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Jovem brasileira filha de faxineira desenvolve sensor de umidade do solo que transforma irrigação no agro e conquista destaque entre os melhores do mundo

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 20/04/2026 às 19:58
Atualizado em 20/04/2026 às 20:00
Jovem cientista brasileira testa sensor de umidade do solo em plantação agrícola, analisando dados para otimizar a irrigação no campo
Fabiane Kuhn testa sensor de umidade do solo em lavoura, tecnologia que orienta produtores sobre o momento ideal de irrigar e reduz o consumo de água e energia
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Tecnologia desenvolvida no sul do Brasil reduz consumo de água e energia no campo e projeta jovem cientista para centros internacionais de pesquisa

Uma inovação tecnológica de grande impacto no agronegócio brasileiro começou a ganhar destaque a partir de 2015, quando uma estudante decidiu investigar soluções para o uso da água no campo.

Fabiane Kuhn, filha de uma faxineira e de um aposentado com renda de um salário mínimo, desenvolveu um sensor de umidade do solo patenteado que passou a orientar produtores sobre irrigação.

Atualmente, o equipamento já está presente em cerca de 5.000 hectares, distribuídos por 11 estados brasileiros e aplicado em mais de 20 culturas agrícolas, garantindo eficiência produtiva.

Além disso, a tecnologia permite indicar com precisão quando e quanto irrigar, o que contribui diretamente para a redução do consumo de água e energia no campo.

Sensor de umidade do solo instalado em lavoura permite monitoramento preciso das condições do terreno, orientando a irrigação e reduzindo o consumo de água e energia no campo

Origem da tecnologia e contexto da crise hídrica

Inicialmente, a trajetória começou em 2015, na Escola Técnica Fundação Liberato, localizada em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

Na época, Fabiane tinha 16 anos e cursava técnico em eletrônica integrado ao ensino médio, durante um período em que o Brasil enfrentava uma crise hídrica severa.

Diante desse cenário, com reservatórios operando em volume morto, a estudante decidiu entender melhor as tecnologias utilizadas para o uso da água.

Segundo a própria pesquisadora, sua entrada no agro ocorreu pela tecnologia, e não por tradição familiar, o que reforça o caráter inovador da iniciativa.

Desenvolvimento do sensor e criação do protótipo

Posteriormente, Fabiane passou a trabalhar ao lado do colega Guilherme Ramos, analisando sensores disponíveis no mercado.

No entanto, os testes realizados não apresentaram resultados satisfatórios, o que levou a dupla a desenvolver uma nova solução voltada ao produtor rural.

Durante as férias de inverno, com acesso ao laboratório da escola, o protótipo foi criado de forma intensiva, aproveitando a estrutura disponível.

Em seguida, o projeto foi inscrito na Mostratec, considerada a maior feira de ciência e engenharia para estudantes do ensino médio da América Latina.

Reconhecimento científico e projeção internacional

Logo depois, o trabalho conquistou o primeiro lugar em engenharia eletrônica, garantindo classificação para a Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF).

A competição, organizada pela Society for Science, reúne cerca de 1.800 estudantes de até 80 países, sendo considerada a maior do mundo na área pré-universitária.

Além disso, segundo levantamento da Startup Network, o sensor desenvolvido passou a integrar a lista dos cinco melhores sensores de solo do mundo.

Com isso, a tecnologia abriu caminho para a participação de Fabiane em centros de pesquisa e programas de liderança nos Estados Unidos.

Expansão da startup e reconhecimento no mercado

Atualmente, aos 27 anos, Fabiane é fundadora e CEO da Raks Tecnologia Agrícola, sediada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Além disso, sua atuação no setor foi reconhecida pela Forbes Brasil, que a incluiu na lista Forbes Under 30, destacando jovens talentos em diferentes áreas.

Dessa forma, sua trajetória demonstra como uma solução criada em ambiente escolar pode alcançar impacto nacional e reconhecimento global.

Impacto direto no agro e eficiência produtiva

Ao mesmo tempo, o sensor desenvolvido permite decisões mais precisas sobre irrigação, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência no uso de recursos naturais.

Além disso, a tecnologia mantém a produtividade das lavouras ao indicar o momento ideal para irrigar, evitando excessos ou falhas no processo.

Portanto, o avanço reforça o papel da inovação tecnológica no agronegócio brasileiro e evidencia o potencial de soluções criadas a partir da pesquisa educacional.

Diante desse cenário, como iniciativas surgidas dentro de escolas técnicas podem continuar transformando o futuro da produção agrícola no Brasil?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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