O recurso do Instagram apareceu em 10 de junho de 2026, dentro das mensagens diretas, e foi retirado após uma onda de críticas. Em nota ao g1, a Meta disse que a liberação foi acidental e afirma que a localização só é compartilhada se o usuário ativar a opção.
O Instagram liberou por engano, no Brasil, um recurso que mostrava a localização dos usuários para os seguidores, o chamado Mapa do Instagram. Segundo o g1, a ferramenta apareceu em 10 de junho de 2026, gerou forte preocupação com privacidade nas redes sociais e acabou retirada do ar pouco depois. A Meta, dona do aplicativo, admitiu que a liberação no país foi acidental.
Em nota enviada ao g1, a Meta afirmou que estava trabalhando para corrigir a falha. De acordo com a reportagem, o recurso ficava dentro da área de mensagens diretas do Instagram e, segundo a própria tela de apresentação, a localização só seria compartilhada se o usuário ativasse a opção. Ainda assim, a novidade foi alvo de críticas imediatas.
O que era o Mapa do Instagram

O Mapa do Instagram permitia que o usuário compartilhasse a própria localização com os seguidores. Segundo o g1, o recurso ficava dentro da área de mensagens diretas, as DMs, e era acessado ao tocar em um ícone de globo identificado como “Mapa”. Ao abrir, a tela mostrava a localização associada a publicações e stories de outros usuários.
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Na tela de apresentação, o Instagram avisava que o usuário não estava compartilhando a localização, a menos que ativasse essa opção. O aplicativo também informava que os seguidores poderiam ver o conteúdo nas localizações marcadas pela pessoa. Mesmo assim, o recurso foi retirado do ar pouco depois de aparecer, e, em nota ao g1, a Meta afirmou: “Estamos trabalhando para corrigir isso”.
A preocupação com privacidade e segurança
A novidade do Instagram gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com foco em privacidade e segurança. Segundo o g1, muitos usuários reagiram no X. Um deles resumiu o temor ao escrever que o recurso seria “o Instagram dando arma pra stalker”, enquanto outro relatou ver a localização de muita gente, inclusive de pessoas desconhecidas.
Parte das críticas destacou os riscos para mulheres. Uma usuária alertou: “não ativem a localização no mapa do Instagram, principalmente se você for mulher”. O receio geral era de que um mapa mostrando onde as pessoas estão pudesse facilitar perseguições e expor a rotina de quem usa a rede social, muitas vezes sem perceber.
O que diz a Meta
Do outro lado, a Meta tratou o caso como um erro e disse estar corrigindo a liberação no Brasil. Segundo a empresa, em nota ao g1, a função foi disponibilizada de forma acidental no país. De acordo com a própria apresentação do recurso no Instagram, a localização só seria compartilhada caso o usuário ativasse a opção, e os seguidores veriam apenas o conteúdo marcado.
Há, porém, uma tensão entre o que a Meta afirma e o que parte dos usuários relatou. Enquanto a empresa descreve o compartilhamento como opcional, algumas pessoas disseram já estar vendo a localização de outras na rede social. Como o recurso saiu do ar rapidamente, ficou difícil confirmar em que medida a exposição de fato ocorreu.
Uma polêmica que já vinha de 2025
Não é a primeira vez que o Mapa do Instagram causa desconforto. Segundo o g1, a função já havia gerado polêmica em 2025, quando alguns usuários tiveram acesso antecipado e relataram preocupações com o compartilhamento de localização. O tema, portanto, não é novo na rede social.
Na época, a Meta afirmou que desenvolvia o recurso pensando na segurança. De acordo com a empresa, isso incluía formas fáceis de controlar quem pode ver a localização, a possibilidade de ocultar lugares específicos, como o local de trabalho, e lembretes para que as pessoas compartilhem a posição apenas com quem confiam. A liberação acidental no Brasil, agora, reacendeu esse debate.
O episódio mostra como o Instagram caminha numa linha tênue entre criar novidades sociais e preservar a privacidade de quem usa o aplicativo. A liberação acidental no Brasil durou pouco, mas foi suficiente para reacender o medo de exposição e perseguição, especialmente entre as mulheres.
A Meta diz que foi um erro e que está corrigindo, enquanto o debate sobre até onde vai o compartilhamento de localização segue em aberto.
E você, usaria um recurso como o Mapa do Instagram para compartilhar sua localização, ou acha que isso é um risco grande demais? Comente sua opinião e troque ideias com outros leitores, com respeito às diferentes visões.

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