Inaugurada no último sábado, a primeira etapa da Ferrovia Estadual do Mato Grosso liga Rondonópolis a Dom Aquino e integra a Malha Norte. Parte do Novo PAC, a maior obra ferroviária em execução no país terá 743 km no traçado completo e cruzará 16 municípios rumo a Santos.
Mato Grosso inaugurou o primeiro trecho de 162 km da maior obra ferroviária em execução no Brasil, com cerca de R$ 5 bilhões investidos pela Rumo para escoar 10 milhões de toneladas de grãos por ano até o Porto de Santos. A entrega marca o início de um projeto que deve reforçar o corredor de exportação do agronegócio.
Segundo informações divulgadas pelo portal NSC Total, a primeira etapa da Ferrovia Estadual do Mato Grosso foi inaugurada no último sábado. Considerada a maior obra ferroviária em execução no país, a linha está planejada para um traçado de 743 quilômetros de extensão, e o ramal entregue tem 162 quilômetros, entre Rondonópolis e um novo terminal ferroviário na BR-070, em Dom Aquino, onde há estimativa de movimentação de 10 milhões de toneladas de grãos por ano. O investimento de cerca de R$ 5 bilhões foi da Rumo, empresa que vai operar a linha, dentro do Novo PAC, com financiamento da Sudeco e debêntures do BNDES. A nova ferrovia é extensão da Malha Norte e se conecta à malha nacional rumo ao Porto de Santos.
O primeiro trecho da maior obra ferroviária do país

A primeira etapa da Ferrovia Estadual do Mato Grosso foi inaugurada no último sábado e já é considerada a maior obra ferroviária em execução no país. O ramal entregue tem 162 quilômetros, entre Rondonópolis e um novo terminal ferroviário na BR-070, em Dom Aquino.
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Nesse trecho inicial, há estimativa de movimentação de 10 milhões de toneladas de grãos por ano. A obra foi construída por meio de uma autorização ferroviária concedida ao governo do Mato Grosso, a primeira peça de um projeto que deve transformar o escoamento da produção na região.
R$ 5 bilhões da Rumo e o Novo PAC

Por trás da maior obra ferroviária do país está um investimento robusto. Os cerca de R$ 5 bilhões aplicados vieram da Rumo, a empresa que vai operar a linha, e o empreendimento faz parte do Novo PAC, o programa de investimentos do governo federal.
O financiamento foi estruturado por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e de debêntures do BNDES, combinando recursos públicos e privados. Esse arranjo é o que viabilizou um projeto dessa escala, em um modelo de autorização ferroviária que vem ganhando força no país.
743 km, 16 municípios e a ligação com Santos
Os 162 quilômetros entregues são apenas o começo da maior obra ferroviária. A nova ferrovia é uma extensão da Malha Norte e, no traçado completo, vai chegar a 743 quilômetros, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, com um ramal para Cuiabá.
No caminho, a linha vai cruzar 16 municípios e se conectar à malha ferroviária nacional, permitindo, principalmente, o transporte de grãos para o Porto de Santos. A ideia é fortalecer o corredor de exportação, reduzindo a dependência das rodovias para o escoamento da safra.
Santa Catarina estuda duas novas ferrovias
Enquanto a maior obra ferroviária avança no Mato Grosso, Santa Catarina estuda duas novas ferrovias estaduais, também greenfield, ou seja, linhas instaladas em locais sem estrutura ferroviária já existente. Os projetos ligam Chapecó a Correia Pinto, com 319 quilômetros, e Araquari a Navegantes, com 62 quilômetros.
O primeiro trecho ligaria a região Oeste ao Tronco Sul, integrante da Malha Sul, e o segundo conectaria os complexos portuários de São Francisco do Sul e de Itajaí e Navegantes. A previsão é concluir os dois projetos no segundo semestre, se não houver nova prorrogação, já que os trabalhos começaram em 2022, e o Estado pretende conceder os trechos à iniciativa privada, com apresentação já feita a investidores internacionais, embora ainda sem uma modelagem de concessão definida.
Com a inauguração dos primeiros 162 quilômetros, o Mato Grosso colocou em operação um trecho do que é considerado a maior obra ferroviária em execução no Brasil, um projeto planejado para 743 quilômetros que recebeu cerca de R$ 5 bilhões da Rumo, dentro do Novo PAC, e financiamento da Sudeco e do BNDES.
A linha, extensão da Malha Norte, vai cruzar 16 municípios e se conectar à malha nacional para escoar 10 milhões de toneladas de grãos por ano até o Porto de Santos, fortalecendo o corredor de exportação. Enquanto isso, Santa Catarina estuda duas ferrovias greenfield, ainda distantes de serem viabilizadas, em um sinal de que a expansão ferroviária voltou ao radar dos estados brasileiros.
E você, o que achou da nova ferrovia do Mato Grosso para a exportação de grãos? Acredita que as ferrovias podem reduzir a dependência do país em relação às rodovias? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre infraestrutura e logística.

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