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Navio de guerra nuclear dos EUA sai da guerra no Irã após incêndio destruir mais de 100 camas e deixar 600 marinheiros sem abrigo

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 19/03/2026 às 14:39
Navio de guerra dos EUA deixa o Mar Vermelho após incêndio destruir 100 camas, desalojar 600 marinheiros e exigir reparos em Creta.
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O navio de guerra USS Gerald R. Ford, porta-aviões nuclear de 100 mil toneladas da Marinha dos EUA, deixou o Mar Vermelho após um incêndio em 12 de março destruir mais de 100 camas, desalojar mais de 600 marinheiros e interromper parte da estrutura de apoio da tripulação em meio às operações contra o Irã

O navio de guerra USS Gerald R. Ford, porta-aviões nuclear de 100 mil toneladas da Marinha dos EUA, deixou o Mar Vermelho rumo à Baía de Souda, em Creta, após um incêndio em 12 de março desalojar mais de 600 marinheiros durante operações de combate contra o Irã.

Incêndio força retirada do USS Gerald R. Ford

O USS Gerald R. Ford, descrito como o porta-aviões de propulsão nuclear mais avançado da Marinha dos EUA, está seguindo para a Base de Apoio Naval da Baía de Souda, em Creta, depois do incêndio registrado em sua lavanderia na popa.

A ocorrência aconteceu em 12 de março e provocou um grande esforço de controle de danos em meio às operações de combate em curso.

Segundo o material divulgado, o fogo não teve relação com combate e começou abaixo do convés, espalhando-se pelo sistema de ventilação até atingir alojamentos adjacentes. O incêndio destruiu mais de 100 camas e deixou todos os marinheiros do navio sem alojamento ainda no mesmo dia.

A situação afetou diretamente a tripulação e ampliou a pressão sobre o navio de guerra em um momento de alta atividade operacional.

Mais de 600 marinheiros ficaram sem local para dormir, enquanto as equipes atuavam para conter os danos e manter o porta-aviões em condição de missão.

Tripulação manteve combate após fogo abaixo do convés

Inicialmente, dois marinheiros receberam tratamento para ferimentos sem risco de vida, e um deles foi evacuado para terra por motivos médicos. Outros mais de 200 tripulantes foram atendidos por inalação de fumaça e depois retornaram ao serviço.

Até 13 de março, a Marinha havia levado por via aérea 1.000 colchões de reposição vindos do USS John F. Kennedy, em Norfolk, Virgínia. Também foram enviadas roupas extras, já que as instalações de lavanderia do porta-aviões continuavam em grande parte fora de serviço.

Um oficial americano esclareceu os relatos iniciais sobre a duração do episódio e afirmou que o incêndio em si não queimou por 30 horas. Esse período incluiu o combate às chamas, a limpeza dos danos provocados pela água e as medidas para impedir novos focos.

Ao mesmo tempo, a Marinha dos EUA abriu uma investigação formal para apurar se marinheiros a bordo do USS Ford iniciaram o incêndio deliberadamente. Mesmo após a ocorrência, a tripulação seguiu cumprindo missões de combate até que fosse tomada a decisão de retirada do navio.

Navio de guerra operava havia nove meses em dois hemisférios

O USS Ford deixou Norfolk, na Virgínia, em 24 de junho de 2025 e, nos nove meses seguintes, operou no Caribe, no Mediterrâneo e no Mar Vermelho. Em 5 de março, cruzou o Canal de Suez e passou a executar incursões de ataque contínuas dentro da Operação Epic Fury.

O destacamento do porta-aviões chamou atenção não apenas pela duração, mas também pelo ritmo das operações. O navio atuou em dois hemisférios, participou de combate no Oriente Médio e ainda enfrentou desafios de manutenção, incluindo falhas recorrentes no sistema hidráulico.

Se permanecer em operação até meados de abril, o USS Ford ultrapassará o recorde pós-Guerra do Vietnã de 294 dias, estabelecido pelo USS Abraham Lincoln em 2020. Esse cenário reforça o desgaste acumulado por uma missão descrita como excepcionalmente tensa.

A pressão operacional aumentou ainda mais quando a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã designou formalmente o grupo de ataque do porta-aviões Ford como alvo militar. Essa designação acrescentou mais um fator de tensão a um desdobramento já marcado por combate, manutenção e agora pelo incêndio a bordo.

Reparos em Creta e substituição na região

De acordo com o material base, o USS Ford permanecerá por mais de uma semana na Baía de Souda para reparos no cais. A parada servirá para definir o que pode ser consertado de imediato e o que ainda precisará de atenção posterior em seu porto de origem, em Norfolk.

O restante do grupo de ataque do Ford, formado pelo USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston S. Churchill, continuará no Mar Vermelho e não acompanhará o porta-aviões até Creta. Na região, o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln já está posicionado para manter as operações de combate.

Além disso, o USS George H.W. Bush concluiu os preparativos em Norfolk e deverá ser enviado para substituir o Ford. Em coletiva no Pentágono, o general Dan Caine afirmou que todos pensam nos tripulantes feridos no incêndio e que a expectativa é de que todos fiquem bem.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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