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NASA identifica rochas listradas em Marte com o rover Curiosity, que avançou por terreno de transição na Cratera Gale e usou laser, imagens de alta resolução e análises químicas para reconstruir bilhões de anos de mudanças climáticas no Planeta Vermelho e buscar sinais de antigos ambientes habitáveis

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Escrito por Carla Teles Publicado em 15/07/2026 às 13:42 Atualizado em 15/07/2026 às 13:46
NASA identifica rochas listradas em Marte com o rover Curiosity, que avançou por terreno de transição na Cratera Gale e usou laser, imagens de alta resolução e análises químicas (2)
NASA analisa rochas listradas em Marte com rover Curiosity na Cratera Gale para reconstruir a história do Planeta Vermelho. Imagem: NASA.
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O rover Curiosity alcançou uma zona de transição geológica na Cratera Gale, registrou rochas listradas em Marte, analisou alvos com laser, espectrômetro e câmera de aproximação e reuniu novos dados sobre sedimentos, minerais, dunas, atmosfera e processos ligados à água que transformaram o planeta ao longo de bilhões de anos.

A NASA registrou rochas listradas em Marte depois que o rover Curiosity avançou por uma zona de transição geológica na Cratera Gale. Durante as observações realizadas em julho de 2026, o veículo fotografou formações incomuns, analisou a composição de diferentes alvos e investigou sinais das transformações ambientais ocorridas no planeta.

Segundo reportagem do portal Daily Galaxy, em 15 de julho de 2026, o Curiosity chegou a uma região onde terrenos arenosos e relativamente lisos dão lugar a superfícies rochosas mais ásperas. A mudança tornou a área importante para o estudo das camadas formadas em diferentes períodos da história marciana.

Terreno mudou enquanto o Curiosity avançava

NASA analisa rochas listradas em Marte com rover Curiosity na Cratera Gale para reconstruir a história do Planeta Vermelho.
Imagem: NASA.

O rover encontrou uma paisagem distinta das áreas percorridas anteriormente. A transição entre superfícies arenosas e afloramentos expostos permite comparar materiais formados ou modificados sob condições ambientais diferentes dentro da Cratera Gale.

Esses limites geológicos funcionam como páginas sobrepostas da história do planeta. Ao analisar as mudanças de textura, cor, composição e disposição das camadas, os pesquisadores podem reconstruir parte dos processos que alteraram a superfície marciana ao longo de bilhões de anos.

Padrões listrados chamaram atenção na paisagem

Entre as características observadas estavam formações expostas com faixas visíveis, descritas pela equipe como rochas listradas. Os padrões se destacavam das estruturas ao redor e sugeriam que diferentes materiais ou processos participaram da formação das camadas.

As rochas listradas em Marte podem ajudar os cientistas a investigar como sedimentos foram depositados, endurecidos e posteriormente expostos pela erosão. No entanto, a aparência isolada não determina sua origem, tornando necessárias análises químicas e imagens detalhadas.

Camadas podem registrar mudanças relacionadas à água

O Curiosity chegou à nova área depois de atravessar terrenos com diferentes estruturas sedimentares. Algumas dessas camadas podem ter se formado ou sido modificadas quando a água ainda exercia influência significativa sobre partes da superfície marciana.

A Cratera Gale apresenta evidências de ambientes que, no passado remoto, tiveram lagos e água corrente. O objetivo não é encontrar organismos preservados diretamente, mas identificar condições ambientais que poderiam ter sido favoráveis à vida microbiana.

Laser revelou a composição de alvos selecionados

Para examinar os materiais, o instrumento ChemCam disparou pulsos de laser contra pontos específicos. A energia vaporiza uma quantidade muito pequena da superfície, e o equipamento analisa a luz emitida para identificar os elementos químicos presentes.

Entre os alvos estudados estavam rochas chamadas Kunturiri e Toconce. Os resultados permitem comparar as formações listradas com outros materiais encontrados na área e verificar se as diferenças visuais correspondem a mudanças reais na composição.

Espectrômetro comparou diferentes tipos de rocha

O Curiosity também utilizou o Espectrômetro de Raios X de Partículas Alfa, conhecido pela sigla APXS. O instrumento foi direcionado a alvos como Malpartida e Pico Del Tunari para medir elementos presentes nas superfícies rochosas.

A comparação entre diferentes amostras ajuda a identificar variações minerais dentro da mesma região. Essas diferenças podem indicar mudanças nas fontes dos sedimentos, na presença de água ou nas condições químicas existentes durante a formação das rochas.

Câmera aproximou texturas invisíveis à distância

A câmera MAHLI, instalada no braço robótico do rover, produziu imagens aproximadas de áreas selecionadas. O equipamento funciona como uma lente de aumento e revela grãos, fissuras, camadas e outras estruturas pequenas demais para serem observadas pelas câmeras de navegação.

Ao combinar essas imagens com as medições químicas, os pesquisadores conseguem avaliar não apenas do que as rochas são feitas, mas também como seus materiais estão organizados. Textura e composição, quando analisadas juntas, oferecem pistas mais consistentes sobre a origem das formações.

Imagem registrou afloramento no início de julho

NASA analisa rochas listradas em Marte com rover Curiosity na Cratera Gale para reconstruir a história do Planeta Vermelho.
Imagem: NASA.

Em 1º de julho de 2026, no 4.942º dia marciano da missão, a câmera de navegação esquerda do Curiosity registrou o afloramento denominado Cerro Castillo. O alvo Hornillos aparecia na região inferior da imagem obtida pelo rover.

Hornillos também foi examinado por laser e por imagens detalhadas. Embora a superfície não pudesse ser escavada, as observações forneceram dados sobre o terreno e ampliaram a documentação das rochas listradas em Marte encontradas naquela zona de transição.

Poeira foi removida para revelar material preservado

Outros alvos, incluindo Laguna Fea e Laguna Lejia, foram preparados com uma ferramenta capaz de retirar a poeira superficial. A limpeza expôs partes mais frescas das rochas, reduzindo a interferência causada pelo material solto acumulado sobre elas.

A poeira marciana pode esconder detalhes visuais e alterar algumas medições realizadas diretamente na superfície. Removê-la permite que os instrumentos examinem uma porção menos exposta ao ambiente atual, aproximando a análise do material original da formação.

Dunas e cristas ajudam a explicar os sedimentos

Além dos afloramentos, o rover observou cristas arenosas, dunas e estruturas em camadas. Essas feições mostram como vento, erosão e deposição continuam remodelando a paisagem da Cratera Gale mesmo após o desaparecimento dos antigos ambientes aquáticos.

O estudo dos sedimentos também ajuda a separar estruturas antigas de marcas produzidas mais recentemente. Uma faixa visível pode ter origem mineral, sedimentar ou erosiva, e a equipe precisa confrontar diferentes medições antes de estabelecer uma interpretação geológica.

Blocos escuros podem ter descido por encostas

NASA analisa rochas listradas em Marte com rover Curiosity na Cratera Gale para reconstruir a história do Planeta Vermelho.
Imagem: NASA.

O Curiosity examinou formações mais escuras próximas a uma elevação da região. Alguns blocos podem ter se deslocado encosta abaixo em consequência de processos geológicos ocorridos no passado.

Essas rochas podem guardar informações sobre áreas mais altas que o rover ainda não alcançou. Os pesquisadores também avaliam possíveis relações com antigas condições climáticas e processos associados ao gelo, sem considerar essas hipóteses como conclusões definitivas.

Atmosfera continua sendo monitorada pelo rover

Enquanto investiga o solo, o Curiosity acompanha a atmosfera marciana. O rover observa poeira, nuvens e possíveis redemoinhos, reunindo informações sobre as condições ambientais atuais do Planeta Vermelho.

Esse acompanhamento complementa o estudo das rochas porque o clima ainda interfere na superfície. Ventos movimentam partículas, cobrem afloramentos e alteram gradualmente as feições observadas pelas câmeras, conectando a geologia antiga aos processos ativos atualmente.

Missão procura reconstruir um planeta diferente

Desde que pousou em Marte, em 2012, o Curiosity investiga como a Cratera Gale passou de um ambiente com água para a paisagem seca observada hoje. As evidências reunidas ao longo da missão indicam que o local atravessou diferentes fases geológicas e climáticas.

As novas rochas listradas em Marte acrescentam dados a essa reconstrução, mas ainda precisam ser interpretadas em conjunto com outros registros. Cada camada analisada ajuda a limitar quando e como ocorreram mudanças na disponibilidade de água, na composição do solo e no clima marciano.

Possível meteorito será alvo de novas observações

A equipe também se prepara para analisar uma grande rocha escura que pode ser um meteorito. Caso a hipótese seja confirmada, o objeto poderá fornecer informações sobre materiais que chegaram à superfície de Marte vindos do espaço.

As próximas etapas continuarão combinando imagens, medições químicas e monitoramento atmosférico. Você acredita que as formações listradas podem revelar um período habitável de Marte ou considera que as respostas ainda estão muito distantes? Conte nos comentários qual descoberta do Curiosity mais desperta sua curiosidade.

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Carla Teles

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