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MetSul emite alerta para 72 horas de tempo severo no Sul do Brasil com ciclone extratropical linha de instabilidade e frente fria que vão castigar o Rio Grande do Sul de segunda a quarta com vendavais e chuva forte

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 05/04/2026 às 20:26
Assista o vídeoCiclone extratropical provoca tempo severo no Rio Grande do Sul com vendavais e frente fria entre segunda e quarta. MetSul alerta para 72 horas de risco alto.
Ciclone extratropical provoca tempo severo no Rio Grande do Sul com vendavais e frente fria entre segunda e quarta. MetSul alerta para 72 horas de risco alto.
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O ciclone vai se formar no Rio da Prata entre Buenos Aires e Montevidéu e sua atuação combinada com linha de instabilidade e frente fria criará um cenário de alto risco no Rio Grande do Sul entre segunda e quarta-feira com temporais chuva localmente forte e vendavais que podem causar danos e falta de luz.

A MetSul emitiu alerta para 72 horas de tempo severo no Sul do Brasil. Um ciclone extratropical em formação, combinado com linha de instabilidade e frente fria, vai criar um cenário meteorológico complexo entre esta segunda-feira (6) e quarta-feira (8) com risco elevado de chuva forte, temporais e vendavais intensos sobre o Rio Grande do Sul. O período promete ser de alto risco especialmente para o Oeste, Sul e a região metropolitana de Porto Alegre.

O alerta não é para um evento isolado são três dias consecutivos com ameaças diferentes a cada fase. O ciclone vai se formar no Rio da Prata, entre Buenos Aires e Montevidéu, e sua interação com massas de ar quente e frio vai gerar instabilidade crescente ao longo da semana. Há possibilidade de vendavais localmente fortes a intensos com potencial para causar danos e quedas de energia, além de volumes de chuva expressivos em diversas regiões do estado.

O que vai acontecer na segunda-feira antes do ciclone chegar ao Rio Grande do Sul

A semana começa com o retorno de uma massa de ar quente sobre o Sul do Brasil. Depois do refresco de domingo (5), a temperatura vai subir de forma acentuada na segunda-feira (6) com calor em muitas cidades gaúchas, favorecida por um centro de baixa pressão no Nordeste da Argentina.

É essa área de baixa pressão que vai evoluir nos dias seguintes para dar origem ao ciclone extratropical.

A interação entre o ar quente e a baixa pressão argentina vai trazer chuva para vários pontos do Rio Grande do Sul já na segunda, sobretudo da tarde para a noite.

A Metade Oeste do estado é a região mais exposta nesse primeiro dia, com risco de chuva localmente forte e de temporais localizados. As altas temperaturas funcionam como combustível para a instabilidade quanto mais quente o ar, mais energia disponível para alimentar tempestades quando a instabilidade chega.

Terça-feira é o dia mais perigoso com o ciclone e a linha de instabilidade

O cenário de risco se agrava significativamente na terça-feira (7). Uma linha de instabilidade vai se deslocar na dianteira de uma frente fria associada ao ciclone, que nesse momento já estará formado no Rio da Prata, entre Buenos Aires e Montevidéu.

Essa combinação ciclone organizado, frente fria avançando e linha de instabilidade correndo à frente é o tipo de configuração meteorológica que produz os eventos mais severos.

Ao se deslocar pelo Rio Grande do Sul, a linha de instabilidade vai trazer chuva forte em vários pontos e temporais com risco elevado de vendavais, especialmente na segunda metade do dia.

Os volumes de chuva podem ser altos no Oeste e no Sul do estado, onde deve chover desde cedo, mas o risco de vendavais será maior da tarde para a noite no Norte e no Nordeste gaúcho, incluindo a região de Porto Alegre.

Na capital e entorno, a temperatura vai subir com calor e horas de sol antes da chegada da linha de instabilidade o que aumenta a energia disponível para temporais mais intensos quando o sistema finalmente avança. A MetSul alerta para possibilidade de vendavais localmente fortes a intensos, com danos materiais e falta de luz.

O que o ciclone faz na quarta-feira e por que a ventania continua

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Na quarta-feira (8), o ciclone extratropical já estará sobre o Oceano Atlântico, posicionado a leste e a sudeste do Uruguai. Nesse estágio, ele não provoca mais temporais sobre o estado, mas ainda tem consequências diretas.

O ciclone vai gerar rajadas de vento próximas a 100 km/h no Sul e no Leste do Uruguai e trazer ventania significativa para o Sul e o Leste gaúcho.

As rajadas no Rio Grande do Sul devem ficar em média entre 60 e 80 km/h, mas podem ser isoladamente superiores no Litoral Sul e na área da Lagoa dos Patos e entorno. Mesmo com o ciclone já no oceano, a ventania prolongada por muitas horas é um risco que não pode ser ignorado especialmente em áreas costeiras, onde o vento sustentado pode causar ressaca e ondas altas.

O tempo só deve normalizar de fato a partir de quinta-feira, quando o sistema se afasta o suficiente para parar de influenciar o estado.

Como se preparar para as 72 horas de tempo severo geradas pelo ciclone

A MetSul destaca que o cenário exige atenção contínua entre segunda e quarta-feira.

Moradores do Oeste e Sul gaúcho devem se preparar para chuva forte desde segunda, enquanto quem está no Norte, Nordeste e região metropolitana de Porto Alegre precisa ficar especialmente atento na terça à tarde e à noite, quando a combinação de calor e linha de instabilidade pode gerar os vendavais mais intensos do período.

Para quarta-feira, a atenção se volta ao Litoral Sul e à região da Lagoa dos Patos, onde a ventania associada ao ciclone será mais persistente. Recomenda-se fixar objetos soltos em áreas externas, evitar estacionar sob árvores durante o período de risco e manter dispositivos carregados em caso de queda de energia.

O ciclone e seus efeitos serão monitorados continuamente pela MetSul e pela Defesa Civil acompanhar as atualizações dia a dia é essencial porque o cenário pode mudar em detalhes à medida que o sistema evolui.

Você está na área de risco desse ciclone? Como está se preparando para as próximas 72 horas?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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