Sem pagar imposto de renda pelo resto da vida, mães com três filhos recebem novo benefício, pacote inclui crédito, creches e apoio familiar para conter queda populacional que preocupa a Europa e expõe cenário crítico em Hungria
Queda populacional pressiona decisões. A Hungria decidiu agir com um pacote amplo de incentivos voltados às famílias, buscando aumentar o número de nascimentos no país.
A principal medida garante isenção de imposto de renda por toda a vida para mães com três ou mais filhos, o que muda diretamente a renda dessas famílias e cria um novo cenário econômico para quem decide ter mais filhos.
Plano reúne 7 medidas para estimular famílias
O governo apresentou um conjunto com 7 ações diretas para estimular a natalidade e reduzir o envelhecimento da população. Entre elas estão benefícios fiscais, crédito facilitado e apoio estrutural.
-
A maior pegadinha da história das Copas? O filme que negou o Mundial de 1958, questionou o título do Brasil e mostrou como falsas provas podem parecer totalmente confiáveis na televisão
-
Lojas online falsas da Coreia do Sul viram saída para viciados em compras que querem sentir a emoção de escolher produtos, fechar pedidos e acompanhar entregas sem gastar dinheiro nem receber nada em casa
-
Uma orelha dentro de uma história de contrabando, impérios e batalhas gigantescas: por que a Guerra da Orelha de Jenkins recebeu esse nome e virou um dos conflitos mais curiosos do século 18
-
A história real dos castores lançados de paraquedas em Idaho, uma missão criada após a Segunda Guerra Mundial que usou aviões, caixas adaptadas e testes com Geronimo para transportar 76 animais até uma das regiões mais isoladas dos Estados Unidos
O pacote inclui apoio para compra de carros maiores por famílias numerosas, financiamento imobiliário com juros reduzidos e incentivo financeiro para mulheres com menos de 40 anos ao se casarem pela primeira vez.
Creches e apoio familiar entram na estratégia
Outro ponto central envolve a criação de 21 mil vagas em creches, ampliando o acesso ao cuidado infantil e facilitando a rotina das famílias.
Além disso, avós que ajudam a cuidar dos netos passam a receber benefícios, reforçando o papel da família ampliada dentro da política social do país.
Governo busca reduzir dependência de imigração
A estratégia adotada tem um objetivo claro: aumentar a população sem recorrer à imigração. A proposta é estimular o crescimento interno por meio de políticas familiares mais agressivas.
Segundo Hungary Today, portal de notícias focado em política e economia da Hungria, o governo entende que o futuro do país depende diretamente do aumento no número de crianças nascidas dentro do próprio território.
Nova regra amplia alcance para mais famílias
A partir de 1º de outubro, a isenção passa a valer para todas as mães com três filhos, independentemente da idade delas ou das crianças.
A medida pode beneficiar até 250 mil mulheres, com impacto direto na renda. Quem ganha cerca de 300 mil florins por mês pode economizar 45 mil, enquanto salários de 600 mil florins geram economia de 90 mil.
Benefícios também chegam a mães com dois filhos
O plano prevê expansão a partir de 2026, quando mães com menos de 40 anos e dois filhos também terão direito à isenção total.
Em alguns casos, o ganho anual pode ultrapassar 1 milhão de florins, elevando significativamente o poder de compra dessas famílias.
Queda populacional acelera medidas mais duras
Os dados mostram um cenário preocupante. Em 2017, a Hungria registrou 94.600 nascimentos e 131.900 mortes, o que representa uma redução de cerca de 37 mil pessoas.
A taxa de natalidade ficou em 9,7 por mil habitantes, abaixo da média da União Europeia, que foi de 9,9 no mesmo período.
A tendência se repete em toda a Europa, onde o número de nascimentos já é menor que o de mortes, reforçando a urgência de políticas mais agressivas.
A nova estratégia da Hungria redefine o papel do Estado no incentivo à natalidade e cria um modelo que pode influenciar outras economias europeias.
O impacto vai além das famílias e atinge diretamente o futuro econômico e social do país, mudando a leitura estratégica do continente.

-
-
2 pessoas reagiram a isso.