Sistema automatizado de tilapicultura mostra despesca por sucção, operação com 800 tanques-rede e rotina diária que inclui 20.000 kg de ração e retirada de 14.500 kg de peixes, conforme registrado no Canal do Richard Rasmussen.
Em vídeo publicado recentemente, o canal do Richard Rasmussen mostrou uma estrutura que utiliza 20.000 kg de ração diariamente, enquanto 14.500 kg de tilápias são retirados do sistema, com conversão alimentar entre 1.600 g e 1.700 g para gerar 1 kg de carne.
Fábio Junior, da Piscicultura Guarani, comenta que cálculos inadequados podem comprometer o ciclo produtivo porque o processo é escalonado, exigindo controle rigoroso dos custos, que superam 1 milhão ao mês em volume total de ração comprada.
Embora o padrão comercial esteja entre 900 g e 1 kg, faixa definida como preferência atual das indústrias ao buscar filés maiores para encomendas.
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O Fábio Junior afirma que, em períodos de menor oferta, peixes de 700 g também são enviados, já que a demanda absorve tamanhos variados conforme urgência e disponibilidade nos tanques do produtor.
Operação do frigorífico e autorização para abate no gelo
Uma empresa que estava comprando 14 toneladas de tilápias é citada como único frigorífico cifado autorizado a abater peixe no gelo, possuindo piscinas para recepção viva, câmeras frias e espaço próprio para processamento completo.
O vídeo explica que outros frigoríficos recebem peixes vivos em caminhões oxigenados, realizando choque térmico ou uso de gelo para sensibilização antes do abate. O procedimento segue então para filetagem e armazenamento controlado.
Sistema de sucção e pesagem automática nos tanques-rede
O registro informa que a despesca utiliza sucção direta, enviando o peixe pela tubulação, separando água, pesando automaticamente e depositando as unidades em caixas com gelo antes do transporte final ao frigorífico.
O operador menciona que, antes da automação, seis pessoas eram necessárias dentro dos tanques. Agora apenas dois trabalhadores e um monitor no barco controlam toda a linha porque a máquina permanece submersa realizando o fluxo contínuo.
Cada tanque de 3 x 5 metros produz 2.600 kg a 2.700 kg. O vídeo informa que seis tanques seriam processados naquele dia, enquanto câmeras exibem peixes caindo diretamente nas caixas que seguem imediatamente pesadas.
Funcionários aparecem lavando caixas, quebrando gelo e preparando recipientes para continuidade do processo. As cenas reforçam que a automação reduziu tempo de trabalho e diminuiu exposição prolongada dos operadores à água.
Filetagem, subprodutos e valores praticados
O vídeo descreve que a etapa de filetagem separa carcaça, pele, escamas e óleo. Todos esses materiais possuem uso comercial atual, diferente de períodos antigos nos quais o descarte não gerava retorno financeiro.
A carcaça apresenta composição de 33% gordura, 33% matéria seca e 33% água. Valores informados apontam que carcaça e vísceras são vendidas por R$ 0,80 a R$ 0,90, enquanto o peixe inteiro alcança valor mencionado na conversa gravada.
O óleo extraído da gordura visceral é destinado ao setor pet, especialmente para produtos com saborização voltada a gatos. As demais partes compõem farinhas usadas em ramos distintos da cadeia de aproveitamento.
Imagens adicionais mostram pescador recreativo próximo ao sistema industrial, criando contraste entre captura individual e dinâmica de fornecimento em grande escala organizada pelo produtor envolvido na operação mostrada.
Melhoramento genético e ciclo rápido de engorda
O responsável explica que todos os peixes pertencem à mesma linhagem porque o fornecedor trabalha com variedade melhorada. O vídeo afirma que essa genética reduz tempo de engorda para cinco ou seis meses, acelerando o giro produtivo.
A gravação menciona que exemplares sem melhoramento demorariam dois anos para atingir o mesmo porte, inviabilizando o ritmo atual de produção. O narrador diz que deseja visitar o fornecedor para entender técnicas aplicadas no processo.
O comprador busca padrão uniforme, reforçando importância da genética estável na formação dos lotes encaminhados ao frigorífico. O vendedor destaca que o mercado exige regularidade para planejamento da cadeia.
Estados Unidos são citados como maiores compradores de filé brasileiro, recebendo produto fresco em até 48 horas após abate no Paraná, sem congelamento. A velocidade diferencia o país no mercado internacional.
O narrador comenta que anteriormente a China liderava vendas para os Estados Unidos, porém o filé brasileiro ganhou espaço pela qualidade e logística. A tilápia chega rapidamente às gôndolas, conforme mostrado no vídeo.


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Olá pessoal, a conversão alimentar está abaixo do do esperado, da pra melhorar.