1. Início
  2. Curiosidades
  3. Monstro-galinha-sem-cabeça, barata-do-mar-gigante e tubarão-duende: 8 criaturas reais do mar profundo que parecem pesadelo, vivem a até 7.000 metros, brilham no escuro, da Antártica ao Golfo do México e assustam todos
Faça um comentário 9 min de leitura

Monstro-galinha-sem-cabeça, barata-do-mar-gigante e tubarão-duende: 8 criaturas reais do mar profundo que parecem pesadelo, vivem a até 7.000 metros, brilham no escuro, da Antártica ao Golfo do México e assustam todos

Imagem de perfil do autor Carla Teles
Escrito por Carla Teles Publicado em 16/01/2026 às 23:15
Assista o vídeoMonstro-galinha-sem-cabeça, barata-do-mar-gigante e tubarão-duende 8 criaturas reais do mar profundo que parecem pesadelo, vivem a até 7.000 metros, brilham no escuro (1)
Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
5 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende, estas criaturas reais do mar profundo vivem a até 7.000 metros, brilham no escuro, suportam pressão esmagadora da Antártica ao Golfo do México e parecem saídas de um filme de terror.

Nas regiões mais profundas e escuras do oceano, onde quase não há luz, alimento é raríssimo e a pressão poderia esmagar um submarino, criaturas reais do mar profundo desenvolveram corpos tão estranhos que parecem mentira. Monstro-galinha-sem-cabeça, lula-vampiro, peixe-olho-de-barril e barata-do-mar-gigante existem de verdade e mostram até onde vai a criatividade da evolução em ambientes extremos.

À distância, a gente descreve essas formas de vida como “bizarro”, “assustador” ou “monstruoso”. Mas, para quem estuda o mar profundo, essas criaturas reais do mar profundo são pacotinhos perfeitos de adaptações: luz própria, cabeças transparentes, bocas desproporcionais e “peles” peludas de bactérias, tudo calibrado para sobreviver onde quase nada mais aguenta.

O que torna essas criaturas reais do mar profundo tão extremas

As regiões onde essas criaturas reais do mar profundo vivem são muito diferentes da costa que a gente conhece. Lá embaixo, predomina a escuridão quase total, a temperatura é baixa, o alimento cai em forma de restos orgânicos e carcaças, e a pressão é tão alta que o corpo de muitos animais de água rasa simplesmente colapsa.

Por isso, não é surpresa que a anatomia pareça “errada” aos nossos olhos. Bocas gigantes para aproveitar qualquer presa, olhos desproporcionais para enxergar o mínimo de luz, corpos gelatinosos que não quebram sob pressão, bioluminescência e transparência são características que, juntas, definem essas criaturas mais como espetaculares do que como monstros.

Monstro-galinha-sem-cabeça: o pepino-do-mar que “voa” no escuro

Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.

A lista começa com um dos nomes mais inesperados de toda a zoologia: o monstro-galinha-sem-cabeça, também conhecido como fantasia-rosa-transparente.

Apesar do apelido, ele não é monstro, nem galinha e muito menos ave. Na verdade, é uma espécie de pepino-do-mar flutuante que vive entre cerca de 500 e 7.000 metros de profundidade.

Ele é uma das criaturas reais do mar profundo mais estranhas já registradas. Seu corpo é bulboso, com estruturas que lembram asas, e uma transparência assustadora que deixa os órgãos internos à mostra. À distância, parece literalmente uma galinha decapitada “voando” na escuridão.

Ao contrário da maioria dos pepinos-do-mar, que são bentônicos e rastejam lentamente sobre o fundo, o monstro-galinha-sem-cabeça é capaz de nadar ativamente pelo meio da coluna d água.

Ele usa nadadeiras que se movem como uma capa esvoaçante, ganhando o título informal de “galinha que voa no mar profundo”.

Um detalhe curioso é o “ritual” antes de levantar voo subaquático: ele libera fezes antes de começar a nadar, provavelmente para ficar mais leve.

Alimenta-se como detritívoro, sugando sedimentos do fundo com tentáculos, por poucos segundos, e depois volta a planar por longos períodos sem comer.

Embora seja conhecido pela ciência desde o fim do século XIX, o primeiro registro de um indivíduo vivo só aconteceu em 2018, no oceano Austral, na região da Antártica.

De lá para cá, ele já foi avistado no oceano Pacífico e no Golfo do México, se consolidando como um verdadeiro “monstro cosmopolita” das profundezas.

Caranguejo-yeti: o “fazendeiro” das fumarolas hidrotermais

Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.

Se o monstro-galinha-sem-cabeça parece inventado, o caranguejo-yeti parece personagem de filme de fantasia. Ele vive em regiões ainda mais extremas das profundezas, nas chamadas fumarolas hidrotermais, chaminés que jorram água quente aquecida pelo manto terrestre, carregada de compostos químicos como sulfeto de hidrogênio.

Descoberto em 2005, o caranguejo-yeti ganhou esse apelido por causa das estruturas peludas em seus apêndices, que lembram pelos. Só que esses “pelos” são, na verdade, filamentos onde vivem colônias de bactérias quimiossintetizantes.

Essas bactérias produzem energia a partir dos compostos químicos liberados pelas fontes hidrotermais. O caranguejo-yeti literalmente cultiva e se alimenta dessas bactérias, em um dos exemplos mais bizarros de “agricultura” do mundo animal.

Ele pode viver até cerca de 2.200 metros de profundidade, em temperaturas extremas e cercado por toxinas.

É uma das criaturas reais do mar profundo que parecem ter sido desenhadas para um conto de terror submarino, mas que, na prática, só está aproveitando uma fonte de energia que quase nenhum outro animal consegue usar.

Blobfish: o “animal mais feio do mundo” que a pressão deforma

Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.

Outro rosto famoso das profundezas é o blobfish, ou peixe bolha. Ele ficou famoso em listas de “animal mais feio do mundo”, sempre com aquela aparência derretida e deprimida em fotos de superfície. Só que essa fama é injusta.

Aquele aspecto “colapsado” só aparece quando o blobfish é retirado de seu habitat natural, em profundidades superiores a mil metros.

Sem a pressão constante do ambiente, seu corpo gelatinoso perde a forma e parece literalmente derreter. Lá embaixo, no entanto, ele tem um corpo funcional e adequado ao que precisa fazer.

Em vez de nadar ativamente, o blobfish vive flutuando calmamente, quase sem gastar energia. Não tem musculatura muito desenvolvida e praticamente espera que a comida “caia do céu”, isto é, das águas acima.

Entre as criaturas reais do mar profundo, ele é um exemplo perfeito de estratégia de economia máxima de energia em um mundo onde cada pedaço de alimento conta.

Lula-vampiro: a Vampyroteuthis infernalis da “neve marinha”

Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.

Com um nome científico que parece ter sido criado para o Halloween, a lula-vampiro carrega oficialmente o título de Vampyroteuthis infernalis, que em latim significa “lula vampiro do inferno”. Na prática, ela não é nem uma lula no sentido clássico, nem vampiro, nem veio do inferno.

Ela pertence a um grupo único de cefalópodes chamado Vampyromorpha, uma linhagem antiga aparentada dos polvos, e vive entre cerca de 600 e 900 metros de profundidade em oceanos tropicais e temperados.

A aparência mistura olhos gigantes, tentáculos unidos por membranas que parecem uma capa de vampiro, além de coloração avermelhada ou preta.

Apesar do visual, a lula-vampiro não passa de algo em torno de 30 centímetros e não é uma caçadora voraz como outras lulas.

Em vez disso, ela se alimenta de “neve marinha”, uma mistura de restos orgânicos e partículas que caem da superfície do oceano.

Quando ameaçada, a estratégia é literalmente brilhante. Em vez de soltar tinta escura, ela libera uma nuvem de muco bioluminescente, confundindo possíveis predadores. Se isso não for suficiente, vira de ponta-cabeça e se cobre com os próprios braços, formando uma “capa viva”.

Para quem olha de fora, parece cena pronta de um filme de terror submarino estrelado por uma das criaturas reais do mar profundo mais dramáticas.

Barata-do-mar-gigante: o faxineiro blindado do leito oceânico

Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.

Imagine encontrar uma “barata” do tamanho de um gato. É mais ou menos essa a sensação diante da barata-do-mar-gigante, um isópode que vive entre cerca de 500 e 2.100 metros de profundidade.

Ela não é uma barata verdadeira, nem um inseto. É um crustáceo parente distante dos tatuzinhos-de-jardim e das “baratinhas” que vivem em costões rochosos.

Só que, no caso da barata-do-mar-gigante, estamos falando de um animal que pode chegar a cerca de 60 centímetros, com olhos compostos e carapaça segmentada e blindada, cheia de patas.

Esse bicho é um exemplo clássico de gigantismo abissal, tendência de animais do mar profundo atingirem tamanhos bem maiores que seus parentes de águas rasas.

As hipóteses incluem a necessidade de armazenar mais oxigênio em ambientes com pouca circulação de água e a escassez de predadores, que permite crescer sem virar presa fácil.

A barata-do-mar-gigante é necrófaga e se alimenta de carcaças de peixes, baleias e qualquer resto que afunde até o fundo. Funciona como um faxineiro do leito oceânico.

Em um relato de expedição, um dos pesquisadores conta que coletar uma barata-do-mar-gigante durante uma campanha oceanográfica foi uma das experiências mais marcantes do doutorado, reforçando como essas criaturas reais do mar profundo ainda impressionam até quem trabalha com elas todos os dias.

Peixe-olho-de-barril: cabeça transparente e olhos que giram

Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.

O peixe-olho-de-barril é outro caso em que a realidade parece efeito especial. Ele tem a cabeça transparente e olhos verdes voltados para cima, vivendo entre cerca de 600 e 800 metros de profundidade, onde a luz quase não existe.

A espécie é conhecida pela ciência desde 1939, mas só em 2004 pesquisadores filmaram pela primeira vez um indivíduo vivo, o que permitiu entender melhor sua biologia e comportamento. Dentro da cabeça transparente, os olhos ficam protegidos por uma espécie de cúpula de tecido.

Quando o animal é coletado e sofre descompressão, esse tecido colapsa, dando a impressão de uma cabeça esmagada em espécimes preservados.

Durante muito tempo, cientistas acreditaram que os olhos eram fixos. Descobertas mais recentes mostraram que ele pode girar os olhos para frente, ajudando a detectar e capturar pequenos crustáceos.

Outro estudo indicou que a cabeça transparente pode distorcer menos a luz, facilitando a detecção de presas. Resultado: com cerca de 15 centímetros de comprimento, esse peixe é um verdadeiro “fantasma das profundezas”, um exemplo sofisticado de como criaturas reais do mar profundo aproveitam cada fóton disponível.

Peixe telescópio: armadilha viva e vítima de vídeo falso

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Entre os moradores mais estranhos do mar profundo está também o peixe telescópio, com corpo longo e afilado, quase como o de uma enguia.

O destaque são os olhos tubulares voltados para a frente, perfeitos para um mundo onde a visão é um recurso raro.

Ele vive entre aproximadamente 500 e 2.000 metros de profundidade e é um predador ativo. Sua boca pode se abrir muito além do normal, permitindo engolir presas quase do tamanho do próprio corpo. É como uma armadilha viva combinando alcance visual e uma mandíbula de filme de terror.

Recentemente, esse peixe virou alvo do uso descuidado de inteligência artificial. Um vídeo dele “supostamente vivo” circulou nas redes, assustando muita gente.

Mas o clipe era falso: uma animação criada a partir de uma foto de um peixe telescópio morto, manipulada para parecer um registro em movimento.

Isso se soma a outro detalhe importante. Quando são coletados, muitos peixes de mar profundo chegam à superfície “detonados” pela descompressão, o que distorce ainda mais sua aparência.

No habitat natural, essas criaturas reais do mar profundo não são tão deformadas quanto as imagens mais sensacionalistas fazem parecer, mesmo que nunca sejam exatamente “fofas”.

Tubarão-duende: mandíbula que salta e cara de fóssil vivo

Conheça criaturas reais do mar profundo, do monstro-galinha-sem-cabeça à barata-do-mar-gigante e ao tubarão-duende no mar profundo.

Para fechar a lista, entra em cena um tubarão que parece ter saído direto de um pesadelo pré-histórico: o tubarão-duende.

Ele pode viver até cerca de 1.300 metros de profundidade e chama atenção pelo focinho alongado e achatado, coberto de sensores capazes de detectar o campo elétrico das presas.

O que mais impressiona, porém, é a mandíbula extensível. Ele projeta a boca para frente em alta velocidade, como se ela saltasse para fora do rosto para agarrar o alimento.

Com corpo de aparência translúcida, textura gelatinosa e coloração rosa acinzentada, o tubarão-duende está entre os tubarões mais enigmáticos das profundezas.

Ele é frequentemente descrito como “fóssil vivo” porque é a única espécie ainda existente de um grupo de tubarões que foi muito abundante no passado, especialmente durante o período Jurássico.

Apesar disso, foi avistado vivo poucas vezes, e muita coisa sobre sua biologia e modo de vida ainda é um mistério, reforçando como mesmo as criaturas reais do mar profundo mais famosas ainda guardam segredos.

Assustadoras para nós, perfeitas para o mar profundo

Termos como “assustador” e “bizarro” são usados o tempo todo para falar de animais abissais. Os próprios pesquisadores admitem que recorrem a essas comparações de Halloween para aproximar o público de um universo distante.

Mas, do ponto de vista biológico, essa anatomia estranha é exatamente o que garante a sobrevivência dessas espécies.

Bocas enormes para não desperdiçar nenhuma presa, olhos grandes para aproveitar qualquer rastro de luz, corpos gelatinosos que resistem à pressão, bioluminescência para se comunicar ou se defender, “pelos” de bactérias para gerar energia onde não há luz solar.

Tudo isso faz das criaturas reais do mar profundo mais um catálogo de soluções criativas da evolução do que um elenco de monstros de filme de terror.

Depois de conhecer monstro-galinha-sem-cabeça, caranguejo-yeti, blobfish, lula-vampiro, barata-do-mar-gigante, peixe-olho-de-barril, peixe telescópio e tubarão-duende, fica difícil olhar para o fundo do oceano como um lugar “vazio”.

Ele é um laboratório vivo de adaptações extremas, que a ciência só começou a explorar de verdade nas últimas décadas.

E você, qual dessas criaturas reais do mar profundo mais te surpreendeu e qual delas você jamais teria coragem de encontrar de perto?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x