Os Estados Unidos capturam o sétimo petroleiro ligado à Venezuela no Caribe, parte da ofensiva de Donald Trump para controlar o petróleo venezuelano. A ação gera tensão diplomática e questionamentos sobre soberania marítima.
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (20) a apreensão de mais um petroleiro associado à Venezuela no mar do Caribe. A ação, conduzida pelo Comando Sul americano, marca a sétima captura de um navio-tanque desde o início da ofensiva naval do governo de Donald Trump para controlar o fluxo de petróleo do país sul-americano.
Segundo comunicado do Comando Sul publicado nas redes sociais, o navio Motor Vessel Sagitta foi interceptado “sem incidentes” por operar em desacordo com a quarentena imposta a embarcações sancionadas pela administração Trump na região.
O que está por trás da nova apreensão do petroleiro
A interceptação do petroleiro Sagitta é mais um passo na estratégia dos Estados Unidos de limitar a exportação de petróleo venezuelano e reforçar sanções econômicas. O Comando Sul afirmou que a ação demonstra a determinação em garantir que apenas navios “coordenados de forma adequada e legal” circulem na região.
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Diferentemente de operações anteriores, o governo americano não divulgou se a Guarda Costeira assumiu o controle da embarcação após a parada do navio. Também não foram liberadas imagens de abordagens aéreas ou desembarque de tropas no convés, práticas comuns em operações anteriores.
De acordo com informações internacionais, o petroleiro Sagitta está registrado sob bandeira da Libéria e é operado por uma empresa sediada em Hong Kong. Dados de rastreamento sugerem que a embarcação deixou de transmitir sua posição há mais de dois meses, enquanto navegava a partir do Mar Báltico, no norte da Europa.
Este navio já constava na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA, com base em medidas adotadas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
Campanha naval e mudança na política de petróleo da Venezuela
Desde o início da ação em dezembro de 2025, Washington vem intensificando o controle sobre ativos energéticos venezuelanos. A ofensiva ocorre após a deposição do presidente Nicolás Maduro em uma operação americana no início de janeiro, parte de um plano mais amplo para reorganizar a indústria de petróleo do país.
A primeira apreensão de petroleiro aconteceu em 10 de dezembro, nas proximidades da costa da Venezuela. A maioria das operações subsequentes também ocorreu em águas adjacentes ao território venezuelano. Porém, a captura do navio Bella 1 no Atlântico Norte, em 7 de janeiro, indicou a ampliação do alcance geográfico da campanha.
O Comando Sul destacou que o bloqueio de embarcações sancionadas e a interceptação de petroleiros como o Sagitta são parte de um esforço contínuo para regular o transporte de petróleo no Caribe, sob a justificativa de proteger a segurança americana e a legalidade no comércio global de energia.
Você acha que os Estados Unidos têm o direito de tomar um petroleiro ligado à Venezuela, ou Trump ultrapassou os limites com essa nova ofensiva?

