Projeto técnico aposta em engenharia costeira enterrada para proteger praia em Santa Catarina, garantir segurança urbana e manter o equilíbrio entre turismo, imóveis de alto padrão e preservação ambiental
Uma intervenção urbana de grande relevância ambiental e econômica foi autorizada recentemente em Balneário Camboriú, atraindo atenção nacional.
A prefeitura aprovou a construção de uma muralha subterrânea de contenção sob a Praia Central, com o objetivo de conter o avanço do mar e reduzir a erosão costeira.
A iniciativa surge, sobretudo, como resposta técnica aos impactos registrados após o alargamento da faixa de areia concluído em 2021.
Desde então, episódios recorrentes de maré alta e ressaca passaram a provocar alagamentos e instabilidade no solo, o que exigiu uma solução estrutural de longo prazo.
Projeto técnico define estrutura enterrada e invisível na faixa de areia
A proposta estabelece que a muralha ficará inteiramente enterrada sob a areia, sem qualquer impacto visual para moradores ou turistas.
Segundo parâmetros técnicos adotados pelo município, a estrutura terá aproximadamente dois metros de profundidade.
Além disso, serão utilizados concreto armado e base de pedra, materiais escolhidos por sua alta resistência à água salgada.
Dessa forma, a contenção atua diretamente contra a infiltração das marés, ao mesmo tempo em que preserva a paisagem da orla.
Ressacas após 2021 aceleraram a adoção de uma solução estrutural
Após a obra de alargamento finalizada em 2021, o comportamento do mar passou a apresentar efeitos mais intensos em períodos de ressaca.
Com isso, poças, valetas e áreas encharcadas tornaram-se frequentes, especialmente em trechos próximos ao calçadão.
Diante do aumento desses episódios ao longo de 2022, 2023 e 2024, a prefeitura decidiu avançar com uma solução definitiva.
Assim, a muralha subterrânea foi escolhida como alternativa capaz de proteger o espaço urbano, o turismo e os imóveis de alto padrão da região.
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Obra integra reurbanização da orla e estratégia de adaptação climática
Além da função de contenção marítima, a obra faz parte de um projeto mais amplo de reurbanização da orla.
O plano inclui melhorias no calçadão, ciclovias, áreas de lazer, iluminação pública e paisagismo.
Segundo a Prefeitura de Balneário Camboriú, a intervenção busca segurança a longo prazo diante do aumento do nível do mar, associado às mudanças climáticas globais.
Assim, a proposta combina engenharia costeira, valorização urbana e proteção ambiental.
Praia Central sustenta turismo, mercado imobiliário e economia local
Atualmente, Balneário Camboriú é reconhecida como uma das cidades mais luxuosas do Brasil, concentrando alguns dos prédios residenciais mais altos da América Latina.
Durante a alta temporada, a população flutuante supera um milhão de pessoas, pressionando infraestrutura e serviços.
Por isso, a preservação da Praia Central é considerada estratégica para o turismo, o mercado imobiliário e a arrecadação municipal.
Qualquer redução significativa da faixa de areia poderia, portanto, gerar impactos diretos no valor dos imóveis e na economia local.
Adaptação costeira avança, mas não substitui políticas ambientais
Especialistas em gestão costeira destacam que obras de contenção não substituem políticas ambientais de longo prazo.
Ainda assim, elas funcionam como medidas de adaptação diante de um cenário climático cada vez mais desafiador.
Com a muralha subterrânea, Balneário Camboriú aposta em planejamento técnico, engenharia urbana e prevenção ambiental para proteger seu principal cartão-postal.
Até que ponto cidades costeiras devem investir em grandes obras de adaptação para garantir desenvolvimento urbano sem comprometer o futuro ambiental?

This is utter nonsense.