador, os espaços antes destinados à tripulação passaram a acomodar quartos, escritório e áreas de convivência familiar.
Taryn Collins e Jason Loger compraram a embarcação em junho de 2019, por US$ 35 mil, aproximadamente R$ 181,8 mil na cotação de 30 de agosto de 2026. A escolha do casal foi o antigo USCGC Bitt, um rebocador com cerca de 20 metros de comprimento.
A história foi publicada em 18 de maio de 2023 pelo The Sun, jornal britânico com edição digital nos Estados Unidos. Naquela ocasião, Taryn, Jason e o filho Russell já viviam a experiência de fazer de uma antiga embarcação de trabalho o endereço da família.
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O barco comprado em leilão já havia servido à Guarda Costeira e à pesquisa
A compra ocorreu em um leilão governamental. Antes de chegar ao casal, o Bitt havia servido à Guarda Costeira e, em outra etapa de sua trajetória, sido usado em pesquisas oceanográficas, voltadas ao estudo dos mares e de suas condições.
Um rebocador é um barco preparado para puxar ou empurrar outras embarcações. No nome de serviço do Bitt, as letras USCGC identificam sua ligação com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, o que explica a origem militar da embarcação.
A diferença em relação a um rebocador comercial de porto está, nesse contexto, no vínculo e na finalidade do serviço. O Bitt fazia parte de uma força pública. Mais tarde, deixou essa atividade, recebeu uma função científica e, por fim, passou ao uso particular.
Antigos alojamentos do rebocador deram lugar aos quartos da família
A transformação aproveitou uma característica importante da embarcação: ela já possuía espaços para pessoas dormirem e permanecerem a bordo. O casal adaptou esses compartimentos à rotina doméstica, em vez de começar uma residência dentro de um casco vazio.
Os antigos alojamentos deram lugar a quartos, escritório e espaço para o filho. A mudança alterou a finalidade dos ambientes. Áreas organizadas para uma tripulação passaram a atender às necessidades de pais e criança, com lugares para descanso e convivência.
O projeto também incorporou uma sala para a família. Assim, a reforma foi além de colocar camas no barco: distribuiu atividades de uma casa por ambientes que haviam sido preparados para o trabalho naval e, posteriormente, para a pesquisa.
Cozinha e cabine de comando conservaram suas funções a bordo
A cozinha e a cabine de comando permaneceram sem reforma, pois já atendiam ao uso a bordo. A primeira continuou servindo ao preparo das refeições. A outra manteve a função de conduzir a embarcação, que não perdeu sua capacidade de navegar.
Esse aproveitamento ajuda a entender a adaptação: nem todo espaço precisava virar um cômodo residencial. A casa de máquinas, nome dado ao compartimento dos motores e equipamentos, pertence à parte operacional do barco. Morar a bordo também exige conviver com essa estrutura de funcionamento.
Reforma superou US$ 50 mil e a conta mensal exigia uma reserva separada
O The Sun, jornal britânico com edição digital nos Estados Unidos, registrou que o casal havia gasto mais de US$ 50 mil em reforma e conservação, cerca de R$ 259,8 mil. Esse valor era separado dos US$ 35 mil pagos pela compra do rebocador.

Para as equivalências em reais, o cálculo usa R$ 5,195 por dólar, cotação consultada em 30 de agosto de 2026. Os resultados são aproximados e servem para dimensionar os valores. Eles não representam quanto o casal teria desembolsado em reais nas datas dos pagamentos.
Taryn estimava US$ 1.300 mensais, aproximadamente R$ 6.754, para a vaga de atracação, a taxa de moradia a bordo e a eletricidade. A família também separava dinheiro para a manutenção anual, fora dessa conta mensal.
Mais de 3.700 km de navegação fizeram parte da vida no barco
Além de abrigar a família, o rebocador acumulou mais de 2.000 milhas náuticas de navegação. A unidade é usada para medir distâncias no mar. A conversão de 2.000 milhas náuticas corresponde a 3.704 quilômetros, o que explica a referência a mais de 3.700 km.
A distância percorrida mostra que o uso residencial não impediu a navegação. O mesmo barco que abrigava os quartos e a sala continuava capaz de transportar a família. Assim, o Bitt manteve sua função como embarcação enquanto ganhava espaços para a vida doméstica.
A experiência de Taryn e Jason deu um novo uso a uma embarcação que já havia passado pelo serviço público e pela pesquisa. A adaptação dos espaços permitiu criar o filho em um lar que conservou parte de sua organização naval e sua capacidade de navegar.
O projeto também mostra por que o preço do leilão conta apenas uma parte da história: a vida a bordo depende de reforma e conservação contínuas. Você moraria em um rebocador adaptado ou preferiria uma casa em terra? Conte nos comentários.


