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Megaprojeto de engenharia transforma mina de sal abandonada na maior usina de ar comprimido do mundo e instalação chinesa de 600 MW cria uma bateria subterrânea gigante capaz de gerar energia para 600 mil residências

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 06/03/2026 às 19:10
megaprojeto de engenharia energética
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Em Jiangsu, na China, um megaprojeto de engenharia energética transformou cavernas de sal profundas em um gigantesco reservatório de energia que gera 792 milhões de kWh por ano e ajuda a estabilizar a rede elétrica do país

Uma mina de sal esquecida no subsolo da China acaba de ganhar uma nova função que chamou atenção da indústria global de energia. No lugar de extrair minério, o espaço passou a guardar eletricidade, com um megaprojeto de engenharia. O país colocou em operação a maior usina de armazenamento de energia por ar comprimido do planeta, instalada na província de Jiangsu.

O projeto funciona como uma enorme bateria subterrânea capaz de liberar eletricidade quando a rede elétrica mais precisa.

A segunda unidade do complexo foi conectada à rede elétrica recentemente e já opera em plena carga. Com isso, o sistema entrou oficialmente em funcionamento total.

Por trás da obra existe um investimento de cerca de US$ 520 milhões e uma engenharia que transforma ar comprimido em energia para abastecer cerca de 600 mil residências por ano.

O megaprojeto de engenharia subterrâneo que transformou cavernas de sal em uma bateria gigante para a rede elétrica

O coração do projeto está escondido a mais de um quilômetro de profundidade. As cavernas usadas para armazenar energia ficam entre 1.150 e 1.500 metros abaixo da superfície.

Esses espaços naturais surgiram dentro de uma antiga mina de sal. Em vez de ficarem abandonados, passaram a funcionar como reservatórios de ar comprimido.

Quando o sistema está totalmente carregado, a usina opera com números que impressionam até especialistas da área energética.

A instalação possui 600 MW de capacidade instalada e pode armazenar 2.400 MWh de energia. Segundo dados divulgados pelas empresas envolvidas, o complexo deve gerar cerca de 792 milhões de kWh por ano.

Essa quantidade de energia é suficiente para abastecer aproximadamente 600 mil casas.

O método de engenharia que permite guardar energia no subsolo e liberá la quando o consumo dispara

O funcionamento do sistema parece simples na superfície, mas envolve um processo sofisticado de engenharia energética.

Nos momentos em que o consumo de eletricidade diminui, parte da energia disponível na rede é usada para comprimir grandes volumes de ar.

Esse ar comprimido é enviado para as cavernas subterrâneas, onde fica armazenado sob alta pressão.

Quando a demanda por eletricidade aumenta, o processo é invertido. O ar pressurizado retorna à superfície e movimenta turbinas que geram eletricidade novamente.

Na prática, a instalação funciona como um enorme banco de energia, capaz de guardar eletricidade quando sobra e devolvê la quando falta.

O detalhe técnico que colocou essa usina no topo do ranking mundial de armazenamento energético

O projeto também chamou atenção por uma tecnologia usada dentro do sistema.

A usina utiliza um método de compressão adiabática de alta temperatura, que reaproveita o calor gerado durante a compressão do ar.

Esse calor é armazenado e reutilizado no processo de geração elétrica. Dessa forma, o sistema dispensa a queima de combustíveis fósseis para funcionar.

Segundo as empresas responsáveis, a eficiência de conversão do projeto chega a cerca de 70 por cento.

Entre instalações do mesmo tipo construídas em cavernas de sal, essa combinação de potência, capacidade de armazenamento e eficiência colocou o complexo no primeiro lugar global.

Por que a indústria de energia observa esse projeto com atenção crescente

Nos últimos anos, o crescimento das fontes renováveis criou um desafio técnico para as redes elétricas.

A produção de energia solar e eólica oscila ao longo do dia. Em alguns momentos existe excesso de eletricidade. Em outros, falta.

Sistemas de armazenamento se tornaram peças estratégicas para equilibrar esse cenário.

Usinas de ar comprimido como a construída na China permitem guardar energia excedente e utilizá la nos momentos de maior consumo.

Esse tipo de tecnologia ajuda a estabilizar a rede elétrica e também reduz desperdícios na geração de energia renovável.

O impacto ambiental e energético que pode se multiplicar nos próximos anos

O projeto também apresenta efeitos ambientais relevantes.

Estimativas divulgadas pelas empresas envolvidas indicam que a usina pode economizar cerca de 250 mil toneladas de carvão por ano.

A redução nas emissões pode chegar a aproximadamente 600 mil toneladas de dióxido de carbono anuais.

Com a entrada em operação da segunda unidade de 300 MW, o complexo atingiu sua capacidade completa.

Especialistas do setor energético acompanham esse tipo de tecnologia com atenção porque ela pode se tornar uma das principais alternativas para armazenar energia em larga escala nas próximas décadas.

A transformação de uma mina abandonada em uma bateria subterrânea capaz de alimentar centenas de milhares de casas explica por que esse projeto passou a circular entre os maiores avanços recentes do megaprojeto de engenharia energética.

Se projetos desse tipo se espalharem pelo mundo, o armazenamento de energia poderá ganhar um novo protagonista no setor elétrico global.

O que você acha dessa tecnologia que guarda eletricidade no subsolo para usar depois? Você acredita que soluções como essa podem acelerar a expansão da energia renovável no mundo? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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Ricardo Cruz
Ricardo Cruz
08/03/2026 19:06

Essa ideia não é nova. Já há projetos similares na Alemanha. O que é inusitado, certamente, é a escala do projeto chinês; como tudo na China. E quem deve estar às gargalhadas lá na China, porque trabalha lá, presidindo o Banco dos BRICS, é Dilma Roussef, que foi chacotada pela ignorantada brasileira, ao usar a imagem “guardar vento”, quando presidia o Brasil. Pois é isso que esse projeto é: guardar excedentes de energia quando a demanda cai, como de madrugada, por ex. No caso do Brasil, ela foi visionária, pois previa que haveriam grandes excedentes de oferta na geração eólica anos à frente do governo dela e que, portanto, o País precisava se preocupar com o “armazenamento desse vento”. Mas, como o Brasil é um celeiro de ignorantes iletrados pobres de espírito, deu no que deu.

Adalton Monteiro
Adalton Monteiro
Em resposta a  Ricardo Cruz
13/03/2026 19:13

A Dilma até que não estava errada.

Emilio
Emilio
Em resposta a  Adalton Monteiro
14/03/2026 06:50

Na verdade ela estava certíssima. E ainda reconhecerão sei acerto na história da valorização da mandioca, pois esta é uma das bases da alimentação popular brasileira.

Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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