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Mais de 250 presos não retornam após saidinha de Natal, incluindo criminosos de alta periculosidade ligados a facções e líderes do tráfico

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Escrito por Jefferson Augusto Publicado em 02/01/2026 às 21:19
presos que não retornaram após saidinha de Natal no Brasil
Mais de 250 presos não retornaram aos presídios após a saidinha de Natal
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Levantamento oficial aponta crescimento das evasões no Natal, concentração entre integrantes do Comando Vermelho e reacende alerta sobre riscos à segurança pública

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Mais de 250 presos não retornaram aos presídios após a saidinha de Natal

Mais de 250 presos que deixaram unidades prisionais durante a saidinha de Natal não voltaram aos presídios dentro do prazo legal. Ao todo, 258 internos descumpriram a determinação de retorno até 30 de dezembro, data que marcou o fim da Visita Periódica ao Lar (VPL) concedida no período natalino.

A informação foi divulgada por veículos de imprensa e confirmada com dados da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Segundo os números oficiais, o total representa um aumento de 7% em comparação com o ano passado, o que reforça a preocupação das autoridades com a escalada das evasões.

Além disso, o levantamento mostra que 150 dos foragidos pertencem ao Comando Vermelho (CV). Durante o Natal, 346 presos ligados à facção receberam autorização para sair temporariamente. Desse grupo, 47,45% não retornaram, um índice considerado elevado pelas forças de segurança.

Presos considerados de altíssima periculosidade estão entre os foragidos

Entre os casos mais graves está o de Tiago Vinicius Vieira, conhecido como Dourado. A Seap classifica o detento como de “altíssima periculosidade”. Ele integra o Terceiro Comando Puro (TCP), facção com atuação no Mato Grosso do Sul.

A Polícia Federal prendeu Tiago em flagrante no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro de 2018, enquanto ele negociava drogas sintéticas. Naquele momento, ele já estava foragido de uma penitenciária de segurança máxima de Campo Grande (MS). Sete anos depois, o benefício da saída temporária permitiu que ele deixasse o presídio novamente. No entanto, ele não retornou no prazo previsto.

Além dele, outros três criminosos considerados igualmente perigosos, todos ligados ao Comando Vermelho, também romperam as regras da saída temporária. As autoridades identificaram:

  • André Luiz de Almeida, o Nestor do Tuiuti
  • Márcio Aurélio Martinez Martelo, o Bolado, da Fallet
  • Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira, conhecido como Salgueiro ou Problema

Esses nomes ocupam posições estratégicas no tráfico. Segundo os registros, eles atuam como chefes do Morro do Tuiuti, na Zona Norte do Rio, do Fallet, em Santa Teresa, e como gerente da favela da Lagoa, em Magé.

Facções concentram a maior parte das evasões no período natalino

Quando se analisa a distribuição das evasões por facção, o domínio das organizações criminosas fica evidente. Dos 258 presos que não retornaram:

  • 58,1% pertencem ao Comando Vermelho (CV)
  • 15,1% são ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP)
  • 8,9% integram a facção Amigos dos Amigos (ADA)
  • 17,8% se declararam neutros, sem vínculo formal com facções

Por outro lado, a lista de beneficiados pela saída temporária também incluiu 21 policiais e 23 milicianos. Nesse grupo específico, todos retornaram aos presídios dentro do prazo, conforme apontam os dados oficiais.

Dessa forma, os números indicam que as evasões no Natal se concentram principalmente entre integrantes de facções criminosas, o que amplia o debate sobre critérios de concessão do benefício.

Regras da saída temporária e impacto direto na segurança pública

A legislação brasileira autoriza a saída temporária para presos do regime semiaberto que cumpriram um sexto da pena, no caso de condenados primários, ou um quarto da pena, no caso de reincidentes. Além disso, o detento precisa demonstrar bom comportamento carcerário.

Ainda assim, o alto número de evasões reacende discussões sobre a efetividade da fiscalização, os riscos à população e a necessidade de revisão dos critérios adotados pelo sistema penitenciário.

Enquanto isso, as forças de segurança intensificam operações de busca e monitoramento dos foragidos. Especialistas alertam que o crescimento das evasões pode enfraquecer a confiança da sociedade no modelo atual de saídas temporárias e ampliar a sensação de insegurança.

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