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Imagem vazada levanta suspeita de que a Marinha chinesa já colocou em operação o novo míssil antinavio YJ-15, integrado a caças e difícil de interceptar

Foto de perfil do autor Fabio Lucas Carvalho
Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/02/2026 às 16:05
Imagem sugere que o míssil antinavio YJ-15 pode já estar em serviço ativo na Marinha da China, com alcance de 500 km e alta velocidade.
Imagem sugere que o míssil antinavio YJ-15 pode já estar em serviço ativo na Marinha da China, com alcance de 500 km e alta velocidade.
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Imagem que circula online indica possível entrada discreta em serviço do míssil antinavio YJ-15 na Marinha chinesa, sugerindo integração operacional em caças navais, alcance estimado de pelo menos 500 quilômetros e velocidade terminal entre Mach 4 e Mach 5, ampliando a capacidade de ataque naval aéreo da China

A circulação de uma imagem indicando um míssil antinavio YJ-15 em configuração operacional sugere que a arma pode ter entrado discretamente em serviço na Marinha do Exército de Libertação Popular, apontando integração em aeronaves embarcadas e ampliando a capacidade chinesa de ataque naval a longa distância.

Evidências visuais e indícios de operação do míssil antinavio

Uma fotografia que circula online mostra o que parece ser um caça da Marinha do Exército de Libertação Popular carregando dois mísseis YJ-15. A configuração observada sugere emprego real, e não uma maquete destinada a desfiles ou exibições públicas.

Caso a imagem seja autêntica, o registro indica que o míssil antinavio já ultrapassou a fase de protótipo e foi integrado a aeronaves embarcadas. Isso implicaria a capacidade de atacar navios a partir do ar em distâncias consideráveis.

Lacuna operacional e apresentação pública do YJ-15

Até o surgimento da imagem, o papel operacional do YJ-15 não estava claramente definido. O míssil havia sido apresentado publicamente pela primeira vez durante o último Desfile da Vitória da China, sem confirmação oficial de entrada em serviço.

A nova imagem preenche parte dessa lacuna ao indicar um possível emprego prático do míssil antinavio. A integração em caças navais sugere um papel específico no ataque naval aéreo, diferente de sistemas destinados apenas a plataformas terrestres ou bombardeiros.

Alcance, velocidade e comparação com outros sistemas

Embora dados oficiais não tenham sido divulgados, estima-se que o YJ-15 possua alcance de pelo menos 500 km, equivalentes a 311 milhas. Analistas também indicam uma velocidade terminal situada entre Mach 4 e 5.

Essa combinação tornaria o míssil antinavio difícil de interceptar, pois os tempos de reação seriam medidos em segundos. Em comparação, o BrahMos-A indiano atinge cerca de Mach 3, o Kh-31AD russo alcança aproximadamente Mach 4 e o Harpoon norte-americano chega a Mach 0,9.

Integração em caças e posição no arsenal chinês

O YJ-15 aparenta ter sido projetado especificamente para caças, e não para bombardeiros. Aeronaves como o J-15T e o J-16 poderiam, em teoria, transportar múltiplas unidades do míssil antinavio, ampliando a capacidade ofensiva de porta-aviões chineses.

Essa característica preencheria uma lacuna no arsenal naval aéreo da China. Atualmente, o país opera o YJ-21, descrito como hipersônico, e desenvolveu o YJ-12, um míssil supersônico pesado lançado por bombardeiros, deixando espaço para um sistema intermediário como o YJ-15.

Orientação, sobrevivência e questionamentos finais

Relatos indicam que o míssil antinavio dispõe de sistemas de orientação por satélite, radar e infravermelho, além de recursos anti-interferência. Também é citada a possibilidade de manobra terminal, o que aumentaria a sobrevivência em ambientes de guerra eletrônica intensa.

Apesar disso, a autenticidade da imagem permanece questionável. Ainda assim, ela aponta a possiblidade de que a China já disponha de armamentos antinavio avançados, enquanto os Estados Unidos continuam dependentes de munições subsônicas e enfrentam desafios no desenvolvimento de novas armas hipersõnicas.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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