A repercussão internacional do voo inaugural do eVTOL da Embraer reforça o avanço tecnológico brasileiro, detalha a validação de sistemas críticos, o início formal dos testes em voo e o plano industrial que prevê até 480 aeronaves por ano e entrada em operação em 2027
O primeiro voo do protótipo de carro voador da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, realizado em 19 de dezembro de 2025, em Gavião Peixoto, marcou o início da campanha de testes em voo, validou sistemas críticos e ganhou ampla repercussão na imprensa internacional especializada e generalista.
Marco inicial do carro voador
O voo inaugural foi conduzido na maior pista de aviação do hemisfério sul, localizada na unidade industrial da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, centro onde se concentram os principais ensaios de desenvolvimento da companhia.

A operação envolveu um protótipo não tripulado, em escala real, pilotado remotamente, permitindo a coleta de dados técnicos iniciais sobre desempenho, estabilidade e integração de sistemas essenciais da aeronave.
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O evento marcou oficialmente o início da fase de testes em voo do programa de mobilidade aérea urbana da Eve Air Mobility, etapa considerada decisiva no cronograma de certificação. O feito da Embraer repercutiu no mundo todo, como nos países vizinhos ao Brasil, Europa e Estados Unidos.
Reuters destaca avanço rumo à certificação

A Reuters repercutiu o primeiro voo como um passo considerado importante rumo à certificação do eVTOL da Eve Air Mobility.
Segundo a agência, o teste validou o desempenho inicial do protótipo em condições controladas, reforçando a evolução técnica do projeto dentro do cronograma anunciado.
A Reuters também ressaltou que a Eve integra um grupo de empresas focadas em aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical voltadas a deslocamentos urbanos de curta distância.
Financial Times aborda cronograma comercial

O Financial Times destacou que a Embraer pretende iniciar a operação comercial dos veículos elétricos urbanos até o fim de 2027.
A publicação relacionou o voo inaugural ao alinhamento entre desenvolvimento tecnológico, certificação regulatória e preparação da produção industrial em escala.
O jornal apontou o projeto como parte da estratégia de crescimento da Embraer em segmentos considerados estratégicos para o futuro da aviação.
Investing enfatiza integração de sistemas
O site Investing ressaltou que o primeiro voo foi realizado com um protótipo não tripulado, em escala real, no centro de testes da Embraer.
Segundo a publicação, o ensaio confirmou a integração de sistemas críticos da aeronave, etapa fundamental antes da ampliação do envelope de voo.
O Investing destacou ainda que o voo formalmente lançou a campanha de testes em voo do eVTOL da Eve.
Excélsior registra sucesso do teste no Brasil
O jornal mexicano Excélsior informou que a Eve Air Mobility concluiu com sucesso seu primeiro voo de teste em escala real de uma aeronave elétrica.
A publicação destacou que o protótipo era não tripulado e pilotado remotamente, e que o teste ocorreu nas instalações da Embraer em São Paulo.
Segundo o Excélsior, o voo representou um marco relevante no avanço do programa de mobilidade aérea urbana da empresa brasileira.
La Jornada aponta início da fase de testes
O jornal mexicano La Jornada noticiou que a Eve Air Mobility concluiu com sucesso o primeiro voo de seus carros voadores elétricos.
A reportagem afirmou que o voo inaugural representa o início da fase de testes do programa de mobilidade aérea urbana da empresa, com expansão planejada até 2026.
A publicação citou declaração do CEO Johann Bordais, que classificou o evento como um marco histórico para o projeto.
Haber Aero detalha avaliação técnica
O portal turco Haber Aero também informou também informou que a subsidiária da Embraer concluiu o primeiro voo do protótipo eVTOL em Gavião Peixoto.
A publicação destacou declarações do diretor de tecnologia Luiz Valentini sobre a avaliação das leis de controle, integração dos oito rotores e gerenciamento de energia.
Produção industrial e capacidade anual

Os eVTOLs da Eve estão sendo produzidos em Taubaté, em uma planta industrial com capacidade estimada de até 480 unidades por ano.
A estrutura foi projetada para atender à demanda futura do mercado de mobilidade aérea urbana, alinhando escala industrial e requisitos regulatórios.
A produção em série depende do avanço dos testes, da certificação e da consolidação tecnológica do projeto.
Próximas fases do programa
De acordo com a Eve Air Mobility, o voo inaugural marca apenas o início de uma campanha extensa de testes em voo.
A empresa planeja fabricar seis protótipos certificáveis para conduzir os ensaios necessários ao processo regulatório.
Após o voo pairado, estão previstos varios voos adicionais, com expansão gradual do envelope até a transição para voos totalmente sustentados pelas asas ao longo de 2026.
Certificação e autoridades regulatórias
A operação comercial do eVTOL depende da certificação da Agência Nacional de Aviação Civil, autoridade primária do processo.
A Eve também mantém colaboração com a Federal Aviation Administration e a European Union Aviation Safety Agency para validação internacional.
Essas interações visam harmonizar requisitos técnicos e operacionais para futuras operações globais.
Declarações da liderança
O CEO da Eve Air Mobility, Johann Bordais, afirmou que o voo valida o plano técnico da empresa e gera dados essenciais para avançar com segurança até a certificação.
O diretor de tecnologia, Luiz Valentini, destacou que o protótipo se comportou conforme previsto pelos modelos.
“O protótipo se comportou exatamente como previsto pelos nossos modelos. Com estes dados, ampliaremos o envelope da aeronave e avançaremos para o voo de transição sustentado pelas asas de maneira disciplinada, aumentando para centenas de voos ao longo de 2026 e construindo o conhecimento necessário para a certificação de tipo”.
Segundo o Chief Product Officer, Jorge Bittercourt, os testes validaram elementos críticos da arquitetura da aeronave e da mecânica de voo.
“Este voo dá um sinal verde para avançarmos no que realmente importa para os operadores: confiabilidade, eficiência e simplicidade”, destaca Jorge Bittercourt.
A expectativa de certificação, primeiras entregas e início da operação comercial permanece prevista para 2027, conforme o cronograa divulgado pela empresa.
Até lá, o programa seguirá concentrado na ampliação progressiva dos testes, ajustes técnicos e processos regulatórios necessários.

Maravilha, tecnologia na Embraer. Parabéns
Muito grande para ser chamado de “carro voador”,seria mais sensato “helicóptero de pequno porte”!
Pra mim é só um helicóptero mais moderno