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Marinha americana revela plano Golden Fleet de US$ 65,8 bilhões com 122 navios e 63 plataformas não tripuladas em corrida naval contra a China

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 15/05/2026 às 18:30 Atualizado em 15/05/2026 às 18:32
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Marinha americana revela plano Golden Fleet de US$ 65,8 bilhões com 122 navios e 63 plataformas não tripuladas em corrida naval contra a China

A Marinha dos Estados Unidos apresentou em 11 de maio de 2026 o orçamento naval mais ambicioso desde a Segunda Guerra Mundial: o programa Golden Fleet, com investimento de US$ 65,8 bilhões para o ano fiscal 2027, segundo o gCaptain. O plano de 5 anos da Marinha americana prevê 122 navios tripulados e 63 plataformas não tripuladas entre 2027 e 2031.

Para o ano fiscal 2027 isoladamente, a Marinha encomenda 34 navios tripulados e 5 plataformas não tripuladas. De acordo com o documento, o porta-aviões CVN-82 foi antecipado de FY2030 para FY2029. Em paralelo, o programa inclui um novo BBGN (battleship guided missile nuclear) — primeiro encouraçado nuclear desde os anos 1950.

Conforme o Acting Secretary of the Navy Hung Cao: “The United States is at a strategic inflection point, and rebuilding American maritime dominance requires urgency, accountability, and sustained commitment”. A frase resume a motivação central — segundo a Marinha, os EUA precisam reagir ao avanço naval chinês, que já supera os americanos em número absoluto de navios.

A composição da Golden Fleet por classe de navio

O plano detalhado da Golden Fleet inclui múltiplas classes complementares. Em primeiro lugar, 5 submarinos balísticos Columbia-class — substitutos dos Ohio-class e responsáveis pela tríade nuclear naval. Em segundo lugar, 10 submarinos de ataque Virginia-class com tecnologia stealth avançada.

De acordo com a Marinha americana, há também 7 destróieres Arleigh Burke-class Flight III com novo radar SPY-6, capazes de interceptar mísseis hipersônicos. Da mesma forma, 4 fragatas Constellation-class de tamanho intermediário se juntam à frota. Em paralelo, 23 Medium Landing Ships reforçam capacidade anfíbia para operações no Indo-Pacífico.

Em paralelo, o novo BBGN (battleship guided missile nuclear) é a maior novidade. Em comparação com os encouraçados clássicos, o BBGN combina canhões de 16 polegadas com sistemas de mísseis verticais (VLS) e propulsão nuclear. Por consequência, é arma híbrida com função tanto convencional quanto disuasória nuclear.

Submarino Virginia-class da Marinha americana sendo lançado em estaleiro Newport News
10 submarinos Virginia-class estão previstos para 2027-2031 no plano Golden Fleet. Imagem: representação editorial.

HII Ingalls e Hadrian Factory 4: onde a Golden Fleet vai ser construída

Os principais construtores da Golden Fleet são os tradicionais estaleiros americanos. Em primeiro lugar, HII Ingalls Shipbuilding em Pascagoula (Mississippi) constrói destróieres e LHA. Em segundo lugar, Newport News Shipbuilding (Virginia) constrói porta-aviões e submarinos. Em paralelo, Electric Boat (Connecticut) é parceira da Virginia-class.

De acordo com a Marinha, a Hadrian Factory 4 em Alabama recebe investimento de US$ 900 milhões para expandir capacidade de fabricação de componentes navais. Da mesma forma, a fábrica usa robôs de soldagem autônomos que aumentam produtividade em 40%. Em consequência, é considerada a fábrica mais avançada de construção naval dos EUA.

Em paralelo, o programa cria 50 mil empregos diretos em construção naval e 200 mil indiretos em cadeia de fornecimento. Por isso, o Golden Fleet tem apoio bipartidário no Congresso — beneficia distritos eleitorais em pelo menos 15 estados. Para entender a escala, é equivalente ao plano Apollo em termos de impacto industrial.

Por que os EUA precisam acelerar: a corrida naval contra a China

A motivação central é geopolítica. Em primeiro lugar, a Marinha chinesa (PLAN) já tem mais navios que a Marinha americana — 340 navios de superfície e submarinos, contra 290 dos EUA. Em segundo lugar, estaleiros chineses produzem 20 navios/ano, contra 6-8/ano dos EUA.

De acordo com o DNI (Director of National Intelligence), a China construirá 60+ navios nos próximos 5 anos, incluindo o terceiro porta-aviões CV-18 com propulsão elétrica e o Type 076 (LHD nuclear). Da mesma forma, projeta-se 12+ submarinos nucleares Type 093/094 chineses no mesmo período.

Em paralelo, o Indo-Pacífico se tornou ponto focal — Estreito de Taiwan, Mar do Sul da China, Coreia do Norte. Em consequência, a Marinha americana precisa reforçar sua presença na primeira cadeia de ilhas (Japão, Taiwan, Filipinas) e segunda cadeia (Guam, Tinian, Saipan).

  • US$ 65,8 bilhões — orçamento FY2027
  • 34 navios + 5 plataformas não tripuladas em FY2027
  • 122 navios + 63 não tripuladas em 5 anos
  • 5 Columbia + 10 Virginia + 7 Arleigh Burke
  • 1 novo BBGN nuclear
  • US$ 900 mi em Hadrian Factory 4 Alabama

Plataformas não tripuladas: a revolução submarina e de superfície

Uma das inovações do Golden Fleet são as 63 plataformas não tripuladas previstas. Em primeiro lugar, há os USV (Unmanned Surface Vessel) como o Sea Hunter e o Vanguard, capazes de patrulhamento autônomo. Em segundo lugar, os UUV (Unmanned Underwater Vehicle) incluem o Orca-XLUUV, drone submarino de 26 metros para missões de longa duração.

De acordo com a Marinha americana, esses drones representam mudança de paradigma. Em primeiro lugar, custam 1/10 de um navio tripulado equivalente. Em segundo lugar, podem ser sacrificados sem perda humana. Em paralelo, têm autonomia para missões de 60 a 90 dias contínuos.

Em comparação, a China também investe pesado em drones navais. Por exemplo, o JARI-USV chinês de 15 metros tem capacidade de mísseis antinavio e antiaéreos. Da mesma forma, o XLUUV chinês de classe similar ao Orca está em testes desde 2024. Por isso, a corrida entre EUA e China inclui frota não tripulada paralela.

Destróier Arleigh Burke US Navy dispara míssil de tubo VLS sobre Pacífico
Os 7 destróieres Arleigh Burke Flight III terão radar SPY-6 anti-hipersônicos. Imagem: representação editorial.

Impacto para Brasil e Marinha brasileira

Para o Brasil, o Golden Fleet tem impacto indireto mas relevante. Em primeiro lugar, eleva preços globais de aço naval e componentes especializados. Em segundo lugar, estaleiros brasileiros como Itaguaí (RJ) e EMGEPRON podem se beneficiar de tecnologia transferida via parcerias estratégicas EUA-Brasil.

De acordo com a Marinha brasileira, o programa ProSuB de construção do submarino nuclear nacional avança com tecnologia francesa, mas há discussões sobre cooperação com EUA em sistemas auxiliares. Da mesma forma, navios da classe Tamandaré (FREMM brasileira) usam componentes americanos via licenciamento.

Em paralelo, exportações brasileiras de aço naval para construtores americanos podem aumentar. Em comparação, a China impôs tarifas sobre aço americano. Por consequência, fornecedores latino-americanos ganham espaço nas cadeias de fornecimento dos estaleiros HII Ingalls e Newport News.

Porta-aviões USS Gerald R. Ford no mar com destróieres em formação ao redor
O porta-aviões CVN-82 foi antecipado de FY2030 para FY2029 no Golden Fleet. Imagem: representação editorial.

Ressalva: dúvidas sobre execução e cronograma

Embora ambicioso, o Golden Fleet enfrenta desafios. Em primeiro lugar, estaleiros americanos sofrem com escassez de mão de obra qualificada. Em segundo lugar, projetos anteriores como Columbia-class e Constellation-class acumulam atrasos de 1 a 2 anos.

De acordo com o GAO (Government Accountability Office), 40% dos programas navais excedem o orçamento. Da mesma forma, a curva de aprendizado para o BBGN nuclear é incerta. Em consequência, especialistas alertam que 30-40% do plano pode não se materializar até 2031. Outras coberturas da corrida naval estão no acervo do Click Petróleo e Gás. Será que os EUA conseguem realmente reverter a tendência de produção chinesa?

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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