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Indústria de borracha cresce em Minas Gerais em 2025 e projeta cautela para 2026

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 26/01/2026 às 10:51
Indústria de borracha avança 2,5% em Minas Gerais em 2025, puxada por mineração e setor automotivo, mas prevê desaceleração em 2026.
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Indústria de borracha avança 2,5% em Minas Gerais em 2025, puxada por mineração e setor automotivo, mas prevê desaceleração em 2026.

indústria de borracha encerrou 2025 com crescimento de 2,5% em Minas Gerais, impulsionada principalmente pela demanda da mineração e do setor automotivo, dois dos principais motores da economia estadual.

O resultado positivo, divulgado por representantes do setor industrial, reflete o bom desempenho desses segmentos ao longo do ano.

No entanto, para 2026, o cenário é de maior prudência, com expectativa de avanço entre 1% e 1,5%, diante de juros elevados, incertezas políticas e fatores externos que afetam a cadeia produtiva no estado. 

As projeções foram detalhadas pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos e Beneficiamento de Borracha e Elastômeros de Minas Gerais (Sinborminas), Élcio Fortunato, que avalia que o desempenho recente não elimina os desafios estruturais que devem marcar o próximo ano. 

Setor cresce com apoio da mineração e do setor automotivo 

O avanço registrado em 2025 foi sustentado por um ambiente favorável nos principais mercados consumidores da indústria de borracha em Minas Gerais.

A mineração manteve contratos estáveis e demanda previsível, enquanto o setor automotivo seguiu aquecido, garantindo fluxo contínuo de pedidos para fabricantes de componentes e artefatos. 

Segundo Fortunato, essa combinação permitiu que as empresas do segmento operassem com maior previsibilidade ao longo do ano.

Ainda assim, o dirigente destaca que o cenário não é isento de riscos, especialmente quando se observa o comportamento da economia nacional e internacional. 

Juros altos e calendário de eventos elevam cautela para 2026 

Apesar do desempenho positivo, a avaliação para 2026 é mais conservadora.

De acordo com o presidente do Sinborminas, a persistência da taxa de juros em patamares elevados tende a afetar a cadeia de clientes, reduzindo investimentos e desacelerando encomendas. 

Além disso, fatores sazonais também entram no radar do setor.

“Isso acaba prejudicando a cadeia produtiva, e por isso projetamos um ano de crescimento um pouco abaixo do registrado em 2025”, argumenta o dirigente, ao citar impactos de eventos como eleições, Copa do Mundo e o maior número de feriados em dias úteis. 

Minas Gerais se destaca pela proximidade com a cadeia extrativa 

Mesmo diante das incertezas, a indústria de borracha mantém confiança no posicionamento estratégico de Minas Gerais.

A proximidade com a mineração é vista como um diferencial competitivo relevante, uma vez que o estado abriga empresas capacitadas para atender demandas específicas do setor extrativo. 

Ao mesmo tempo, o polo automotivo mineiro segue como um importante vetor de consumo.

Incentivos fiscais e estruturas tributárias mais favoráveis estimulam compras internas, fortalecendo a cadeia local e reduzindo dependência de fornecedores externos. 

Grande BH lidera produção, mas interior ganha relevância 

A concentração industrial permanece mais forte na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde está a maior parte das fábricas do segmento, além do polo automotivo de Betim, um dos mais relevantes do país.

No entanto, o interior de Minas Gerais também desempenha papel crescente na demanda por artefatos de borracha. 

“É um mercado bem pulverizado. Além da região de Belo Horizonte, temos Uberlândia, Extrema e Governador Valadares em destaque”, pontua o dirigente, reforçando a capilaridade da cadeia produtiva no estado. 

Insumos importados concentram maior risco de custos 

Quando o tema é matéria-prima, o cenário é relativamente equilibrado para a borracha natural, principal insumo do setor.

A preocupação maior, contudo, recai sobre os insumos importados, como borracha sintética e aceleradores químicos, amplamente utilizados na produção industrial. 

“A matéria-prima importada vem em grande parte da Ásia e depende do mercado externo.

Qualquer oscilação nesses fatores pode pressionar diretamente o nosso custo e afetar o negócio”, acrescenta Fortunato.

Variações cambiais, tarifas e instabilidades geopolíticas estão entre os principais fatores de risco para 2026. 

Veículos elétricos importados preocupam indústria automotiva 

No setor automotivo, a atenção se volta ao crescimento acelerado de veículos elétricos importados, que tendem a utilizar menos componentes tradicionais de borracha.

Em 2025, os emplacamentos desse tipo de veículo cresceram 41% em Minas Gerais, superando 12 mil unidades, movimento que acende um alerta para a indústria nacional. 

Já na mineração, o cenário segue mais otimista.

“A dinâmica é mais previsível, com contratos firmes e uma demanda mais estável, o que diminui o risco de oscilações abruptas”, conclui o dirigente. 

Veja mais em: Indústria da borracha prevê desaceleração em Minas Gerais

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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