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Navios de guerra dos EUA, construídos totalmente em alumínio duas vezes mais rápidos que um navio de guerra convencional, com 127,4 metros de comprimento, começam a ser aposentados antes do tempo após corrosão e rachaduras em unidades de US$ 700 milhões

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 01/02/2026 às 14:06
Assista o vídeoNavios de guerra dos EUA, construídos totalmente em alumínio duas vezes mais rápidos que um navio de guerra convencional, com 127,4 metros de comprimento, começam a ser aposentados antes do tempo após corrosão e rachaduras em unidades de US$ 700 milhões
A Marinha dos EUA colocou a Classe Independence no litoral com até 44 nós, casco trimarã de alumínio e módulos de missão, mas falhas e custos levaram desativações e impacto estratégico no Indo Pacífico.
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A Marinha dos EUA colocou a Classe Independence no litoral com até 44 nós, casco trimarã de alumínio e módulos de missão, mas falhas e custos levaram desativações e impacto estratégico no Indo Pacífico.

A pressa por presença perto da costa criou um navio que parece feito para correr. A Classe Independence entrou no jogo com casco trimarã de alumínio e uma promessa clara de agilidade em áreas rasas e disputadas.

Só que a mesma escolha que entregou velocidade virou um ponto de pressão. Corrosão, rachaduras e a dificuldade de trocar módulos de missão empurraram parte da frota para aposentadoria antes do tempo, com efeito direto na estratégia.

A aposta começou nos anos 2000 com guerra costeira no radar

No início dos anos 2000, o Pentágono identificou uma lacuna: operar perto do litoral exigia navios mais leves e manobráveis, onde unidades maiores ficam menos eficientes e mais vulneráveis.

A resposta foi o conceito de Littoral Combat Ships, pensado para mudar de função conforme a necessidade. A proposta mirava guerra de superfície, contramedidas de minas e guerra antissubmarino, com pacotes modulares trocáveis.

Casco trimarã de alumínio trouxe estabilidade e velocidade acima de 40 nós

O desenho não foi só visual. O casco trimarã reduz resistência na água e sustenta velocidades superiores a 40 nós, mantendo estabilidade mesmo com mar mais exigente.

A construção em alumínio corta peso e ajuda na corrida, mas também abriu caminho para problemas estruturais. O ganho operacional veio junto com um custo de manutenção e durabilidade que virou discussão dentro da força.

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Números chamam atenção: 127,4 metros e alcance de 4.300 milhas náuticas

O navio mede 127,4 metros de comprimento, com 31,6 metros de boca e 4,3 metros de calado. O deslocamento fica em torno de 3.100 toneladas em plena carga.

A propulsão combina duas turbinas a gás General Electric LM2500 e dois motores a diesel MTU 20V8000, ligados a quatro propulsores waterjet. A velocidade máxima chega a 44 nós, com autonomia de 4.300 milhas náuticas a 18 nós.

Pista de voo amplia vigilância e pressão com helicóptero e drones

A plataforma de voo é um diferencial que pesa no xadrez costeiro. Ela permite operar um helicóptero MH 60R ou S Seahawk e até dois drones aéreos MQ 8 Fire Scout, ampliando vigilância e capacidade de resposta.

Essa combinação reforça patrulhas de presença e missões em águas rasas, onde rapidez e alcance sensorial viram vantagem. O foco é manter influência onde a disputa é mais curta e mais sensível.

Armamento fixo mantém força mesmo sem módulos e sustenta presença

Mesmo com a ideia de modularidade, a Classe Independence carrega armamento próprio para atuar sem depender dos módulos. Isso dá autonomia em cenários de pressão e reduz a necessidade de reconfiguração imediata.

O conjunto inclui o canhão BAE Systems Mk 110 de 57 mm, o sistema SeaRAM com mísseis RIM 116 Rolling Airframe, metralhadoras M2 Browning calibre .50 e lançadores de AGM 114L Hellfire para guerra de superfície. Sensores como o radar tridimensional SAAB Sea GIRAFFE e sistemas eletro ópticos com FLIR entram no pacote.

Operações no Pacífico ganharam velocidade, mas o desgaste virou alerta

O uso real mostrou o valor da velocidade em áreas sensíveis. O USS Gabrielle Giffords LCS 10 foi deslocado para Singapura em 2019 e participou de patrulhas perto de ilhas disputadas, reforçando presença em um espaço de alta tensão.

O USS Montgomery LCS 8 atuou em apoio humanitário e vigilância marítima no Pacífico, enquanto outras unidades participaram de operações antidrogas na América Central. A lógica foi a mesma: chegar rápido, permanecer visível, pressionar o ambiente.

Corrosão, rachaduras e custo alto aceleraram desativações desde 2021

O ponto mais crítico apareceu cedo. Houve corrosão galvânica detectada no USS Independence apenas dois anos após a entrada em serviço, além de relatos de rachaduras estruturais em operações de alta velocidade com mar agitado.

De acordo com Military Watch Magazine, revista internacional especializada em defesa e assuntos militares, o custo por unidade ficou entre 600 e 700 milhões de dólares, muito acima do objetivo original, enquanto falhas estruturais e limitações operacionais aceleraram a retirada dos navios.

O resultado foi a redução da frota planejada na prática. Das 19 unidades projetadas, várias já saíram do serviço ativo, com o USS Independence LCS 2 desativado em 2021 e o USS Coronado LCS 4 em 2022.

A Classe Independence ainda mantém valor tático, especialmente no Indo Pacífico, onde velocidade, baixa assinatura de radar e operação em águas rasas podem abrir vantagem contra navios maiores.

Ao mesmo tempo, as baixas antecipadas e os limites da modularidade mudam a leitura sobre custo, prontidão e permanência. O efeito final mexe com o Pacífico.

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DomValero
DomValero
02/02/2026 14:34

Desejo todo fracasso ao EUA , Rússia e China , 3 nações do mal …câncer do planeta.

Joel
Joel
Em resposta a  DomValero
03/02/2026 06:41

Ruim com EUA imagina sem ele
Agora maduro estaria no poder sadan Hussein homens ruins pelo mundo afora

Lucas
Lucas
Em resposta a  Joel
04/02/2026 21:04

Isso é o que a mídia te mostra, o EUA só age por interesse próprio ele não quer ajudar ninguém, se ele quisesse ajudar alguém a África não passava fome, enquanto isso eles gastam bilhões em guerras, quando capturou o Sadan Russen, EUA sequestrou todos os bens dele, dizendo que era dinheiro de terrorismo, só em dinheiro vivo foram milhares de dólares, em uma única aprençao de ouro o EUA, sequestrou 36 toneladas de ouro do Iraque, mais calma o interesse nem era esse, eram as reservas de petróleo.

Bin Laden foi treinado pelos EUA, muitos vídeos mostram que os prédios foram impludidos, se com o impacto do avião a torre não caiu lateralmente ela não iria desabar com o peso do avião, em fim. Tudo foi só um pretexto para o próximo capítulo.

Com o Maduro a mesma coisa, Trump após a prisão de maduro, já falou que iria mandar empresas para a Venezuela para administrar o petróleo do país kkkkk, e sequestrou novamente o ouro da Venezuela, o que estava na Suiça foi congelado por determinação do EUA, não se sabe se foi entregue ao EUA. Só uma bagatela de 127 toneladas de ouro, isso só na Suiça, imagine o que levaram da Venezuela.

A Venezuela abriga 70% do ouro do planeta e as maiores jazidas de petróleo do mundo.

Mas relaxa o EUA só que ajudar, existem hoje 11 grandes guerras acontecendo, 120 conflitos armados.

Cerca de 19 mil pessoas a 25 mil pessoas morrem de fome por dia.

Mas relaxa enquanto isso o EUA é o país que mais lucra com a guerra e o que mais faz saque dos países o qual ele derrota, EUA tem o maior lucro com guerras no mundo cerca de 45% a 50% das guerras são financiadas pelo EUA.

Uma bagatelazinha de 400 bilhões anualmente, enquanto milhares de pessoas morrem de fome.

Aplicou a lei Magnestik a Alexandre de Moraes apenas por interesse próprio, retirou a lei em troca de explorar as terras raras do Brasil a preço de ****.

WEDISON.
WEDISON.
01/02/2026 18:54

DEVIA TER AFUNDADO.

MARIO Antônio
MARIO Antônio
Em resposta a  WEDISON.
02/02/2026 10:06

Comentário ****

Joel
Joel
Em resposta a  MARIO Antônio
03/02/2026 06:40

Que isso que ódio é esse

Jose carlos
Jose carlos
Em resposta a  WEDISON.
03/02/2026 22:59

Pronto , eis o problema de dar voz aos **** !

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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