Durante a COP30, em Belém, a discussão sobre mineração responsável ganha destaque ao unir sustentabilidade, transição energética e soberania mineral em painéis liderados pela Agência Nacional de Mineração
A mineração responsável está no centro das atenções da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA), segundo uma matéria publicada.
O evento reúne líderes globais, cientistas e representantes da indústria para discutir caminhos que conciliem desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
O Brasil, dono de uma das maiores reservas minerais do planeta, busca consolidar seu papel estratégico na transição energética, especialmente no fornecimento de minerais essenciais para tecnologias limpas, como baterias, turbinas e veículos elétricos.
-
Caverna dos Cristais Gigantes no México fica a 300 metros de profundidade, esconde colunas de cristais transparentes maiores que um ônibus, de até 11 metros, e virou uma estufa mortal de 58 °C onde a natureza levou quase 1 milhão de anos para erguer um palácio subterrâneo
-
China controla mais de 90% do refino de terras raras e acende alerta no mundo: Canadá e Japão se unem em plano bilionário para reduzir dependência e proteger baterias, semicondutores e defesa
-
Seis minas escondidas no solo seco da Espanha guardavam cobre, chumbo e prata, tinham cerca de 80 ferramentas de pedra e podem ajudar a explicar como parte do metal usado há 3 mil anos chegou à Escandinávia
-
Brasil tem caminhão gigante de 240 toneladas para mineração e promete elevar a produtividade com menor consumo de combustível nas operações
A Agência Nacional de Mineração (ANM) participa ativamente da conferência, representada por José Fernando de Mendonça Gomes Júnior, diretor da Diretoria Regional Norte, responsável pelos estados do Pará, Amazonas, Roraima e Amapá.
Sua presença marca um esforço de integração do setor mineral brasileiro aos debates internacionais sobre governança ambiental, minerais críticos e inovação sustentável.
Sustentabilidade ambiental e o papel dos minerais críticos
No dia 10 de novembro, a programação teve início com o Coquetel de Boas-Vindas promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e pelo Simineral, na Casa da Mineração.
Já no dia 11 de novembro, a ANM participou do talk-show “Diálogos Minerais”, reunindo representantes do setor privado e do governo para discutir práticas de mineração responsável e políticas de mitigação de impactos ambientais.
O destaque seguinte ocorre em 12 de novembro, com o painel “Minerais Críticos e Transição Energética: a importância do Brasil e da cooperação internacional”, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil, na Zona Azul da COP30.
O debate evidenciou que cerca de 60% das reservas brasileiras de lítio, nióbio e grafite têm potencial direto para alimentar a economia verde e reduzir emissões globais.
Governança ambiental e transição energética justa
No dia 13 de novembro, José Fernando representará a ANM no painel da Casa Civil da Presidência da República, abordando “Rio Doce: justiça, governança e financiamento de políticas públicas sustentáveis”.
No mesmo dia, participou do Fórum de Excelência Industrial, na Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA).
As discussões reforçaram que a mineração responsável é indispensável para garantir uma transição energética justa, conciliando crescimento econômico e inclusão social.
Nos dias seguintes, o diretor integra a Embarcação Saúde Conectada, iniciativa do SESI em 14 de novembro, e retorna à programação no dia 18 de novembro, na Cúpula de Inovação e Sustentabilidade, também promovida pela FIEPA.
As ações reforçam o alinhamento entre o setor mineral e políticas públicas voltadas à saúde, inovação e meio ambiente.
Inovação verde e soberania mineral brasileira
O encerramento das atividades ocorrerá em 19 de novembro, quando a ANM participa do estande do Conselho Federal de Química (CFQ), debatendo o papel estratégico da mineração responsável no desenvolvimento sustentável.
A apresentação destaca que o Brasil pode liderar a produção global de insumos verdes, mantendo sua soberania mineral e contribuindo para metas climáticas globais.
Com presença ampla e técnica, a ANM reforça sua atuação como reguladora essencial para que o país transforme sua riqueza mineral em inovação verde, sustentabilidade ambiental e crescimento econômico equilibrado, pilares fundamentais discutidos na COP30.
