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Tecnologia de impressão 3d sai do laboratório, é usada em obra em 2025 e 2026 e entrega estrutura com menos concreto, menos operários e menos carbono

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/02/2026 às 14:27
Atualizado em 11/02/2026 às 14:29
Impressão 3d estrutural reduz 30% de material, 50% de horas em obra e 52% de CO₂ com vidro reciclado em Singapur.
Impressão 3d estrutural reduz 30% de material, 50% de horas em obra e 52% de CO₂ com vidro reciclado em Singapur.
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Ensaios realizados pela National University of Singapore validaram a impressão 3d de hormigón estrutural com redução de até 30% no uso de material, mais de 40% de economia de mão de obra e 50% menos horas em obra, além de corte de 52% nas emissões de CO₂ com substituição de 60% do cimento por vidro reciclado

A impressão 3d de hormigón estrutural foi validada por investigadores da National University of Singapore, que demonstraram redução de até 30% no uso de material e 50% menos horas em obra, com testes realizados em agosto de 2025 e janeiro de 2026.

Impressão 3d de hormigón estrutural avança da fase experimental para aplicação validada

Investigadores do College of Design and Engineering da National University of Singapore comprovaram que a impressão 3d de hormigón pode fabricar componentes estruturais reais, atendendo requisitos mecânicos, normativos e de produção industrial.

Até então, o uso da tecnologia permanecia limitado a elementos não estruturais ou edificações de baixa altura, considerados insuficientes para ambientes urbanos exigentes como Singapur.

Os ensaios demonstraram que a tecnologia pode superar esse limite, integrando-se aos fluxos reais da construção sem exigir a reinvenção completa do sistema construtivo.

Redução de material, menos moldes e automação em obra

O avanço baseia-se na combinação entre impressão sem encofrado e técnicas construtivas convencionais. Os componentes estruturais resultantes utilizam apenas o material estritamente necessário, evitando sobredimensionamento por limitações de molde.

A eliminação do encofrado remove um dos principais custos ocultos da construção convencional, onde cada peça estrutural especial exige a fabricação de um molde específico, caro e reutilizável por tempo limitado.

Segundo as estimativas do projeto, a impressão 3d de hormigón permite reduções de material próximas a 30% em comparação com técnicas tradicionais.

As provas laboratoriais e em escala real confirmaram que os elementos alcançam as cargas exigidas utilizando significativamente menos material.

A automação proporcionou economias de mão de obra superiores a 40% e melhorias de eficiência acima de 60% em componentes complexos.

Em agosto de 2025, ocorreu a primeira impressão 3d in situ de elementos estruturais em Singapur, verificada pela autoridade reguladora. O resultado foi 50% menos horas de trabalho em comparação com métodos convencionais.

Em janeiro de 2026, uma segunda fase foi iniciada, reforçando a confiabilidade do processo em condições operacionais reais.

Formulações de hormigón e integração com sistemas estruturais

Dois pilares sustentam o avanço apresentado. O primeiro envolve novas formulações de hormigón imprimível, ajustadas para extrusão estável, boa aderência entre camadas e compatibilidade com sistemas de reforço estrutural.

O material não apenas precisa ser imprimível, mas também deve comportar-se como elemento portante por décadas.

O segundo pilar consiste em um fluxo de fabricação alinhado com a pré-fabricação industrial existente, contemplando produção, transporte e montagem.

A colaboração com a construtora Woh Hup permitiu avaliar montagem, logística e execução em obra, além da resistência mecânica.

O acompanhamento precoce de reguladores foi apontado como fator decisivo, permitindo que a inovação superasse a fase de laboratório.

Substituição de 60% do cimento por vidro reciclado reduz 52% das emissões de CO₂

A impressão 3d de hormigón apresenta como desafio o alto teor de cimento necessário para garantir imprimibilidade e resistência inicial.

Em estudo publicado no final de janeiro de 2026, a equipe desenvolveu uma mistura imprimível que substitui 60% do cimento Portland por vidro reciclado em pó.

O material resultante alcançou resistências à compressão superiores a 50 MPa, adequadas para componentes estruturais.

Além da resistência, foram registradas redução de 44% na energia incorporada e diminuição de 52% nas emissões de CO₂ em comparação com misturas imprimíveis convencionais.

O material também demonstrou maior resistência à penetração de cloretos, traduzindo-se em maior durabilidade e menor necessidade de manutenção.

Resíduos locais, antes sem valor estrutural, passaram a ser utilizados como matéria-prima na fabricação dos componentes.

Impacto urbano e potencial de transformação do setor

A impressão 3d de hormigón estrutural não substitui integralmente a construção tradicional, mas pode complementar e transformar progressivamente o setor.

O potencial inclui acelerar a construção de habitação em ambientes urbanos densos, reduzir a exposição de trabalhadores a tarefas repetitivas e diminuir a pegada ambiental do setor.

A combinação com materiais de baixo carbono, resíduos locais e critérios de projeto orientados à eficiência amplia o impacto da tecnologia.

O projeto demonstra que a construção pode ser pensada com menos desperdício e maior inteligência material.

Os resultados obtidos em Singapur indicam que a impressão 3d já está sendo aplicada camada a camada em condições reais de obra.

Mais informações: Shin Hau Bong et al, High-volume glass powder cementitious material for low-carbon concrete additive manufacturing, Construction and Building Materials 2026. DOI 10.1016/j.conbuildmat.2026.145431.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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