Meteoro gigante atravessa o céu do Ceará e é visto também no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, em vídeos de cidades como Sobral, Independência e Horizonte; astrônomos da Bramon estimam velocidade de 180 mil km por hora e reforçam que o fenômeno não oferece risco à população brasileira.
Um Meteoro gigante iluminou o céu do Nordeste na noite desta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, ao cruzar a atmosfera sobre o Ceará a cerca de 180 mil quilômetros por hora e explodir em um clarão registrado por câmeras de segurança e celulares de moradores em várias cidades. As imagens mostram o brilho intenso cortando o céu em poucos instantes e chamando a atenção de quem estava na rua ou observava o horizonte.
O fenômeno ocorreu na segunda-feira, 8 de dezembro, mas os relatos e vídeos continuaram a se espalhar pelas redes sociais nesta terça, 9 de dezembro de 2025, à medida que mais moradores identificavam o Meteoro gigante nas gravações. Astrônomos consultados explicam que o evento, apesar de impressionante e muito luminoso, faz parte de manifestações naturais comuns da entrada de pequenos corpos na atmosfera da Terra.
Clarão no céu do Ceará registrado por moradores
No Ceará, o Meteoro gigante foi observado em diversas cidades na noite de segunda-feira. Moradores de Sobral, Independência, Horizonte e Guaraciaba do Norte relataram o clarão no céu e conseguiram registrar a passagem do objeto em vídeo.
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Em diferentes ângulos, as gravações mostram o ponto luminoso ficando mais intenso até gerar um clarão antes de desaparecer.
Além das imagens feitas por celulares, uma câmera instalada no mirante de Alto Santo, no interior do Ceará, também flagrou o meteoro cruzando o céu.
O registro em alta altitude ajuda a confirmar a rota aproximada do fenômeno e reforça a percepção de que o brilho pôde ser visto a grandes distâncias.
Fenômeno é visto em quatro estados do Nordeste
Os relatos não ficaram restritos ao Ceará. Moradores de outros estados do Nordeste também afirmaram ter visto o clarão provocado pelo Meteoro gigante.
Depoimentos e vídeos compartilhados indicam observações no Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco.
De acordo com os registros, quem estava em áreas abertas e com o céu limpo teve mais chances de notar o fenômeno.
Especialistas explicam que, em eventos desse tipo, se a pessoa estiver olhando para a região correta do céu no momento exato da entrada do meteoro, o clarão pode ser visível a partir de vários estados ao mesmo tempo.
Astrônomo detalha velocidade e trajetória do Meteoro gigante
O astrônomo Lauriston Trindade, membro da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros, a Bramon, analisou os primeiros vídeos e dados disponíveis.
Segundo ele, o Meteoro gigante entrou na atmosfera terrestre em altíssima velocidade, cerca de 180 mil quilômetros por hora, o equivalente a aproximadamente 50 quilômetros por segundo.
O especialista explica que o objeto deve ter surgido em algum ponto do Sertão Central cearense e seguido na direção oeste, percorrendo centenas de quilômetros antes de se desintegrar.
Pelas imagens, Lauriston aponta que se tratou de um meteoro rasante, isto é, que cruzou a atmosfera em um ângulo mais horizontal, o que aumenta o trecho visível no céu e a quantidade de locais onde ele pode ser observado.
Próximo da chuva Geminídeas, mas sem ligação confirmada
O episódio ocorre em um período em que a Terra se aproxima da chuva de meteoros Geminídeas, uma das mais intensas do calendário astronômico anual.
Mesmo assim, Lauriston Trindade ressalta que o Meteoro gigante observado na noite de segunda-feira não estava previsto e não tem, até o momento, relação estabelecida com essa chuva específica.
Segundo o astrônomo, o que se sabe até agora é que o meteoro foi especialmente intenso e luminoso, se destacando entre os registros comuns feitos por redes de monitoramento como a Bramon.
A expectativa é que, com a análise detalhada das imagens, os pesquisadores consigam estimar com maior precisão a origem, a massa aproximada e a trajetória completa do objeto que cruzou o céu nordestino.
Bramon vai calcular trajetória e reforça ausência de risco
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A Bramon ainda vai realizar o cálculo completo da trajetória do Meteoro gigante, utilizando imagens de diferentes câmeras espalhadas pelo Nordeste. Esse tipo de estudo permite reconstruir o caminho percorrido pelo objeto na atmosfera e identificar de onde ele veio no espaço.
Lauriston Trindade reforça que esse tipo de fenômeno não representa risco para a população. Na maioria dos casos, a maior parte do material do meteoro é totalmente consumida na atmosfera, a cerca de 80 quilômetros de altitude.
Segundo o astrônomo, o Meteoro gigante visto no céu nordestino foi muito luminoso e durou mais do que o habitual para eventos desse tipo, mas ainda assim se desintegrou bem acima do solo, sem qualquer impacto no território brasileiro.
Com isso, o clarão registrado em cidades do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco fica como um espetáculo raro para quem conseguiu ver ou gravar o momento, mas sem qualquer consequência prática em termos de segurança.
Se você estivesse ao ar livre e visse um Meteoro gigante cruzando o céu acima da sua cidade, você só observaria em silêncio ou pegaria o celular na hora para tentar registrar o clarão?

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