1. Início
  2. / Economia
  3. / Mulher de 50 anos instala ar-condicionado de frigorífico em casa para aliviar calorões da menopausa e conta de luz dispara para mais de R$ 5 mil reais
Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 2 comentários

Mulher de 50 anos instala ar-condicionado de frigorífico em casa para aliviar calorões da menopausa e conta de luz dispara para mais de R$ 5 mil reais

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 20/12/2025 às 09:01
Atualizado em 22/12/2025 às 15:50
MULHER-INSTALA-AR-CONDICIONADO-DE-FRIGORIFICO-PARA-ALIVIAR-CALOR-DA-MENOPAUSA
Aos 50 anos, Ana Paula Oliveira diz que os calorões da pré-menopausa ficaram tão fortes que ela instalou um ar-condicionado de frigorífico e chegou a pôr –2°C; a conta de luz passou de R$ 5 mil até ela buscar tratamento médico.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
12 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Aos 50 anos, Ana Paula Oliveira diz que os calorões da pré-menopausa ficaram tão fortes que ela instalou um ar-condicionado de frigorífico e chegou a pôr –2°C; a conta de luz passou de R$ 5 mil até ela buscar tratamento médico.

Quando o corpo vira um “forno” e nada parece resolver Tem gente que acha que “calorzinho” é exagero. Até acontecer de verdade. Aos 50 anos, a influenciadora Ana Paula Oliveira contou que os episódios de calor da pré-menopausa ficaram tão intensos e inesperados que ela tomou uma decisão fora da curva: colocou em casa um ar-condicionado usado em frigorífico.

E, em alguns dias, precisou baixar a temperatura até –2°C para conseguir algum alívio. O resultado veio rápido — mas não foi só o frescor: a conta de luz disparou e passou de R$ 5 mil.

O começo aos 47: “vinha de dentro para fora”

Ana Paula relembra que os primeiros episódios começaram quando ela tinha 47 anos. Naquele momento, ela ainda não entendia o que estava acontecendo com o próprio corpo. E descreveu a sensação com uma frase direta, do jeito que muita mulher reconhece na hora: “Era um calor que vinha de dentro para fora, parecia que eu ia desmaiar”.

Com o desconforto fora de controle e sem saber que poderia ser um sinal de transição para a menopausa, ela tentou o caminho mais óbvio: um ar-condicionado comum. Só que, segundo o relato, não resolveu. Foi aí que ela partiu para a solução extrema: instalar um equipamento de refrigeração mais pesado, daqueles pensados para ambientes que precisam ficar muito abaixo da temperatura normal de uma casa.

Ar- condicionado à –2°C em casa e a fatura nas alturas

No relato, ela afirma que houve dias em que precisou deixar o aparelho ajustado em –2°C para sentir algum alívio. A consequência foi imediata no bolso. “A minha conta de luz chegou a passar de cinco mil reais por causa disso”, contou, explicando que, naquela época, ainda não tinha clareza sobre a gravidade dos sintomas e sobre o que estava por trás daqueles calorões.

E faz sentido o gasto assustar: equipamentos voltados para refrigeração intensa tendem a exigir muito mais energia do que um ar-condicionado doméstico tradicional. Além disso, quando o consumo sobe, fatores do setor elétrico podem pesar ainda mais no valor final — como o sistema de bandeiras tarifárias divulgado pela ANEEL. Serviços e Informações do Brasil

O que mudou depois: médico e reposição hormonal

A virada veio quando Ana Paula buscou orientação médica e iniciou a reposição hormonal. Ela diz que, a partir disso, conseguiu estabilizar o quadro e voltar a ter qualidade de vida.

No desfecho do relato, ela reforça que decidiu falar publicamente para acolher outras mulheres que passam pelo mesmo e se sentem incompreendidas: “Hoje estou super bem, mas quis compartilhar porque muita mulher passa por isso achando que está louca. Não está. É normal, tem tratamento e você consegue viver maravilhosamente”, conclui.

Por que esses “calorões” merecem atenção de verdade

Os sintomas descritos por Ana Paula batem com o que a medicina chama de sintomas vasomotores (como ondas de calor e suores noturnos), comuns na transição para a menopausa. E existe um ponto importante aqui: não é “drama”, nem “frescura”, nem falta de resistência. É fisiologia.

Em diretrizes amplamente usadas, a The Menopause Society (antiga NAMS) resume isso de forma bem objetiva: “Hormone therapy remains the most effective treatment for vasomotor symptoms.” 

No Brasil, entidades médicas também vêm atualizando recomendações e reforçando o cuidado individualizado nessa fase, como a FEBRASGO, que divulgou novas diretrizes sobre terapia de reposição hormonal no climatério e na menopausa. 

Fora do país, orientações clínicas também destacam que a conversa sobre benefícios e riscos precisa ser personalizada, como reforça o NICE ao tratar de sintomas como ondas de calor e suores noturnos e da necessidade de ajustar a decisão ao contexto de cada pessoa.

E quando não dá para usar hormônios?

Nem toda mulher pode ou quer fazer terapia hormonal, e a medicina tem avançado em alternativas. Um exemplo é o fezolinetant, avaliado em estudos como opção não hormonal para sintomas vasomotores moderados a graves em pessoas para quem hormônios não são indicados. 

Isso não transforma tratamento em “receita pronta”. Significa que existe caminho — e que buscar avaliação profissional muda o jogo, como aconteceu com Ana Paula.

Alívio sem susto: eficiência do ar-condicionado também entra na conversa

O caso dela também chama atenção para outro ponto: conforto térmico custa caro quando o equipamento não é feito para uso residencial, como o ar-condicionado de frigorífico. Se a ideia é evitar uma conta de luz explosiva, vale conhecer equipamentos que refrigeram com referências oficiais de eficiência.

O Inmetro mantém um sistema público para consulta de produtos etiquetados e desempenho de condicionadores de ar, dentro do Programa Brasileiro de Etiquetagem. Serviços e Informações do Brasil
E o Selo Procel existe justamente para identificar e valorizar equipamentos com melhores níveis de eficiência energética. 

O relato da influenciadora não é só uma história curiosa de internet. Ele escancara como a transição para a menopausa pode chegar com força, confundir, assustar e bagunçar a rotina. E também mostra que informação e cuidado médico fazem diferença.

Se você já passou por algo parecido, ou conhece alguém que está nessa fase, deixe um comentário contando sua experiência ou compartilhe esta publicação para alcançar mais mulheres que ainda acham que estão “sozinhas” nisso.

Inscreva-se
Notificar de
guest
2 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Thor
Thor
18/12/2025 11:59

Smurfette!

Smurfette
Smurfette
Em resposta a  Thor
18/12/2025 12:10

**** kkkkk **** kkkkkkkk

Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
2
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x