Microsoft anuncia que compensou todo o consumo global de eletricidade com renováveis em 2025, acumula 40 GW contratados e reforça meta de se tornar carbono negativa até 2030.
A corrida global por fontes renováveis ganhou um novo capítulo. A Microsoft anunciou que, em 2025, conseguiu compensar 100% de seu consumo anual de eletricidade com energia limpa. Além disso, informou que continuará adquirindo capacidade renovável suficiente para suprir integralmente suas operações.
O marco foi alcançado após a empresa contratar cerca de 40 gigawatts (GW) de capacidade em projetos de geração renovável. Esse volume é suficiente para abastecer milhões de residências e coloca a companhia entre as maiores compradoras corporativas de energia limpa do mundo.
Segundo a própria empresa, mais de 90% dessas aquisições ocorreram por meio de PPAs, os chamados contratos de compra de energia de longo prazo. Já os 10% restantes vieram de acordos vinculados ao mix da rede elétrica.
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A estratégia priorizou contratos diretos de fornecimento, sem recorrer à compra de créditos de energia renovável oriundos de projetos já em operação.
Expansão global e foco em infraestrutura
Do total contratado, aproximadamente 19 GW já estão conectados à rede elétrica. O restante deverá entrar em funcionamento nos próximos cinco anos. Os projetos estão distribuídos em 26 países, o que reforça a dimensão global da estratégia.
Esse movimento ocorre em paralelo à expansão acelerada da infraestrutura de inteligência artificial da empresa. A Microsoft confirmou que pretende investir US$ 50 bilhões até 2030 para ampliar sua estrutura de IA em países do chamado Sul Global, grupo que inclui nações emergentes da América Latina, África e Ásia.
Com o aumento do consumo energético impulsionado por data centers e sistemas de IA, a pressão por fontes renováveis se torna ainda maior. Por isso, a companhia tem buscado alinhar crescimento tecnológico e responsabilidade ambiental.
Meta climática vai além das renováveis
A iniciativa está conectada a um plano mais ambicioso. A meta da Microsoft é se tornar carbono negativa até 2030. Na prática, isso significa remover da atmosfera mais gases de efeito estufa do que emite.
O compromisso foi anunciado em 2020. Ele também prevê que, até 2050, a empresa elimine todo o carbono emitido direta e indiretamente desde sua fundação, em 1975.
Para atingir esse objetivo, a estratégia combina diferentes frentes. Entre elas estão o aumento do uso de renováveis, investimentos em eficiência energética, eletrificação de operações e tecnologias de remoção de carbono. A empresa também trabalha para reduzir emissões em sua cadeia de fornecedores.
Você acredita que grandes empresas realmente conseguem crescer, investir bilhões em tecnologia e ainda cumprir promessas ambientais ou essas metas de transição energética são apenas fachada? Será que existe uma compensação na prática?

