O canal GetOutside, do casal de advogados Ale e Duda, documentou a travessia de motorhome do Malaui para a Tanzânia com todos os custos, perrengues de estrada, paradas policiais e uma tentativa de golpe na fronteira que quase custou US$ 60 ao viajante desatento.
O Malaui é o quarto país mais pobre do mundo e quase não aceita cartão de crédito. Essa combinação cria um problema imediato para quem chega de fora sem dinheiro local no bolso. O casal brasileiro, que viaja pela África desde o início da expedição e já cruzou nove países de motorhome, precisou sacar dinheiro num banco a pé na fronteira porque o posto de imigração da Tanzânia só aceita pagamento em espécie. O vídeo, publicado em 10 de abril de 2026, acumula mais de 158 mil visualizações no canal com 466 mil inscritos.
Os custos para cruzar a fronteira do Malaui para a Tanzânia ficaram em US$ 50 por pessoa pelo visto de entrada única, US$ 5 de taxa de entrada do veículo e US$ 35 pelo seguro obrigatório do carro. No total, o casal e a amiga que viaja junto pagaram US$ 185 para entrar no país com o motorhome.
Como funciona o golpe do seguro na fronteira da Tanzânia

Na fronteira, um funcionário ofereceu o seguro obrigatório do veículo por US$ 60.
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Quando o motorista brasileiro pediu para emitir primeiro e pagar depois, o homem disse que o sistema estava fora do ar e pediu o WhatsApp para enviar o documento depois.
O brasileiro não aceitou, abriu o site oficial que a polícia da Tanzânia usa para checar seguros e mostrou na tela. O funcionário mudou de tom, voltou, e emitiu o seguro real por US$ 35.
Segundo relatos de outros viajantes no aplicativo iOverlander, que o casal consulta antes de cada fronteira, há registros de pessoas que pagaram e nunca receberam o seguro.
O golpe funciona assim: o agente cobra o valor, não emite nada no sistema, e o viajante só descobre quando é parado pela polícia dentro do país.
A dica do casal é direta: nunca pagar antes de confirmar a emissão no site oficial e sempre checar no aplicativo os relatos de quem cruzou a mesma fronteira recentemente.
O que surpreende nas estradas do Malaui com um motorhome brasileiro

O casal rodou 643 km do Lago Malaui até a fronteira com a Tanzânia e descreveu 90% do percurso como asfalto excelente, com trechos novos e bem marcados.
Os outros 10% incluíram estrada de terra em obras, buracos profundos, um caminhão capotado na beira da pista e descidas íngremes que o motorista classificou como intransitáveis à noite.
O diesel encontrado no Malaui é o S50, com 50 partículas por milhão de enxofre, o mesmo padrão do diesel S50 vendido no Brasil.
Em quase todos os países africanos que o casal cruzou, o combustível disponível foi o S50. Outra surpresa foi a polícia: o Malaui teve as paradas policiais mais educadas de toda a expedição, sem nenhum pedido de propina ou intimidação, algo que o casal não esperava depois de ler relatos negativos antes da viagem.
Quanto custa rodar pela África de motorhome e o que muda entre Malaui e Tanzânia
A diferença entre os dois países vizinhos aparece nos primeiros quilômetros.
O Malaui tem vilarejos colados na estrada, muita gente caminhando no acostamento, poucos carros e poucos postos de combustível, mas os que existem aceitam cartão.
A Tanzânia é mais urbanizada, com mais ônibus, tuk-tuks e construções, mas nos três primeiros postos de combustível que o casal parou, nenhum aceitava cartão, só dinheiro vivo.
No supermercado da primeira cidade grande da Tanzânia, os preços variaram: tortilha grande por R$ 30, macadâmia salgada por R$ 40, mas castanha de caju a R$ 7 (mais barata que no Brasil). Frutas como blueberry e uva saíram a R$ 30 a bandeja.
O casal dormiu num camping improvisado sem ninguém por perto, chegou à noite sem saber se era seguro e acordou com uma vista que compensou a incerteza.
E você, toparia cruzar a África de motorhome ou acha loucura demais dirigir com placa brasileira pelo 4º país mais pobre do mundo? Comenta aí.


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