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Mamão de R$ 23 virou virada de vida no campo: produtor de 67 anos arrendou terra com dificuldade, plantou 1 hectare, colheu 3,2 mil quilos por mês e agora tira até R$ 15 mil mensais vendendo a fruta que antes achava cara demais

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Escrito por Carla Teles Publicado em 03/07/2026 às 17:15 Atualizado em 03/07/2026 às 17:17
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Mamão em Nova Brasilândia gera R$ 15 mil com fruticultura em 1 hectare e apoio do Senar Mato Grosso no manejo. Imagem: Vídeo Youtube Canal Rural/Pixabay
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Em Nova Brasilândia, José Matacz cultiva mamão em área arrendada de 1,5 hectare, com cerca de 1 mil pés e produção média de 3,2 mil quilos por mês em 2024. Segundo Canal Rural Mato Grosso, a receita pode chegar a R$ 15 mil mensais com apoio do Senar no campo.

O mamão virou a principal cultura do Sítio Sonho Meu, em Nova Brasilândia, Mato Grosso, depois que José Matacz percebeu o preço alto da fruta no atacado e decidiu testar o cultivo em pequena área. Hoje, cerca de dois terços da propriedade arrendada são destinados aos mamoeiros.

A história foi publicada pelo Canal Rural Mato Grosso em 24 de março de 2025, no programa Senar Transforma. Segundo a reportagem, o produtor, de 67 anos, alcançou produção média de 3,2 mil quilos por mês em 2024, com comercialização em Nova Brasilândia, Campo Verde e Paranatinga.

Preço no atacado abriu uma oportunidade de mercado

A decisão de plantar mamão surgiu depois de uma compra em Campo Verde. José Matacz contou que pagou R$ 23 por uma unidade no atacado e, ao observar o valor no comprovante, passou a considerar a fruta como oportunidade de produção.

O ponto central da pauta é econômico e agrícola. O preço alto funcionou como sinal de mercado para uma cultura que poderia gerar renda em área pequena, desde que houvesse manejo adequado, venda local e regularidade na entrega.

Um hectare concentra a produção principal

mamão em Nova Brasilândia gera R$ 15 mil com fruticultura em 1 hectare e apoio do Senar Mato Grosso no manejo.
Imagem: Captura de vídeo do Youtube

A propriedade arrendada tem 1,5 hectare no total. Segundo a reportagem, dois terços dessa área são usados para o cultivo de mamão, o que corresponde a aproximadamente 1 hectare dedicado à fruta.

Esse dado chama atenção porque mostra a escala enxuta do projeto. Não se trata de uma grande fazenda, mas de uma produção concentrada, com foco em hortifrúti, venda regional e aproveitamento intensivo da área disponível.

Produção chegou a 3,2 mil quilos por mês

Em 2024, o Sítio Sonho Meu produziu, em média, cerca de 3,2 mil quilos de mamão por mês. O preço de comercialização citado na reportagem girou em torno de R$ 4 por quilo.

Com esse desempenho, a receita pode chegar a até R$ 15 mil mensais, conforme informado pelo Canal Rural Mato Grosso. O resultado depende de produtividade, preço, qualidade dos frutos, demanda local e capacidade de venda contínua.

Venda começou com teste no comércio local

mamão em Nova Brasilândia gera R$ 15 mil com fruticultura em 1 hectare e apoio do Senar Mato Grosso no manejo.
Imagem: Captura de vídeo do Youtube

Antes de ampliar os canais, o produtor precisou validar a aceitação do produto. A reportagem relata que ele deixou mamões em um mercado do município e combinou que voltaria para recolher o que não fosse vendido.

Quando retornou, a fruta já havia sido comercializada. A partir desse primeiro teste, o mamão passou a ganhar espaço em pontos de venda regionais, reduzindo a incerteza inicial sobre a demanda.

Fruta hoje circula por três municípios

Atualmente, a produção é vendida em Nova Brasilândia, Campo Verde e Paranatinga. Além disso, o sítio recebe compradores que vão diretamente à propriedade para adquirir a fruta.

Esse modelo combina venda local, abastecimento regional e contato direto com consumidores. Para uma produção pequena, a proximidade com o mercado é decisiva porque reduz distância logística e facilita a saída do produto colhido.

Número de pés mostra fase de expansão

A área conta com aproximadamente 300 pés novos em produção e cerca de 700 plantas mais antigas. Essa composição indica uma lavoura em diferentes estágios, com renovação gradual do pomar.

No cultivo de mamão, manter plantas produtivas e substituir pés ao longo do tempo é parte importante da gestão agrícola. A produtividade mensal depende da idade das plantas, da nutrição, do controle de pragas e das condições de solo.

Apoio técnico do Senar entrou na rotina

O produtor passou a receber acompanhamento da Assistência Técnica e Gerencial, a ATeG Fruticultura, do Senar Mato Grosso. O técnico de campo Dhiego Pereira Krause visita a propriedade uma vez por mês para acompanhar a plantação, tirar dúvidas e orientar melhorias.

Segundo a reportagem, o apoio técnico ajudou especialmente em temas como insumos, nutrição das plantas e combate a pragas. A assistência técnica transforma prática de campo em manejo mais planejado, com diagnóstico e metas para a propriedade.

Nutrição das plantas virou ponto de atenção

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Entre as melhorias citadas pelo técnico está a questão nutricional dos mamoeiros. Uma planta bem nutrida tende a responder melhor ao desenvolvimento dos frutos e também pode ter mais condições de enfrentar problemas sanitários.

Esse ponto reforça que o cultivo não depende apenas de plantar e colher. O mamão exige correção do solo, adubação, monitoramento, espaçamento adequado e manejo para manter produtividade com qualidade comercial.

Plantio exige preparo correto da cova

Para quem deseja plantar mamão, o técnico da ATeG Fruticultura orienta atenção ao espaçamento, à profundidade da cova, ao uso de esterco curtido e à correção do solo.

Esses fatores influenciam o desenvolvimento inicial das mudas e a formação da lavoura. Quando a base do plantio é mal feita, o problema aparece depois em plantas fracas, menor produtividade e maior dificuldade de manejo.

Três mudas por cova ajudam na sexagem

Uma recomendação técnica destacada na reportagem é plantar três mudas em cada cova. A estratégia permite fazer a sexagem das plantas quando surgem as primeiras flores.

Depois da identificação, a flor masculina pode ser removida, priorizando plantas com maior potencial produtivo. O técnico explica que o tipo de flor influencia o formato e a formação do fruto, o que afeta diretamente o padrão comercial do mamão.

Mamão mostra força da fruticultura em área pequena

O caso de Nova Brasilândia mostra como o mamão pode gerar receita relevante em pequena área quando há escolha de cultura, venda regional e acompanhamento técnico. A produção de 3,2 mil quilos mensais em 2024 indica que o manejo intensivo pode fazer diferença no hortifrúti.

A pauta também reforça a importância de assistência técnica para produtores que buscam melhorar resultados.

Você acha que pequenas áreas com fruticultura podem ser uma saída mais forte para renda no campo? Deixe sua opinião nos comentários e conte se o mamão teria espaço no mercado da sua região.

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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