Pressão americana ocorre antes da cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, onde líderes devem discutir prontidão militar, dissuasão e divisão de gastos. A Polônia lidera os investimentos, com cerca de 4,48% do PIB, enquanto Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha e Canadá ainda aparecem mais distantes da meta de 5%.
A pressão dos Estados Unidos sobre a OTAN voltou ao centro do debate antes da cúpula da aliança em Ancara, na Turquia. A administração Donald Trump quer que os aliados acelerem gastos rumo à meta de 5% do PIB em defesa.
Cúpula da OTAN em Ancara acontece nos dias 7 e 8 de julho de 2026.
O tema deve dominar conversas entre líderes, que discutirão prontidão militar, dissuasão e divisão de responsabilidades. Autoridades americanas indicaram que países lentos no cumprimento de compromissos futuros podem enfrentar consequências.
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Washington cobra avanço imediato dos aliados
O embaixador dos Estados Unidos na OTAN, Matt Whitaker, afirmou que alguns membros avançaram, enquanto outros seguem atrás. Ele citou Polônia, países nórdicos e bálticos como exemplos de aliados que lideram o movimento.
Whitaker disse que Donald Trump espera que todos os integrantes “entrem em ação imediatamente” e avancem à meta de 5% do PIB, sem esperar o prazo de 2035 definido pela aliança.
A cobrança ocorre enquanto governos europeus ampliam orçamentos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Mesmo assim, os investimentos continuam diferentes entre países da aliança.
OTAN tem grande diferença de gastos entre membros
As estimativas recentes da OTAN mostram distância entre aliados. A Polônia lidera, com cerca de 4,48% do PIB destinado à defesa. A Lituânia vem em seguida, com 4%.
Letônia, Estônia e Noruega também estão entre os países mais próximos da referência de 5%. Já o Reino Unido investe cerca de 2,4% do PIB em defesa.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou mais £15 bilhões para as Forças Armadas, com meta de chegar a 2,7% até 2029. Alemanha, França, Itália, Espanha e Canadá seguem mais próximos do parâmetro de 2%, adotado em 2014.
A meta aprovada pela OTAN prevê que os países caminhem para 5% do PIB em gastos relacionados à defesa até 2035. O cálculo inclui 3,5% para necessidades centrais, como compra de equipamentos, e 1,5% para áreas ligadas à segurança.
Essa segunda parte envolve proteção de infraestrutura crítica, inovação e fortalecimento da base industrial de defesa. Para Washington, o avanço precisa acontecer em ritmo acelerado.
Como o financiamento da aliança funciona
A maior parte da capacidade militar da OTAN vem dos orçamentos nacionais. Cada membro paga suas próprias Forças Armadas e compra equipamentos necessários. Essas tropas podem apoiar operações quando solicitadas.
Além disso, existem orçamentos comuns, usados em projetos que beneficiam todos os integrantes. Eles financiam a sede da OTAN, a estrutura de comando militar e infraestruturas compartilhadas.
Os países contribuem com esses fundos por fórmula baseada na renda nacional bruta. Os orçamentos comuns somam cerca de €4,6 bilhões em 2025 e podem chegar a €5,3 bilhões em 2026.
Cúpula deve reforçar prontidão militar
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que o encontro mostrará europeus e canadenses assumindo maior responsabilidade pela defesa convencional ao lado dos Estados Unidos. Ele disse que a aliança continuará transatlântica, mas precisa ser reequilibrada.
A reunião também ocorre após revisão do Pentágono sobre a presença militar americana na Europa. As autoridades dos EUA não detalharam mudanças, mas defendem que gastos maiores fortaleceriam a segurança europeia.
Por que a divisão de gastos importa
A OTAN funciona como uma aliança militar em que a força coletiva depende da capacidade de cada integrante.
Quando os países investem em suas próprias Forças Armadas, compram equipamentos e mantêm tropas prontas, aumentam a capacidade de resposta conjunta em crises.
Os orçamentos comuns, por outro lado, sustentam estruturas que servem a todos, como comando, sede e infraestrutura compartilhada. Por isso, a discussão sobre percentuais do PIB não é apenas contábil. Ela define quanto cada governo contribui para manter a defesa coletiva, reduzir desequilíbrios internos e fortalecer a prontidão da aliança.
Com informações de interestingengineering.
