Mitsubishi confirma o retorno do Pajero em 2027 com motor híbrido de 250 cv, tração 4×4 avançada e chassi reforçado, focando no uso extremo e no legado off-road.
Depois de anos de especulação, declarações públicas de executivos e uma reestruturação profunda dentro da aliança Renault–Nissan–Mitsubishi, o retorno oficial do Mitsubishi Pajero está previsto para 2026. A confirmação circulou no fim de 2024 e ganhou força em 2025 quando documentos internos e comunicados de mercados estratégicos da Ásia e do Oriente Médio mostraram que o projeto recebeu prioridade dentro da nova estratégia global da marca.
O ressurgimento do Pajero, produzido originalmente entre 1982 e 2021, marca a retomada de um dos nomes mais fortes da história dos SUVs e representa uma resposta direta da Mitsubishi à pressão cada vez maior por modelos capazes de unir eletrificação, eficiência e desempenho extremo em ambientes off-road.
Motor híbrido de 250 cv e o novo padrão de desempenho no uso extremo
O destaque técnico da nova geração é o conjunto híbrido de cerca de 250 cv, número que surge da combinação do motor a combustão de quatro cilindros com o módulo elétrico de tração. Esse sistema, segundo informações veiculadas pela imprensa japonesa e australiana, foi calibrado para maximizar torque em baixa rotação, algo essencial para trilhas, subidas íngremes e terrenos arenosos cenários onde o Pajero sempre se saiu entre os melhores do mundo.
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O motor elétrico atua como reforço imediato em momentos de maior exigência, garantindo resposta instantânea mesmo em condições críticas.
A Mitsubishi também revisou completamente o sistema de gerenciamento de energia. A bateria de média capacidade utilizada no novo Pajero opera em modo híbrido paralelo na maior parte do tempo, mas pode atuar em modo série em terrenos de baixa velocidade, onde o torque elétrico se mostra mais eficiente do que o motor térmico.
Esse tipo de solução já foi testado no Outlander PHEV, mas no Pajero recebeu calibração voltada para durabilidade, refrigeração superior e capacidade de descarga mais alta.
O anúncio ocorre em um momento de transição intensa na indústria automotiva. Em vários países, normas ambientais mais rigorosas exigem motores híbridos ou totalmente eletrificados, o que levou a Mitsubishi a abandonar motores V6 de alto consumo que marcaram gerações anteriores.
A nova arquitetura mecânica combina motor a combustão de médio deslocamento com um conjunto elétrico de alta voltagem derivado de tecnologias já aplicadas nos SUVs Outlander PHEV e Eclipse Cross PHEV. A meta é entregar desempenho equivalente e, em alguns cenários, superior ao da última geração do Pajero Full, mas com consumo reduzido e emissões dentro das novas exigências internacionais.
Sistema 4×4 atualizado e herança direta do legado Dakar
O Pajero retorna com a versão mais recente do Super Select 4WD, sistema que ficou famoso em competições como o Rally Dakar, onde o modelo acumulou vitórias durante décadas.
O novo conjunto mantém o princípio da caixa de transferência com múltiplos modos, mas incorpora sensores eletrônicos mais precisos, atuação mais rápida do bloqueio central e programação capaz de adaptar o torque entre os eixos de forma mais eficiente.
A Mitsubishi também incorporou modos específicos para areia profunda, lama espessa, pedra irregular e aclives acentuados, com ajustes automáticos de aceleração, freio motor e controle de tração.
O legado esportivo continua sendo elemento central da identidade do Pajero. Na engenharia, há referências diretas ao histórico do modelo no Dakar durante os anos 1990 e 2000.
Algumas soluções estruturais, como placas inferiores de proteção ampliadas, novos ângulos de ataque e saída e maior capacidade de oscilação das rodas, reforçam a intenção de devolver ao modelo sua posição original: um SUV de vocação real para ambientes hostis, e não apenas um veículo urbano com aparência aventureira.
Estratégia global da Mitsubishi e posicionamento em mercados emergentes
A decisão de ressuscitar o Pajero reflete uma tendência da Mitsubishi de reforçar produtos que carregam forte valor simbólico. Em mercados como Austrália, África do Sul, Filipinas e Oriente Médio, o nome Pajero ainda possui impacto significativo.
Relatórios divulgados por consultorias automotivas asiáticas mostram que, mesmo após a descontinuação em 2021, a procura por unidades usadas permaneceu alta, e valores de revenda se mantiveram acima da média do segmento. Esse comportamento influenciou diretamente a avaliação interna da marca.
A Mitsubishi planeja posicionar o novo Pajero acima do Outlander e abaixo do Montero Sport em mercados onde este último é vendido.
O objetivo é preencher a lacuna deixada pelo Pajero Full com um modelo híbrido, eficiente e altamente robusto, evitando concorrência direta com SUVs de luxo, mas mantendo o apelo técnico que atraía entusiastas do off-road. A escolha pelo lançamento global em 2026 também alinha o Pajero às metas ambientais e aos calendários de adoção de tecnologias híbridas em diferentes regiões.
Mercados como Emirados Árabes Unidos e Austrália devem ser os primeiros a receber o novo modelo, aproveitando redes de distribuição já estabelecidas e alto índice de demanda por SUVs com capacidade real fora de estrada. A Mitsubishi também avalia levar o Pajero para partes da Europa Oriental e do Sudeste Asiático, onde legislações locais favorecem modelos híbridos de grande porte.
Por que o Pajero não retorna ao Brasil nesse primeiro momento
Embora o nome Pajero tenha forte presença histórica no Brasil, especialmente nas versões Sport e Full, o retorno do modelo não está previsto para o mercado brasileiro na fase inicial do lançamento.
O principal fator é o custo de adaptação tecnológica. Para trazer o modelo ao país, a Mitsubishi precisaria desenvolver versões compatíveis com o ciclo flex, recalibrar o motor híbrido, realizar testes específicos de emissões, revisar suspensões e atualizar componentes para condições de combustível e lama típicas do território brasileiro.
Além do custo de adaptação, o segmento de SUVs robustos no Brasil tornou-se extremamente competitivo e mais voltado a modelos diesel.
A própria Mitsubishi prioriza o L200 Triton e o Pajero Sport, produzidos em Catalão (GO), como suas principais apostas locais. A reintrodução do Pajero Full híbrido poderia gerar conflitos de posicionamento e elevar preços a um patamar pouco competitivo.


Pensando bem ainda temos a tecnologia do gas natural quem sabe o motor 2.4 a gasolina e a gás natural poderia ser uma solução no veiculo Hybrid, motores elétricos com multicombustíveis até mesmo os a etanol, onde o meio ambiente agradece. Solução em basta inventar e resolver.
Acredito que tanto a pajero como a caminhonete L200, precisão inovar seu leke de produtos, saindo na frente dos outros, como a Hyundai que já pensa em trazer esses veiculos para o Brasil
Tem que ter motor a diesel, sou entusiasta na pajero full, essa do video me parece linda.