Depois de quatro anos rodando o mundo de motorhome, os brasileiros Pedro e Bruna, do canal Abrace a Trip, alugaram um narrowboat e passaram quatro dias navegando um canal histórico do País de Gales, no Reino Unido. Sem nunca terem pilotado um barco, aprenderam na marra a manobrar o barco estreito, cruzaram um túnel de mais de 200 anos e passaram por um aqueduto suspenso. O vídeo foi publicado em 26 de junho de 2026.
Trocar a casa sobre rodas por uma casa sobre a água. Foi o que fizeram os brasileiros Pedro e Bruna, do canal Abrace a Trip, ao alugar um narrowboat e encarar quatro dias de navegação em um canal histórico do País de Gales, no Reino Unido, como mostraram no vídeo publicado no canal Abrace a Trip em 26 de junho de 2026. A ideia era viver, na prática, o dia a dia de quem mora num barco estreito.
O detalhe é que o casal nunca havia pilotado uma embarcação. Segundo a empresa de aluguel Drifters, que opera centenas de barcos nos canais britânicos, esse tipo de experiência é aberto a qualquer pessoa, mesmo sem habilitação náutica, e é justamente essa mistura de aventura e história que atrai turistas de todo o mundo para o canal histórico do País de Gales.
O resultado foi uma viagem lenta, cômica e surpreendente. A bordo do narrowboat, Pedro e Bruna aprenderam que o leme funciona “invertido”, bateram várias vezes nas paredes de um túnel escuro de mais de dois séculos e cruzaram um aqueduto suspenso com ovelhas pastando lá embaixo, tudo dentro do Reino Unido.
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A seguir, veja quem é o casal por trás da aventura, como funciona pilotar um narrowboat pela primeira vez, o que é o canal histórico que eles navegaram no País de Gales, como foi cruzar o túnel e o aqueduto e por que essa experiência de Reino Unido tem tudo a ver com o Brasil.
Quem é o casal brasileiro que trocou o motorhome pelo barco

Os protagonistas da história são Pedro e Bruna, do canal de viagens Abrace a Trip. Há cerca de quatro anos, o casal brasileiro roda o mundo dentro de um motorhome, documentando a rotina de quem transformou a estrada em casa e a viagem em estilo de vida.
Depois de um mês explorando o Reino Unido por terra, veio a vontade de mudar o meio de transporte. Em vez de seguir sobre rodas, Pedro e Bruna decidiram experimentar a vida sobre a água, alugando um narrowboat para navegar um canal histórico do País de Gales durante quatro dias e três noites.
A troca fazia sentido dentro da proposta do casal. Quem já vive num motorhome está acostumado a espaços pequenos e a levar a casa consigo, e o narrowboat é exatamente isso: uma moradia compacta e móvel, só que flutuando por um canal histórico em vez de rodar por uma estrada do Reino Unido.
A experiência virou um dos episódios mais comentados do canal. O vídeo em que o casal brasileiro encara o narrowboat no País de Gales somou centenas de milhares de visualizações, mostrando como a mistura de aventura, viagem e curiosidade sobre o Reino Unido atrai o público que sonha em conhecer o mundo de um jeito diferente.
Vale dizer que Pedro e Bruna não são navegadores profissionais. São viajantes acostumados à estrada, e é justamente por isso que a aventura no narrowboat ganhou um tom tão espontâneo: cada erro no leme, cada batida na parede do túnel e cada susto no canal histórico foi vivido e filmado sem roteiro, com a naturalidade de quem descobre tudo pela primeira vez no País de Gales.
O que é um narrowboat e por que ele é tão estreito

O narrowboat é um tipo de barco típico do Reino Unido, longo e muito estreito, feito sob medida para os canais britânicos. O formato alongado não é enfeite: ele existe porque os canais e, principalmente, suas comportas e túneis foram construídos com uma largura mínima, obrigando as embarcações a serem finas.
Por dentro, o narrowboat é uma casa completa em miniatura. Num corredor estreito cabem cozinha, banheiro, cama e sala, tudo aproveitado ao máximo, de um jeito que lembra bastante a lógica de um motorhome, só que adaptada para a vida num canal histórico do País de Gales.
O modelo alugado por Pedro e Bruna era para duas pessoas. Segundo a Drifters, dá para encontrar narrowboat para dois, quatro ou seis passageiros, de tamanhos variados, e o aluguel é flexível, indo de um fim de semana a cerca de vinte dias de navegação pelo Reino Unido.
Esse tipo de barco tem uma vantagem para o turista. Como o narrowboat anda devagar e não exige habilitação, ele permite que qualquer pessoa, mesmo sem experiência, conduza a embarcação por um canal histórico, aprendendo no próprio ritmo lento da água do País de Gales.
A largura mínima explica quase tudo nesse universo. Como o narrowboat precisa passar por túneis e comportas apertadas, cada centímetro conta, e é comum o barco raspar as laterais nas paredes do canal histórico, algo que Pedro e Bruna sentiram na pele logo nas primeiras horas de navegação pelo Reino Unido.
Pilotar pela primeira vez: o leme “invertido” e a batida no barco
Aqui mora a parte mais divertida da aventura. Antes de assumir o leme do narrowboat, o casal brasileiro teve apenas cerca de cinco minutos de instrução prática, e depois o responsável desceu e deixou os dois sozinhos conduzindo o barco pelo canal histórico do País de Gales.
A maior dificuldade foi entender a direção. No narrowboat, o leme funciona de forma “espelhada”: para o barco ir para a direita, é preciso mover o leme para a esquerda, e vice-versa, uma lógica invertida que confundiu bastante Pedro e Bruna nas primeiras manobras dentro do Reino Unido.
A velocidade também tem regra. A recomendação é navegar a cerca de seis quilômetros por hora, pouco mais rápido do que uma pessoa caminhando, para não criar ondas que danifiquem as margens do canal histórico nem assustem quem vive à beira da água no País de Gales.
Como era de esperar, houve muitas batidas. O casal brasileiro raspou as laterais do narrowboat várias vezes, deu ré para não colidir com barcos parados e passou por momentos de tensão, com direito a gritos e risadas, enquanto tentava manter a embarcação reta no meio do canal histórico do Reino Unido.
Ainda assim, o aprendizado veio rápido. Aos poucos, Pedro e Bruna pegaram o jeito do leme invertido e passaram a curtir a viagem, entendendo por que tanta gente se apaixona por conduzir um narrowboat com calma por um canal histórico, sentindo de perto o ritmo lento e silencioso da vida náutica no País de Gales.
Há ainda uma regra de convivência na água. No canal histórico, os barcos costumam se cruzar mantendo-se à direita, ao contrário do trânsito de carros no Reino Unido, que anda pela esquerda, e entender essa inversão foi mais um detalhe que o casal brasileiro precisou dominar para não se atrapalhar ao encontrar outro narrowboat vindo em sentido contrário.
Um canal histórico da Revolução Industrial

O cenário da aventura não é um canal qualquer. Pedro e Bruna navegaram por um canal histórico do País de Gales que remonta à Revolução Industrial, quando esse tipo de via foi construído para transportar mercadorias pelo Reino Unido muito antes da chegada das ferrovias.
Nos anos 1700, o narrowboat era peça central da economia. Como explicaram os próprios viajantes, esses barcos estreitos levavam cargas como algodão e cerveja de uma cidade a outra pelos canais, sendo o principal meio de transporte de mercadorias do Reino Unido antes que os trens dominassem o país.
Hoje, esse canal histórico virou atração turística e patrimônio. Segundo a Drifters, um trecho da rota navegada no País de Gales é reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco desde 2009, incluindo aquedutos e túneis que são verdadeiras obras de engenharia da Revolução Industrial preservadas dentro do Reino Unido.
A rede de canais britânicos é surpreendentemente grande. De acordo com o casal brasileiro, existem quase cinco mil quilômetros de canais navegáveis espalhados por Inglaterra, Escócia e País de Gales, um sistema que quase ninguém no Brasil conhece, mas que sustenta todo o turismo de narrowboat no Reino Unido.
Navegar ali é como entrar em um museu a céu aberto. Cada eclusa, cada ponte e cada trecho do canal histórico conta um pedaço da história industrial do País de Gales, e é essa sensação de viajar no tempo, e não só na água, que torna a experiência a bordo de um narrowboat tão especial para quem visita o Reino Unido.
O túnel escuro e o aqueduto suspenso sobre as ovelhas
Dois momentos marcaram a viagem do casal pelo canal histórico. O primeiro foi a passagem por um túnel estreito e escuro, escavado há mais de duzentos anos, no qual só cabe um narrowboat por vez e cuja placa de identificação aparece escrita em galês, a língua do País de Gales.
Dentro do túnel, a tensão foi grande. Pedro e Bruna contaram que bateram nas paredes durante boa parte da travessia, tentando manter o narrowboat reto na escuridão, num trecho apertado que é, ao mesmo tempo, uma relíquia de engenharia e um desafio e tanto para quem pilota pela primeira vez no Reino Unido.
O segundo momento marcante foi o aqueduto. Em certo ponto do canal histórico, a água passa por cima de um vale, e o narrowboat navega por uma espécie de “rio suspenso”, com ovelhas pastando lá embaixo, uma cena que o casal brasileiro registrou até com drone no País de Gales.
Curiosamente, o aqueduto assustou menos que o túnel. Para Pedro e Bruna, atravessar o narrowboat pelo aqueduto foi mais tranquilo do que encarar o túnel escuro, já que ali havia luz e visão ampla, enquanto o túnel exigia navegar às cegas por dentro da montanha no Reino Unido.
Esses aquedutos são o cartão-postal do canal histórico. Levar um narrowboat por cima de um vale, sobre uma calha de água a dezenas de metros de altura, é uma das imagens mais impressionantes do turismo de canais no País de Gales, e ajuda a explicar por que esse trecho do Reino Unido virou patrimônio reconhecido mundialmente.
Quanto custa e como funciona alugar um narrowboat
Para quem se encanta com a ideia, a boa notícia é que a experiência é acessível. Alugar um narrowboat no Reino Unido não exige habilitação náutica, e a própria empresa oferece uma instrução rápida antes de liberar o turista para navegar sozinho pelo canal histórico do País de Gales.
O aluguel é bastante flexível. Segundo a Drifters, é possível reservar um narrowboat para períodos que vão de um fim de semana a cerca de vinte dias, escolhendo barcos para duas, quatro ou seis pessoas, conforme o tamanho do grupo que vai encarar os canais do Reino Unido.
Alguns serviços já vêm inclusos. No caso de Pedro e Bruna, a empresa deixou toda a roupa de cama a bordo do narrowboat, de modo que o casal brasileiro só precisou se preocupar em pilotar e aproveitar a paisagem do canal histórico, sem carregar equipamento pesado pelo País de Gales.
O casal não revelou o valor exato que pagou. Como o preço varia conforme a época, o tamanho do barco e o número de dias, o custo de um narrowboat muda bastante, e o ideal é consultar diretamente a empresa que opera no Reino Unido para saber quanto sai a aventura pelo canal histórico.
Mesmo sem cravar um valor, a dica dos viajantes é clara. Para Pedro e Bruna, viver alguns dias em um narrowboat é uma experiência que vale a pena para quem visita o País de Gales, tanto pela imersão na história quanto pela chance de desacelerar e ver o Reino Unido de um ângulo que o turista comum quase nunca conhece.
Vale a pena passar as férias num narrowboat?
Para quem gosta de viagens fora do comum, a resposta tende a ser sim. Passar as férias em um narrowboat por um canal histórico do País de Gales oferece uma imersão que hotel nenhum dá: a casa se move com você, devagar, pela água, no ritmo tranquilo dos canais do Reino Unido.
O grande atrativo é a desaceleração. Diferente de um roteiro turístico corrido, navegar um narrowboat obriga o viajante a ir devagar, parar onde quiser e observar cada detalhe do canal histórico, do aqueduto às eclusas, transformando a lentidão em parte do encanto da experiência no País de Gales.
Também pesa o lado da história viva. Dormir dentro de um narrowboat ancorado num canal histórico da Revolução Industrial, cruzar um túnel de mais de dois séculos e passar por um aqueduto suspenso é sentir na pele um pedaço do passado do Reino Unido, algo que poucos destinos conseguem proporcionar.
Claro que não é para todo mundo. Quem tem pressa, não curte espaços pequenos ou se incomoda com o desafio de pilotar pode achar cansativo, mas, para quem topa a aventura, o narrowboat vira uma das lembranças mais marcantes de uma viagem pelo País de Gales e pelo Reino Unido.
O que essa aventura tem a ver com o Brasil
À primeira vista, um narrowboat num canal histórico parece distante da realidade brasileira. Mas a história de Pedro e Bruna interessa muito ao público do Brasil, que acompanha cada vez mais casais e famílias que largam a rotina para viajar o mundo, seja de motorhome, seja de barco pelo Reino Unido.
Há também o fascínio pela engenharia. Ver um narrowboat cruzar um aqueduto suspenso ou um túnel de mais de dois séculos no País de Gales desperta no brasileiro a mesma curiosidade que grandes obras despertam por aqui, mostrando como a Revolução Industrial moldou o transporte no Reino Unido.
O caso ainda serve de inspiração para o turismo nacional. O Brasil tem rios e hidrovias enormes, e a experiência do canal histórico britânico mostra como um sistema de navegação lenta pode virar atração turística, algo que o país poderia explorar melhor inspirado no modelo de narrowboat do Reino Unido.
Por fim, fica a lembrança de que dá para viajar diferente. A aventura do casal brasileiro em um narrowboat pelo País de Gales mostra que existem formas de conhecer o mundo muito além do óbvio, e que às vezes basta trocar a estrada pela água para transformar uma viagem comum pelo Reino Unido em uma experiência inesquecível.
E você, encararia quatro dias pilotando um narrowboat?
A viagem de Pedro e Bruna prova que dá para transformar férias em aventura e história ao mesmo tempo. Ao trocar o motorhome por um narrowboat e navegar um canal histórico do País de Gales, o casal brasileiro viveu de perto um pedaço da Revolução Industrial preservado no coração do Reino Unido.
Mais do que o barco, ficou a experiência de aprender algo totalmente novo. Pilotar um narrowboat com o leme invertido, cruzar um túnel escuro e passar por um aqueduto suspenso são o tipo de vivência que só um canal histórico do País de Gales oferece a quem se arrisca a navegar pelo Reino Unido.
E você, teria coragem de assumir o leme de um narrowboat pela primeira vez e passar quatro dias num canal histórico do País de Gales, ou acha a vida sobre a água complicada demais? Conta nos comentários se você encararia essa aventura no Reino Unido e compartilhe com aquele amigo que sonha em viajar o mundo de um jeito diferente.

