Fragmento batizado de McDonough atravessou o telhado de uma casa e revelou idade superior à da própria Terra, segundo cientistas.
Um meteorito que caiu no telhado de uma casa em McDonough, na Geórgia, surpreendeu cientistas ao revelar uma idade estimada de 4,56 bilhões de anos.
Isso significa que ele seria cerca de 20 milhões de anos mais velho que a própria Terra. O impacto aconteceu em 26 de junho, após a rocha cruzar o céu como uma bola de fogo.
O pesquisador Scott Harris, da Universidade da Geórgia (UGA), analisou fragmentos recuperados da residência.
-
A população da Terra pode estar sendo medida com falha maior do que se imaginava: pesquisadores compararam dados de reassentamento em 35 países, acharam áreas rurais subestimadas e abriram debate explosivo sobre os 8,2 bilhões de habitantes, enquanto demógrafos alertam que bilhões invisíveis ainda exigem provas sólidas
-
Vista do espaço, uma “Grande Muralha Solar” corta 400 km do deserto de Kubuqi na China, cobre o antigo “mar da morte” com painéis gigantes, freia ventos de areia, reduz evaporação e tenta transformar terra estéril em corredor de energia e vida
-
Novo estudo revela que poucos minutos de estresse podem alterar o sangue e aumentar o risco de formação de coágulos no organismo
-
Ucrânia muda de patamar na guerra com plano para contratar 25 mil drones terrestres, testar o robô humanoide Phantom MK-1, usar mini-tanques armados e ampliar ataques automatizados a até 15 km da linha de frente
Ele afirmou que o meteorito, batizado de McDonough, tem origem além de Marte e está ligado à fragmentação de um asteroide muito maior.
Origem no cinturão de asteroides
Segundo Harris, o meteorito pertence a um grupo localizado no cinturão principal de asteroides, entre Marte e Júpiter.
Acredita-se que sua origem esteja em um evento de fragmentação ocorrido há cerca de 470 milhões de anos. Parte dos destroços entrou em órbitas que cruzam o caminho da Terra, até que, por coincidência, um fragmento atingiu o planeta.
O Escritório de Meio Ambiente de Meteoroides da NASA estimou que o objeto original media cerca de 1 metro e viajava a 47.000 km/h.
A Sociedade Americana de Meteoros recebeu mais de 240 relatos de avistamentos no sudeste dos Estados Unidos, incluindo registros de um estrondo sônico.
Impacto e danos
Ao entrar na atmosfera, o meteorito perdeu parte da velocidade e se fragmentou, mas ainda mantinha energia suficiente para causar danos.
Harris comparou o impacto à velocidade de algo do tamanho de uma granada calibre 50 percorrendo 10 campos de futebol em um segundo.
O pedaço que atingiu a casa atravessou o telhado, o teto e um duto de ventilação.
Ele deixou uma marca no chão da sala de estar e espalhou fragmentos e poeira espacial, que ainda são encontrados pelo morador. O barulho e a vibração lembraram o disparo de um tiro a curta distância.
Análise científica
Harris utilizou microscopia óptica e eletrônica para examinar 23 gramas de fragmentos. Ele classificou o meteorito como um condrito de baixo teor metálico, um tipo rochoso comum entre meteoritos, mas valioso para a ciência.
A pesquisa continua na UGA, enquanto outros pedaços encontrados na região serão exibidos no Museu de Ciências Tellus, em Cartersville.
Raridade e registros
Meteoritos são pouco comuns na Geórgia. O McDonough é apenas o 27º documentado na história do estado e o sexto cuja queda foi testemunhada.
Harris destacou que, graças à tecnologia e à atenção do público, a recuperação de meteoritos tem se tornado mais frequente.
Antes, um evento como este era esperado apenas uma vez a cada poucas décadas. Hoje, já é possível registrar várias quedas em um intervalo de 20 anos.
Essa combinação de observação popular e análise científica permite entender melhor a origem e a trajetória dessas rochas espaciais, que carregam informações preciosas sobre a formação do Sistema Solar.
