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Mistério resolvido: pesquisadores explicam os 5.000 buracos alinhados na Cordilheira dos Andes e revelam parte de sistema avançado de administração antiga

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 26/11/2025 às 18:24
Assista o vídeoNovo estudo arqueológico revela a verdadeira finalidade dos mais de 5 000 buracos alinhados na Cordilheira dos Andes, resolvendo um antigo mistério pré-inca.
Novo estudo arqueológico revela a verdadeira finalidade dos mais de 5 000 buracos alinhados na Cordilheira dos Andes, resolvendo um antigo mistério pré-inca.
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Novo estudo arqueológico revela a verdadeira finalidade dos mais de 5 000 buracos alinhados na Cordilheira dos Andes, resolvendo um antigo mistério pré-inca.

Pesquisadores de universidades do Peru, Austrália e Estados Unidos anunciaram, nesta semana, uma explicação inédita para o que é, há décadas, um dos mais persistentes enigmas andinos: os mais de 5 000 buracos alinhados no Monte Sierpe, ao sul do Peru.

O estudo, publicado na revista Antiquity, transforma um antigo mistério arqueológico em uma nova peça-chave para entender sociedades pré-incas.

A descoberta — feita com drones e análise de sedimentos — indica que as estruturas foram usadas como parte de um sistema de organização comercial e administrativa, muito antes do domínio inca.

Mistérios na Cordilheira dos Andes: estrutura monumental que intrigou gerações

Localizados no Vale do Pisco, os buracos se estendem por mais de 1,5 km e têm tamanhos semelhantes: entre 1 e 2 metros de largura e até 1 metro de profundidade.

Durante anos, especialistas propuseram explicações diversas — de rituais agrícolas a sistemas de irrigação. Contudo, nenhuma teoria conseguia justificar a precisão matemática na disposição das cavidades.

A simetria das linhas reforçava a presença de um propósito intencional, mas a falta de indícios concretos mantinha o mistério vivo.

Tecnologia revelando o passado: drones e análises microscópicas

Para entender a função das estruturas, a equipe científica utilizou drones capazes de registrar imagens aéreas em alta resolução.

Assim, observaram que os buracos seguiam um padrão numérico estável, algo que seria improvável em estruturas destinadas apenas a rituais ou agricultura.

Posteriormente, análises microscópicas em amostras retiradas dos buracos revelaram traços de pólen de milho e fragmentos de junco — planta usada pelos povos pré-incas para produzir cestas.

Essa combinação de elementos levou os pesquisadores a uma conclusão: o local seria usado para contabilizar, armazenar temporariamente ou organizar mercadorias em circulação.

Ligação com antigos sistemas de contagem

Um dos pontos mais interessantes da descoberta é a semelhança do conjunto com o quipu, sistema de cordas e nós utilizado pelos incas para registrar informações como impostos, estoques e censos.

Embora o quipu seja mais recente, a estrutura dos buracos sugere um princípio semelhante de organização: cada linha e grupo poderia representar alguma categoria de itens ou pessoas, formando um grande “registro físico” anterior à escrita tradicional.

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Assim, o mistério ganha uma explicação que conecta técnica, comércio e administração.

O Monte Sierpe fica próximo a antigos centros administrativos incas e rotas históricas de circulação de produtos.

Por isso, o local tinha condições ideais para servir como área de contagem, troca ou triagem de mercadorias.

A nova hipótese reforça que sociedades pré-incas eram mais organizadas economicamente do que se imaginava, mantendo redes internas de distribuição antes mesmo do surgimento do grande império.

O que essa descoberta muda na história andina?

A pesquisa revela que civilizações anteriores aos incas já apresentavam formas complexas de gerenciamento de recursos. Isso altera a linha do tempo de desenvolvimento cultural da região.

Além disso, a metodologia usada — combinação de tecnologia aérea e estudo de microfósseis — abre portas para resolver outros enigmas ainda escondidos na paisagem andina.

Novas escavações podem mostrar que práticas administrativas eram mais comuns e variadas do que os registros atuais indicam.

Fonte: Xakata

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Paulo André Braga da Silva
Paulo André Braga da Silva
29/11/2025 12:40

Boa descoberta. Espero que essa teoria espelhe a realidade dos fatos!!! Muito bonito mesmo.

Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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