Espécie invasora originária da América do Sul avança pelo estado americano, preocupa autoridades ambientais e coloca a fauna nativa em alerta.
A presença do teiú preto e branco argentino virou motivo de alerta na Georgia, nos Estados Unidos, após registros em diferentes áreas do estado.
O Departamento de Recursos Naturais da Georgia documentou mais de 20 lagartos dessa espécie, segundo informações divulgadas pela emissora WSB-TV.
A maior concentração dos animais aparece na região sudeste do estado, onde técnicos acompanham a evolução da espécie invasora.
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O governo estadual também passou a pedir apoio dos moradores para conter os répteis, inclusive com o abate em situações seguras.
Espécie sul-americana resistente preocupa a Georgia
O teiú preto e branco argentino é originário da América do Sul e pode ultrapassar 1,2 metro de comprimento.
A espécie apresenta rápida reprodução, grande resistência e alta capacidade de adaptação a novos ambientes.
Os lagartos também nadam bem, permanecem submersos por longos períodos e se deslocam com velocidade.
Durante o inverno, os répteis conseguem sobreviver ao frio da Georgia ao entrar em um estado semelhante à hibernação.
Essa combinação torna o controle mais difícil para as equipes ambientais.
Ameaça à fauna nativa acende alerta ambiental
A preocupação principal envolve o impacto desses répteis sobre animais nativos e espécies protegidas.
Os teiús consomem ovos de aves que fazem ninhos no solo e também podem atacar filhotes de animais locais.
Entre os casos de maior preocupação estão os filhotes de jacaré-americano, citados por autoridades ambientais.
A alimentação da espécie ainda inclui carniça, ovos de galinha, frutas, vegetais, pequenos animais vivos e ração doméstica.
Esse comportamento amplia as chances de sobrevivência do lagarto em diferentes ambientes.
Risco sanitário também entra no radar
Pesquisas citadas pela revista People indicam que esses lagartos podem carregar salmonela.
Especialistas também demonstram preocupação com a possível transmissão de parasitas exóticos para a vida selvagem nativa.
Áreas agrícolas aparecem no radar das autoridades por causa do risco de contaminação das plantações.
A combinação entre impacto ambiental e risco sanitário reforça a gravidade do avanço da espécie.
Capturas aumentam desde 2018
Dados divulgados pela Radiodifusão Pública da Geórgia (GPB) mostram que cerca de 30 teiús foram capturados ou mortos desde 2018.
Os registros ocorreram apenas nos condados de Tattnall e Toombs, áreas consideradas importantes no monitoramento da espécie.
Relatos de avistamentos também aparecem em mais de 30 condados da Georgia.
O número pode parecer pequeno para uma região tão extensa, mas a ameaça ecológica preocupa especialistas.
Moradores recebem orientação do governo
Daniel Sollenberger, biólogo sênior da Divisão de Recursos da Vida Selvagem do DNR, afirmou que esses animais são rápidos e difíceis de capturar.
O órgão orienta moradores a comunicarem qualquer avistamento e, quando houver segurança, ajudarem no controle dos répteis.
Quem não puder agir diretamente deve fotografar o animal e avisar as autoridades ambientais.
Esse registro pode ajudar equipes técnicas a orientar os moradores ou instalar armadilhas na área.
O avanço do teiú argentino pode sair do controle?
A presença do lagarto gigante sul-americano mostra como uma espécie exótica pode alterar rapidamente o equilíbrio de um ecossistema.
O caso também evidencia o desafio de conter animais resistentes, velozes e adaptáveis antes que eles ampliem sua área de ocupação.
A colaboração da população virou parte central da estratégia ambiental da Georgia.
Agora, a grande dúvida é se o monitoramento atual será suficiente para impedir que o teiú argentino avance ainda mais pelos Estados Unidos.
O que você acha que deve ser prioridade na Georgia: conter rapidamente o avanço do teiú argentino ou investir em monitoramento ambiental antes de ampliar as ações de controle?

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