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NASA olha de novo para o buraco negro M87* e encontra no jato cósmico detalhes em raios X que parecem revelar um universo muito mais inquieto do que se imaginava

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 19/06/2026 às 10:53
Atualizado em 19/06/2026 às 10:55
Representação ilustrativa de três visualizações do buraco negro M87*, com disco de acreção brilhante e anéis em destaque, associada às observações em raios X feitas pela NASA.
Imagem ilustrativa mostra diferentes perspectivas do buraco negro M87*, referência astronômica estudada pela NASA com o telescópio Chandra em raios X.
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Observações do telescópio Chandra revelam estruturas inéditas no jato do M87* e ajudam cientistas a entender como buracos negros influenciam suas galáxias

Uma nova observação da NASA voltou a colocar o buraco negro M87* no centro das discussões científicas.

O Observatório de Raios X Chandra registrou a imagem mais detalhada já obtida do jato emitido pelo buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia Messier 87.

Segundo a NASA e a Space, os dados mostram estruturas internas que antes não apareciam com esse nível de precisão.

A descoberta ajuda astrônomos a entender como esses jatos se formam, evoluem e influenciam o ambiente ao redor de suas galáxias.

O M87* ficou famoso em 2019, quando entrou para a história como o primeiro buraco negro fotografado pela humanidade.

Atualmente, ele é considerado um dos objetos mais importantes para o estudo de fenômenos extremos do universo.

Investigação em raios X revela estrutura inédita no jato

A nova análise foi feita com dados do telescópio Chandra, da NASA, especializado em observar o universo em raios X.

Esse tipo de observação permite enxergar regiões extremamente energéticas, que muitas vezes não aparecem com clareza em luz visível.

Conforme os pesquisadores explicam, o jato do M87* já havia sido observado em outras faixas de luz, como infravermelho e luz visível.

Os raios X, porém, mostraram uma separação mais clara entre as estruturas internas do jato.

O que antes parecia um fluxo quase contínuo passou a ser visto como um sistema muito mais complexo, dinâmico e cheio de variações.

O buraco negro está a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra e tem massa estimada em 6,5 bilhões de vezes a do Sol.

Representação ilustrativa de um jato cósmico roxo e rosa saindo de uma região brilhante no espaço, associado ao buraco negro M87* e às observações em raios X da NASA.
Imagem ilustrativa mostra um jato cósmico luminoso em tons de roxo e rosa partindo de uma região brilhante no espaço, em referência às observações do buraco negro M87* feitas pela NASA.

Dados do Chandra mostram mudanças ao longo do tempo

Os novos registros indicam que o jato do buraco negro M87* muda de forma constante ao longo do tempo.

A comparação de mais de dez anos de observações permitiu identificar variações importantes na estrutura do fenômeno.

Entre os principais pontos observados pelos astrônomos, estão:

  • estruturas internas mais definidas no jato;
  • movimento contínuo de material ao longo da emissão;
  • diferenças claras entre raios X, luz visível e infravermelho;
  • mudanças registradas em longas escalas de tempo.

Dessa forma, os cientistas conseguem acompanhar a evolução do jato quase como uma sequência de imagens.

Na prática, o M87* funciona como um laboratório natural para estudar a física de buracos negros supermassivos.

Jato cósmico influencia o ambiente da galáxia Messier 87

O jato do M87* não é apenas um fenômeno visual impressionante.

Sua atividade tem impacto real no ambiente da galáxia Messier 87.

Durante o processo de alimentação do buraco negro, parte da matéria é direcionada para seus polos.

Em seguida, esse material é lançado em jatos poderosos, que atravessam milhares de anos-luz.

Segundo os pesquisadores, esse fluxo carrega energia em velocidades próximas à da luz.

Consequentemente, ele pode afetar gás, poeira e outras estruturas ao redor da galáxia durante milhões de anos.

Esse tipo de emissão ajuda a explicar como buracos negros supermassivos interferem na evolução galáctica.

Representação ilustrativa de um buraco negro com centro escuro e disco de acreção brilhante, relacionado às observações do M87* em raios X pela NASA.
Imagem ilustrativa mostra um buraco negro com disco de acreção luminoso em tons de laranja e vermelho, em referência ao M87* estudado pela NASA.

Movimento aparente chama atenção dos cientistas

Outro ponto importante observado no jato envolve seu movimento aparente.

Em alguns momentos, partes da estrutura parecem se deslocar cerca de cinco vezes mais rápido que a luz.

A velocidade da luz, porém, não foi superada.

De acordo com a física, trata-se de uma ilusão óptica conhecida como movimento superluminal aparente.

Esse efeito ocorre quando o material viaja quase na direção da Terra em velocidades extremas.

A perspectiva cria a impressão de um deslocamento mais rápido do que realmente acontece.

Estudo reforça importância do Chandra para a astronomia

O estudo foi apresentado em 2026, durante a 248ª reunião da Sociedade Astronômica Americana.

A pesquisa também foi disponibilizada em pré-publicação no arXiv.

Para os cientistas, os resultados reforçam a capacidade do Chandra de acompanhar fenômenos extremos por longos períodos.

Mesmo após décadas em operação, o observatório continua sendo essencial para estudar regiões altamente energéticas do universo.

A nova imagem do M87* mostra que buracos negros supermassivos ainda escondem processos difíceis de compreender.

O que essa observação revela sobre o universo?

A análise do jato do M87* indica que o universo é muito mais dinâmico e complexo do que aparenta.

Cada nova observação mostra detalhes antes invisíveis e amplia a compreensão sobre buracos negros, galáxias e jatos cósmicos.

Enquanto isso, o M87* segue como uma das maiores referências da astronomia moderna.

Você acredita que novas imagens de buracos negros podem mudar ainda mais a forma como entendemos o universo? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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