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Megaprojeto de gás natural em Moçambique é retomado após 5 anos, envolve R$ 103,6 bilhões, promete milhares de empregos e pode transformar país em exportador global até 2029

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 28/04/2026 às 16:10
Atualizado em 28/04/2026 às 17:03
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Retomada do projeto de gás natural em Moçambique movimenta bilhões, cria empregos e coloca o país no mapa global de energia em poucos anos

O megaprojeto de gás natural em Moçambique voltou a avançar após 5 anos de paralisação, com um investimento de R$ 103,6 bilhões que chama atenção do mundo todo.

A retomada das obras pode gerar 17.000 empregos, aumentar a renda do país e transformar Moçambique em um dos principais exportadores de gás natural a partir de 2029, trazendo impacto direto na economia local.

Projeto de gás natural em Moçambique movimenta bilhões e promete crescimento econômico

As informações foram divulgadas por Reuters, agência internacional de notícias, que detalhou a retomada do projeto Mozambique LNG no norte do país.

O empreendimento é considerado o maior investimento privado em infraestrutura energética da África, com custo estimado em US$ 20 bilhões, o equivalente a R$ 103,6 bilhões.

A expectativa é que o projeto gere até US$ 35 bilhões, cerca de R$ 181,4 bilhões, em receitas para o governo ao longo dos anos, por meio de impostos e lucros.

Além disso, o crescimento econômico pode atingir 10% ao ano quando a produção começar, mostrando o tamanho do impacto para o país.

Obras foram interrompidas após ataque violento e só agora foram retomadas

A construção havia sido interrompida em 2021 após um ataque na região de Cabo Delgado, que resultou na morte de cerca de 800 pessoas.

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O local do projeto fica próximo da cidade de Palma, onde ocorreu o episódio violento que levou a empresa responsável a suspender todas as atividades.

Agora, com maior segurança na região, as obras foram retomadas e já contam com mais de 4.000 trabalhadores, sendo 80% moçambicanos, o que reforça a geração de empregos locais.

Produção de gás natural pode começar em 2029 e mudar o papel do país no mundo

A previsão é que a produção de gás natural comece em 2029, colocando Moçambique entre os grandes exportadores globais de energia.

O projeto tem potencial para fortalecer a segurança energética mundial, já que o gás natural é muito usado na geração de energia e na indústria.

O CEO da empresa responsável afirmou que o projeto pode transformar a região em uma nova fonte importante de energia para o planeta.

Impactos ambientais geram críticas e levantam preocupações globais

Reuters, agência internacional de notícias, também destacou críticas de grupos ambientalistas sobre o impacto do projeto.

A estimativa é que o projeto emita cerca de 18 milhões de toneladas de CO2 por ano, podendo chegar a até 4,5 bilhões de toneladas ao longo de décadas.

Esses números preocupam especialistas, pois podem dificultar a meta global de limitar o aquecimento do planeta.

Além disso, há críticas sobre os benefícios reais para a população local, com questionamentos sobre poucos empregos permanentes e acesso limitado à energia gerada.

Projeto enfrenta processos judiciais e denúncias graves

A empresa envolvida também responde a processos na França relacionados a violações de direitos humanos.

Um dos casos envolve denúncias de tortura e mortes ocorridas em 2021, em uma instalação ligada ao projeto.

Outro processo trata de suposta falha na proteção de trabalhadores durante o ataque que ocorreu na cidade de Palma.

Essas questões aumentam a pressão internacional sobre o projeto e levantam dúvidas sobre sua condução.

Economia de Moçambique depende cada vez mais de recursos naturais

Moçambique tem cerca de 33 milhões de habitantes e uma economia considerada de baixa renda, com forte dependência da agricultura.

Nos últimos anos, o país passou a investir mais na exploração de recursos naturais como gás, carvão e energia hidrelétrica.

Essa estratégia busca acelerar o crescimento econômico e atrair investimentos internacionais, mesmo com desafios sociais e ambientais.

Retomada do megaprojeto pode transformar o país, mas ainda gera dúvidas

A volta do megaprojeto de gás natural em Moçambique marca um momento importante para o país, com promessa de crescimento, empregos e aumento de receitas.

Ao mesmo tempo, as críticas ambientais e os processos judiciais mostram que o projeto ainda enfrenta desafios e questionamentos.

Agora conta pra gente: você acha que esse tipo de investimento vale a pena para países em desenvolvimento? Deixe sua opinião e compartilhe a matéria com quem se interessa pelo tema.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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