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Aos 70 anos, produtor trocou tomate no sol por flores de R$ 100 e transformou 1 hectare em renda de até R$ 6 mil por mês em Mato Grosso, enquanto prepara palmeiras que podem valer até R$ 600 e aumentar ainda mais o faturamento da chácara

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Escrito por Carla Teles Publicado em 03/07/2026 às 17:45 Atualizado em 03/07/2026 às 17:47
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Flores em Mato Grosso viram floricultura de R$ 6 mil por mês e palmeiras podem ampliar renda na Chácara Massarotto 2. Imagem: Captura de vídeo do Youtube
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Em Tangará da Serra, Aparecido Valdomiro Massarotto cultiva flores em 1 hectare da Chácara Massarotto 2 e registra renda de R$ 4 mil a R$ 5 mil por mês, chegando a R$ 6 mil na florada. Canal Rural Mato Grosso mostrou apoio do Senar e planos com palmeiras no viveiro.

As flores passaram a ocupar o centro da renda da Chácara Massarotto 2, em Tangará da Serra, Mato Grosso, depois que Aparecido Valdomiro Massarotto, de 70 anos, reorganizou a produção em 1 hectare dedicado à floricultura. O foco saiu de atividades anteriores e avançou para plantas ornamentais de maior valor agregado.

A história foi publicada pelo Canal Rural Mato Grosso em 05 de maio de 2025, no programa Senar Transforma. A reportagem mostra que o produtor registra renda mensal entre R$ 4 mil e R$ 5 mil com flores e plantas, podendo chegar a R$ 6 mil nos meses de florada mais forte.

Floricultura ganhou espaço na Chácara Massarotto 2

flores em Mato Grosso viram floricultura de R$ 6 mil por mês e palmeiras podem ampliar renda na Chácara Massarotto 2.
Imagem: Captura de vídeo no Youtube

A Chácara Massarotto 2 já teve várias atividades antes da floricultura ganhar protagonismo. A área passou por abacaxi, maracujá, goiaba, tomate cereja, frango de corte, porco caipira, gado em semi-confinamento, jiló, berinjela e outras produções.

A mudança para as flores começou de forma gradual, com a revenda de orquídeas compradas em Cuiabá e comercializadas em Tangará da Serra. Depois vieram arranjos, samambaias, jiboias e, aos poucos, a Primavera, planta que passou a ter papel decisivo no novo direcionamento da propriedade.

Primavera virou produto de maior valor agregado

A Primavera ganhou importância porque mostrou um retorno mais alto por unidade vendida. O técnico de campo Henrique Machado de Oliveira, da ATeG Floricultura do Senar Mato Grosso, relatou ao Canal Rural Mato Grosso que a sugestão inicialmente gerou dúvida no produtor, até a venda de uma muda por R$ 100.

Esse valor mudou a comparação econômica dentro da chácara. Para atingir R$ 100 com tomate cereja, o produtor precisava colher maior volume e dedicar mais tempo ao manejo da cultura, enquanto uma muda de flor bem formada podia concentrar mais valor em menos produto físico.

Flores são vendidas entre R$ 50 e R$ 80

flores em Mato Grosso viram floricultura de R$ 6 mil por mês e palmeiras podem ampliar renda na Chácara Massarotto 2.
Imagem: Captura de vídeo no Youtube

Na rotina atual, as mudas de Primavera são comercializadas entre R$ 50 e R$ 80, segundo o relato de Aparecido Valdomiro Massarotto ao programa. Esse preço ajuda a explicar por que a floricultura passou a competir com outras atividades da chácara.

A renda mensal informada varia de R$ 4 mil a R$ 5 mil na maior parte do tempo. Em meses de florada mais forte, como agosto, setembro e outubro, o faturamento com flores pode chegar a R$ 6 mil, conforme apresentado na reportagem.

Um hectare concentra a produção ornamental

flores em Mato Grosso viram floricultura de R$ 6 mil por mês e palmeiras podem ampliar renda na Chácara Massarotto 2.
Imagem: Captura de vídeo no Youtube

A produção de flores ocupa 1 hectare da Chácara Massarotto 2. A escala não é grande, mas o modelo chama atenção justamente por concentrar renda em plantas ornamentais e manejo especializado.

A lógica da floricultura é diferente da produção de grãos ou de culturas que dependem apenas de volume. No caso de mudas ornamentais, aparência, porte, variedade, acabamento e momento de venda influenciam diretamente o valor comercial.

Senar entrou com diagnóstico e planejamento

A chegada do Senar Mato Grosso ocorreu por meio da Assistência Técnica e Gerencial, a ATeG Floricultura. Nas primeiras visitas, o técnico Henrique Machado de Oliveira realizou diagnóstico da propriedade e observou que a receita principal vinha de tomate cereja, ervas aromáticas, plantas pendentes e revenda de orquídeas.

Depois desse diagnóstico, a orientação foi avançar para diversificação com plantas de maior valor agregado. O ponto central não foi apenas trocar uma cultura por outra, mas reorganizar o portfólio da chácara com base em mercado, manejo e potencial de venda.

Gestão passou a fazer parte da rotina

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Além da orientação sobre cultivo, o produtor passou a usar ferramentas de gestão. O técnico citou o caderno do Senar Mato Grosso e o aplicativo Conecta Produtor como recursos para acompanhar receitas, despesas e recomendações.

Esse controle é importante porque a floricultura envolve variedade de produtos, ciclos diferentes e preços que mudam conforme tamanho, espécie e demanda. Sem gestão, o produtor pode vender bem, mas não enxergar com clareza custos, margem e prioridades de investimento.

Portfólio inclui mais do que flores

Quem visita a propriedade encontra temperos, ervas medicinais, pendentes, folhagens, orquídeas, Primaveras e outras plantas. Essa variedade ajuda a criar fluxo de venda e atrair públicos diferentes.

O portfólio diversificado também reduz dependência de um único produto. Quando uma planta está fora do melhor momento comercial, outra pode sustentar parte da receita, especialmente em viveiros que vendem para consumidores locais, feiras, eventos e redes sociais.

Palmeiras podem ampliar a renda futura

O próximo movimento da chácara envolve mudas de palmeiras. Segundo a reportagem, produtor e técnico já trabalham na produção dessas plantas, que devem ampliar o portfólio e aumentar o valor médio das vendas.

As palmeiras ainda dependem de certificação no Registro Nacional de Sementes e Mudas, o Renasem. O processo de documentação foi iniciado pelo técnico do Senar Mato Grosso, etapa necessária antes do sinal verde para comercialização.

Mudas podem valer até R$ 600

A expectativa com as palmeiras vem do valor de mercado conforme o porte. Uma planta com cerca de 1,2 metro pode valer R$ 250 ou R$ 300, enquanto uma palmeira de 1,5 metro pode chegar a R$ 500 ou R$ 600, segundo o técnico Henrique Machado de Oliveira.

Esse detalhe mostra uma diferença importante da floricultura ornamental: se a planta não for vendida imediatamente, ela pode continuar crescendo e ganhando valor. Ao contrário de produtos muito perecíveis, algumas mudas podem permanecer no viveiro e se valorizar com o tempo.

Tangará da Serra se destaca na produção de plantas

Tangará da Serra é apresentada pelo Canal Rural Mato Grosso como exemplo em pesquisa e produção de flores e plantas no Estado. A ATeG Floricultura está em sua segunda turma no município, com 29 produtores atendidos.

Segundo o técnico, a produção local inclui flores tropicais, vasos e folhagens. Parte dos produtores vende em feiras, eventos do Senar, atividades do município e também por redes sociais, combinando venda presencial e divulgação digital.

Flores mostram nova lógica de renda no campo

O caso da Chácara Massarotto 2 mostra como flores e plantas ornamentais podem gerar renda em pequena área quando há manejo, portfólio, venda local e assistência técnica. A Primavera abriu espaço para uma estratégia de maior valor agregado, enquanto as palmeiras aparecem como aposta futura.

A experiência também reforça que pequenas propriedades podem buscar alternativas além das culturas tradicionais, desde que tenham planejamento e mercado.

Você acha que flores, mudas e plantas ornamentais podem ganhar mais espaço na renda rural em Mato Grosso e outros estados? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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