A J&F, holding dos irmãos Batista, negocia a aquisição de uma usina termelétrica da EDF no Rio de Janeiro por até R$ 2 bilhões e também apresentou proposta para assumir a Roraima Energia, ampliando sua presença em um setor estratégico segundo a Folha de S. Paulo
Os irmãos Batista, por meio da J&F Investimentos, avaliam a compra de uma usina termelétrica da EDF no Rio de Janeiro em um negócio estimado em até R$ 2 bilhões. Segundo a Folha de S. Paulo, a operação é conduzida pelo Bank of America e ainda está em estágio inicial, com outros potenciais compradores também interessados.
Além dessa negociação, a J&F apresentou uma proposta para adquirir a Roraima Energia, distribuidora que atua no extremo norte do país e atualmente é controlada pelo grupo Oliveira Energia. A movimentação reforça a estratégia de diversificação da holding, que já opera no setor por meio da Âmbar Energia.
A estratégia de expansão dos irmãos Batista
A J&F, conhecida principalmente pelo controle da JBS, maior processadora de carnes do mundo, vem ampliando sua presença em setores além do agronegócio.
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A entrada em energia elétrica por meio da Âmbar Energia é parte de uma estratégia de longo prazo que busca reduzir a dependência de commodities e garantir participação em áreas essenciais da economia.
Segundo a Folha de S. Paulo, a intenção é consolidar a holding como uma força relevante no setor elétrico brasileiro, aproveitando oportunidades em geração e distribuição de energia.
O movimento também dialoga com o cenário global, no qual grandes conglomerados buscam diversificar riscos em setores de infraestrutura crítica.
O valor e o processo de compra da térmica da EDF
O ativo que está na mesa de negociação é uma usina termelétrica pertencente à francesa EDF. O processo é conduzido pelo Bank of America e pode movimentar até R$ 2 bilhões.
Fontes ouvidas pela Folha de S. Paulo ressaltam que a operação ainda está em fase preliminar e que a J&F não apresentou proposta vinculante até o momento.
A presença de outros interessados mostra que se trata de um ativo estratégico, capaz de garantir retorno relevante em um setor de alta demanda e com margens estáveis.
Se confirmada, a aquisição reforçará o peso da J&F no segmento de geração de energia.
O interesse pela Roraima Energia
Paralelamente, a holding apresentou nesta semana uma oferta para assumir o controle da Roraima Energia, distribuidora que atende um mercado de características únicas e desafios logísticos significativos.
Atualmente, a empresa está nas mãos do grupo Oliveira Energia.
Segundo a Folha de S. Paulo, a operação faz parte da estratégia de expansão da J&F em frentes distintas dentro do setor elétrico, envolvendo tanto geração quanto distribuição.
Essa diversificação fortalece a posição da companhia em diferentes etapas da cadeia.
Os irmãos Batista e o peso político da J&F
Joesley e Wesley Batista, que ganharam notoriedade como controladores da JBS, agora direcionam esforços para consolidar a holding como um conglomerado ainda mais diversificado.
A energia aparece como setor prioritário, com potencial de garantir estabilidade de caixa e influência em mercados estratégicos.
A movimentação da J&F também deve ser observada sob a ótica regulatória, já que negócios de grande porte em energia exigem aval de órgãos como a Aneel e o Cade.
Segundo a Folha de S. Paulo, a empresa mantém discrição pública sobre as tratativas, evitando comentários antes da formalização de propostas vinculantes.
Os irmãos Batista buscam transformar a J&F em protagonista também no setor elétrico, com negociações que podem envolver até R$ 2 bilhões na compra da térmica da EDF no Rio e a aquisição da Roraima Energia.
A estratégia reforça a diversificação do grupo e seu peso em áreas críticas da economia nacional.
Você acredita que a entrada agressiva dos irmãos Batista no setor elétrico pode gerar maior concorrência e eficiência para o mercado brasileiro ou teme que isso aumente ainda mais a concentração econômica em mãos de grandes conglomerados? Deixe sua opinião nos comentários, queremos ouvir quem acompanha esse impacto de perto.
