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Novo gigante global: A China construiu mais submarinos do que os EUA e a Rússia juntos

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 25/06/2026 às 16:49 Atualizado em 25/06/2026 às 16:53
Descubra a atual produção de submarinos e como esse setor está se expandindo desde a Guerra Fria, liderado pela China.
Descubra a atual produção de submarinos e como esse setor está se expandindo desde a Guerra Fria, liderado pela China.
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A produção mundial de submarinos atingiu o maior ritmo desde a Guerra Fria, com 77 lançamentos desde 2021. A China lidera em quantidade, variedade de projetos e expansão industrial, enquanto potências tradicionais, novos programas nucleares, acordos de transferência tecnológica e mercados de exportação transformam a estratégia naval internacional

A indústria global de submarinos atravessa o período mais ativo desde a Guerra Fria. Nos últimos cinco anos, 16 países lançaram cerca de 77 embarcações, ampliando gastos militares e capacidades de dissuasão, inteligência e segurança marítima.

A China lidera essa expansão. Desde 2021, o país lançou aproximadamente 24 submarinos, o dobro da Rússia, com 12, e mais de três vezes o total dos Estados Unidos, com sete.

Construção de submarinos retorna ao ritmo dos anos 1980

O nível de produção mundial se aproxima daquele observado na década de 1980. A diferença é que agora a construção está distribuída entre mais países, e não apenas nas potências navais tradicionais.

Dos 77 submarinos lançados desde 2021, 33 possuem propulsão nuclear. Essas embarcações foram construídas por China, Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, França e Índia, países que concentram essa tecnologia.

Outros países avançam nessa direção. Brasil e Coreia do Norte estão construindo submarinos nucleares, enquanto Coreia do Sul e Austrália planejam frotas nucleares.

A ampliação reflete uma mudança na estratégia naval. Os submarinos ganharam papel em dissuasão, coleta de inteligência e proteção marítima, estimulando mercados e programas nacionais.

China acelera projetos e amplia variedade de classes

A vantagem chinesa não se resume à quantidade. Nos últimos cinco anos, o país adicionou sete novas classes de submarinos à frota, ritmo superior ao dos concorrentes.

A Rússia lançou apenas uma nova classe, a Khabarovsk, cuja construção levou mais de 11 anos. Os Estados Unidos mantiveram o programa da classe Virginia.

A velocidade não significa necessariamente que cada embarcação chinesa seja mais avançada. Ainda assim, a capacidade de lançar novos conceitos mostra como a indústria submarina do país está mudando rapidamente.

A China também lidera o desenvolvimento de veículos subaquáticos não tripulados de grande porte, conhecidos como XXLUUVs. Têm dimensões semelhantes às de submarinos tripulados, e nenhum outro país é conhecido por construir drones submersíveis desse tamanho.

Outro avanço envolve a propulsão independente de ar com energia nuclear. O submarino Type-041 da classe Zhou utiliza um sistema descrito como pequena usina nuclear, tecnologia chamada de nuclear-AIP.

Três estaleiros elevam a capacidade nuclear chinesa

Durante anos, o estaleiro de Huludao, no norte da China, foi o único responsável pela construção de submarinos nucleares no país. Agora, Wuchang, em Wuhan, e o estaleiro JN, em Xangai, também participam da produção.

Wuchang deverá construir a classe Type-041 Zhou. O estaleiro de Xangai lançou um submarino nuclear de ataque maior, pertencente a uma nova classe. Huludao colocou uma embarcação idêntica na água poucos dias depois.

Existem poucas informações sobre esse projeto, e sua relação com o programa Type-095 permanece incerta. Com três instalações ativas, estimativas indicam que a China poderá lançar cerca de seis submarinos nucleares anualmente, três vezes a meta americana.

Exportações abrem novos mercados internacionais

A indústria chinesa também trabalha para compradores estrangeiros. Recentemente, construiu quatro submarinos da classe Hangor para o Paquistão, dentro de um acordo que prevê produção compartilhada.

Alemanha e França continuam importantes exportadores, enquanto Espanha e Coreia do Sul surgem como novos participantes. Acordos de transferência tecnológica e fabricação local também ajudam países a desenvolver capacidade própria.

Estados Unidos e Reino Unido deverão incorporar novas classes futuramente. Mesmo assim, o ritmo atual de construção, diversificação tecnológica e expansão industrial indica que a China tende a permanecer como principal força na produção global de submarinos atualmente.

Como você avalia essa nova corrida submarina e o avanço da China diante das potências tradicionais? Deixe sua opinião nos comentários.

Conte também se essa expansão representa maior capacidade de defesa, aumento das tensões internacionais ou uma transformação inevitável das estratégias navais.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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