No Panifício Real, padaria com 32 anos em Tubarão, o robô garçom auxilia a equipe no atendimento. Segundo a proprietária Priscila Rabelo Marcelino, seria o primeiro caso do tipo em padarias do estado, e a aposta busca somar aos funcionários, sem abrir mão da essência familiar da casa.
Um robô garçom chamado Chico começou a atender os clientes de uma tradicional padaria no Sul de Santa Catarina, e a novidade foi divulgada pelo ND Mais em 10 de junho de 2026. O equipamento foi incorporado pelo Panifício Real, em Tubarão, casa que há 32 anos faz parte da rotina dos moradores e que agora divide o salão com a tecnologia. Segundo o estabelecimento, o robô garçom é a primeira iniciativa do tipo em padarias do estado, o que já desperta a curiosidade de quem visita o local.
De acordo com a proprietária Priscila Rabelo Marcelino, em entrevista ao ND Mais, a decisão de adotar o robô garçom veio após uma série de pesquisas sobre novas tecnologias de atendimento. O nome Chico é uma homenagem ao fundador da empresa, e a proposta, segundo ela, é somar ao trabalho da equipe, sem perder a essência acolhedora e familiar construída ao longo de mais de três décadas. A iniciativa partiu de Priscila e do marido e sócio, Douglas Machado Moreira.
O robô garçom Chico no Panifício Real

O robô garçom chegou para dividir espaço com pães, bolos e cafés no Panifício Real, em Tubarão. Segundo a reportagem do ND Mais, a padaria tradicional, presente na cidade há 32 anos, passou a usar a máquina para auxiliar no atendimento aos clientes. Ainda de acordo com o estabelecimento, é a primeira experiência do gênero em padarias de Santa Catarina.
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A presença do robô garçom em um comércio de bairro chama atenção justamente pelo contraste. De um lado, uma casa com mais de três décadas de história e clientela fiel; de outro, um equipamento de atendimento automatizado circulando entre as mesas. Esse encontro entre o antigo e o novo é o que tem feito muita gente parar para observar.
Por que o nome é uma homenagem ao fundador

O nome do robô garçom não foi escolhido por acaso. Batizado de Chico, ele presta homenagem ao fundador do Panifício Real, cuja dedicação ajudou a construir a história da empresa e segue lembrada pela família e pelos colaboradores. A escolha conecta a novidade tecnológica à memória de quem começou o negócio.
Conforme Priscila Rabelo Marcelino, a ideia surgiu depois de uma série de pesquisas sobre tecnologias de atendimento. A direção avaliou diferentes modelos antes de investir na ferramenta, com o objetivo de tornar alguns processos mais ágeis. A proprietária resume que o robô garçom entrou para ajudar, e não para mudar o espírito da casa.
Como o robô garçom virou atração, especialmente para as crianças
Além de ajudar a equipe, o robô garçom tem conquistado a simpatia do público. Segundo o ND Mais, as crianças estão entre as mais encantadas com a novidade, que interage de forma divertida durante o atendimento. Essa recepção ajudou o Chico a virar uma atração à parte dentro da padaria.
Para a proprietária, a chegada do robô garçom simboliza o equilíbrio entre tradição e inovação. A ideia é que a tecnologia conviva com o atendimento humano, sem ofuscar o que sempre marcou o estabelecimento. O resultado, ao menos neste primeiro momento, tem sido o interesse curioso de adultos e a empolgação da criançada.
Tecnologia para somar, e não para substituir
A própria empresa faz questão de enquadrar o robô garçom como um reforço, e não como um substituto dos funcionários. Segundo Priscila, o equipamento “veio para somar ao trabalho dos nossos colaboradores”, auxiliando na rotina diária. O discurso oficial é de complementar a equipe, mantendo as pessoas no centro do atendimento.
Essa posição responde, na prática, a uma dúvida comum quando o assunto é automação. Ao apresentar o robô garçom como aliado da equipe, a padaria tenta equilibrar a modernização com a preservação do atendimento humano, que costuma ser o diferencial de um comércio familiar. A aposta, portanto, é usar a tecnologia sem abrir mão da relação próxima com o cliente.
O outro lado da novidade
Apesar do encanto inicial, vale olhar o robô garçom com equilíbrio. Toda automação no atendimento costuma reacender o debate sobre o lugar das pessoas no trabalho e sobre o calor humano que define padarias de bairro, onde muita gente vai tanto pelo pão quanto pela conversa. Por enquanto, o papel do Chico aparece como auxiliar e como atração, e não como uma troca pela equipe.
Há ainda o teste do tempo, que vai além da curiosidade das primeiras semanas. Um equipamento desse tipo depende de manutenção e de adaptação à rotina movimentada de uma padaria, e o real ganho aparece quando a novidade vira parte útil do dia a dia, e não apenas um atrativo passageiro. É nesse ponto que se verá se o robô garçom soma de fato ou fica só no efeito inicial.
A chegada do robô garçom Chico ao Panifício Real mostra como até um comércio tradicional pode experimentar a tecnologia sem virar as costas para a própria história. Entre a homenagem ao fundador e a empolgação das crianças, a padaria de Tubarão aposta que tradição e inovação podem caber no mesmo balcão, desde que as pessoas continuem no centro do atendimento. O tempo dirá o tamanho desse acerto.
E você, gostaria de ser atendido por um robô garçom na sua padaria de confiança, ou prefere o atendimento só com pessoas? Comente sua opinião, com respeito às diferentes visões sobre o tema.

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