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Velejador alemão some no oceano, aparece mumificado dentro do próprio barco nas Filipinas e deixa um detalhe inacreditável para a ciência explicar

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 06/07/2026 às 22:28 Atualizado em 06/07/2026 às 22:30
Interior do veleiro Sayo mostrando o corpo mumificado do velejador alemão Manfred Fritz Bajorat na cabine após ser encontrado à deriva nas Filipinas.
Cabine do veleiro Sayo onde o corpo de Manfred Fritz Bajorat foi encontrado durante a investigação realizada após a embarcação ser localizada à deriva nas Filipinas.
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Corpo de Manfred Fritz Bajorat foi achado em um veleiro à deriva, com mastro quebrado, casco danificado e sinais de longa exposição ao ambiente marítimo

Uma descoberta incomum em alto-mar chamou atenção mundial em 26 de fevereiro de 2016.

Pescadores encontraram um veleiro abandonado a cerca de 65 quilômetros da costa da ilha de Mindanau, nas Filipinas.

A embarcação estava à deriva, com mastro quebrado, sinais de avarias e parte do casco inundada.

O detalhe mais surpreendente estava dentro da cabine.

Os pescadores localizaram o corpo mumificado de um homem, sentado no interior da embarcação.

O caso rapidamente ganhou repercussão internacional pela aparência do corpo e pelas circunstâncias da morte.

O homem foi identificado como Manfred Fritz Bajorat, um velejador alemão de 59 anos.

A identificação foi feita por meio de documentos encontrados espalhados dentro do barco.

Veleiro Sayo foi localizado durante pescaria nas Filipinas

O barco, chamado Sayo, foi visto em um dia de mar calmo e céu limpo.

Entre os pescadores estava Christopher Rivas, de 23 anos, morador de Barobo, nas Filipinas.

Segundo o relato, ele pescava com um amigo quando percebeu a embarcação em situação estranha.

À distância, já era possível notar que o veleiro tinha sofrido danos importantes.

O mastro principal estava partido.

O casco estava parcialmente tomado pela água.

Por isso, os pescadores decidiram subir a bordo para verificar o que havia acontecido.

Pouco depois, encontraram Bajorat sem vida dentro da cabine.

Investigação apontou morte natural após autópsia

Após a descoberta, as autoridades filipinas foram acionadas imediatamente.

Inicialmente, o estado do corpo levantou dúvidas sobre as circunstâncias da morte.

Por esse motivo, a polícia aguardou os resultados da autópsia antes de descartar qualquer possibilidade de crime.

De acordo com o superintendente Wilben Mayor, porta-voz da Polícia Nacional das Filipinas, o exame médico indicou que Bajorat morreu por infarto agudo do miocárdio.

Os peritos estimaram, em um primeiro momento, que o alemão estivesse morto havia cerca de sete dias.

Com isso, a investigação não encontrou sinais de crime.

Ambiente marítimo explicou a mumificação natural

Apesar da conclusão oficial, o aspecto do corpo continuou chamando atenção.

A explicação estava nas condições naturais do ambiente.

Segundo Peter Vanezis, patologista forense e professor da Barts and The London School of Medicine and Dentistry, o calor, o sal e a circulação de ar podem favorecer a mumificação natural.

Nesse processo, o corpo perde água rapidamente.

Consequentemente, parte dos tecidos é preservada, em vez de passar por decomposição acelerada.

Segundo o especialista, a mumificação pode começar entre duas e três semanas após a morte.

As extremidades, como mãos e dedos, tendem a secar antes.

Por isso, o corpo pode adquirir uma aparência preservada, mesmo após dias em ambiente marítimo.

Caso ganhou repercussão mundial pela forma como o corpo foi encontrado

O caso de Manfred Fritz Bajorat se tornou um dos episódios mais lembrados envolvendo mumificação natural em alto-mar.

A combinação entre o barco danificado, o corpo preservado e a morte solitária despertou grande interesse internacional.

Conforme a investigação da Polícia Nacional das Filipinas, a causa da morte foi natural.

Assim, o mistério que cercava o velejador alemão foi explicado pela ciência forense e pelas condições extremas encontradas dentro do veleiro.

A história continua sendo lembrada como um dos casos mais impressionantes já registrados em uma embarcação abandonada.

O que mais chama sua atenção nesse caso: a forma como o corpo foi encontrado ou a explicação científica para a mumificação natural no mar? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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