Fabricadas no Brasil, locomotivas elétricas com baterias de 14,5 MWh chegam à Austrália, entram em operação no transporte de minério e passam a substituir locomotivas a diesel em rotas ferroviárias pesadas
A mineradora australiana Fortescue anunciou a chegada das maiores locomotivas elétricas a bateria do mundo, com 14,5 MWh, destinadas ao transporte de minério de ferro entre minas e portos na Austrália Ocidental, marcando avanço relevante na eletrificação do transporte ferroviário pesado.,
Segundo informações do site Setelagoas, as locomotivas chegaram na cidade de Port Hedland no último dia 12 de dezembro.
A locomotiva EMD SD70J-BB, totalmente movida a eletricidade, representa um avanço histórico para a indústria ferroviária brasileira. Fabricada pela Progress Rail, subsidiária da Caterpillar, na unidade localizada no bairro Cidade de Deus, o equipamento foi entregue em janeiro deste ano e seguiu de navio, com escala inicial na África do Sul, antes de chegar à Austrália.
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Locomotivas elétricas a bateria entram em operação na mineração australiana
A Fortescue informou que as locomotivas elétricas móveis, equipadas com as maiores baterias terrestres do mundo, começarão a operar em breve no transporte de minério de ferro na Austrália Ocidental em breve.
As unidades foram projetadas para substituir locomotivas a diesel em rotas regulares, especialmente em áreas remotas onde a eletrificação por rede convencional não é viável.
A iniciativa íntegra a estratégia da empresa para reduzir emissões associadas ao transporte ferroviário pesado, um dos segmentos que ainda depende fortemente de combustíveis fósseis em operações de longa distância.
Capacidade energética e características técnicas das locomotivas
As locomotivas possuem 265 toneladas cada, oito eixos e capacidade energética de 14,5 MWh, classificação que as coloca como as maiores baterias móveis terrestres já utilizadas em operação ferroviária comercial no mundo.
Equipadas com sistemas de frenagem regenerativa, as unidades conseguem recuperar até 60% da energia durante deslocamentos em declive, aumentando a eficiência energética nas rotas de mineração.
O sistema permite recarga a uma potência de 2,8 MW, possibilitando ciclos rápidos de carregamento durante as operações e maior disponibilidade operacional das locomotivas no transporte contínuo de cargas.
Produção no Brasil e metas de emissões zero em Pilbara
As locomotivas foram fabricadas em Sete Lagoas, no Brasil, em uma unidade da Progress Rail pertencente à Caterpillar, como parte de um contrato definido há mais de dois anos.
A Fortescue pretende utilizar eletricidade proveniente de suas próprias instalações de energia renovável para carregar as locomotivas, alinhando o projeto à meta de alcançar emissões zero nas operações de mineração em Pilbara até o final da década.
Segundo a empresa, a substituição progressiva do diesel por eletricidade reduz significativamente as emissões de carbono associadas ao transporte interno de minério de ferro na região.
Entregas, cronograma e declaração da liderança
A entrega das locomotivas estava inicialmente prevista para 2023, mas foi concluída apenas este ano, com a primeira unidade chegando em junho e a segunda entregue na semana passada.
Ambas desembarcaram em Port Hedland antes de seguirem para as instalações da Fortescue em Pilbara, onde passarão pelas etapas finais de integração operacional e testes em rota.
Em publicação nas redes sociais, Dino Otranto, CEO da Fortescue, afirmou que as locomotivas elétricas a bateria de 14,5 MWh não são conceitos, mas ativos operacionais que redefinem o transporte ferroviário de cargas pesadas.
Movimento mais amplo no setor de mineração australiano
A iniciativa da Fortescue não é isolada dentro do setor de mineração na Austrália, onde outras empresas também avançam na eletrificação do transporte ferroviário de longa distância.
No início deste mês, a BHP recebeu seu conjunto de locomotivas de transporte movidas a bateria para operações na Austrália Ocidental.
Fabricada pela Wabtec, a locomotiva da BHP possui bateria de 7 MWh e sistema de frenagem regenerativa, comissionamento iminente e início das operações em condições reais.
Essas iniciativas indicam uma transição gradual do transporte ferroviário de longa distância para soluções elétricas a bateria, substituindo locomotivas movidas a combustíveis fósseis e contribuindo para um futuro mais novo e ecologico no setor.

Um marco histórico que cada vez mais o Homem vai descobrir usar toda excencia da energia elétrica não só a passagem de eletrons. O único detalhe é que ela não possui os passadiço do lado de fora isso deixa ela por assim dizer ****. Mas isso com o tempo será corrigido. Parabéns a antiga EMD.