Formação geológica submersa pode ampliar os limites marítimos do Brasil e garantir acesso exclusivo a recursos estratégicos no Atlântico Sul
A cerca de 1.200 quilômetros da costa brasileira, repousa uma gigantesca estrutura geológica sob as águas do Atlântico. Invisível à superfície, a Elevação Grande Rio tem chamado atenção de cientistas e autoridades. Embora submersa a 650 metros de profundidade, essa formação pode redesenhar o mapa de influência do Brasil sobre o oceano.
Descoberta surpreendente no fundo do mar
Trata-se de um planalto submarino de origem vulcânica, com extensão comparável à da Islândia. Durante muito tempo, essa elevação ficou fora dos holofotes. Mas estudos recentes revelaram detalhes surpreendentes.
Pesquisadores encontraram ali depósitos de argila avermelhada — um tipo de solo comum em regiões tropicais emersas, como o próprio território brasileiro.
-
Estudantes criam barco de Lego para recolher plástico das praias, apostam em energia limpa e buscam combater a poluição marinha
-
Cientistas criam sistema de fotossíntese artificial que “imita” as plantas, transforma água e CO2 em combustível solar e ainda funciona sem depender de baterias caras para controlar a energia
-
Rumores do setor apontam que a Apple pode equipar o iPhone 21 com uma câmera ultrawide de 200 megapixels por volta de 2028, um salto que aproximaria a marca dos rivais Android embora as próprias fontes admitam que a mudança ainda é incerta
-
Capacitor usa água pura para armazenar eletricidade e surpreende ao superar 60 mil ciclos de carga sem eletrólitos químicos
Essa descoberta indica que, em algum momento remoto, a Elevação pode ter ficado exposta à superfície. Ou então permaneceu tempo suficiente fora d’água para desenvolver solo típico de áreas continentais.
Formação com milhões de anos
A origem da Elevação remonta a cerca de 80 milhões de anos. Ela surgiu a partir de intensa atividade vulcânica na dorsal meso-oceânica do Atlântico Sul. Com o passar do tempo, a estrutura se moveu lentamente em direção ao oeste. Durante esse deslocamento, foi afundando pouco a pouco.
Há também sinais de que o vulcanismo pode ter continuado em momentos isolados, deixando marcas no relevo que existe hoje.
Interesse estratégico para o Brasil
A importância dessa formação vai além da geologia. Em 2018, o Brasil apresentou à ONU um pedido oficial para ampliar sua Zona Econômica Exclusiva no Atlântico Sul. O país argumenta que a Elevação Grande Rio é uma extensão natural do território continental submerso.
Se o pedido for aceito, o Brasil poderá explorar com exclusividade os recursos minerais existentes na área. Estão entre eles elementos como ferro e manganês — dois insumos estratégicos para a indústria nacional.
Disputa por recursos e influência
Além disso, o reconhecimento ampliaria a presença do país sobre uma região com grande biodiversidade e potencial energético. A decisão das Nações Unidas ainda está em análise. Mas o interesse pela Elevação Grande Rio só cresce.
Essa formação escondida sob o oceano pode se tornar peça-chave no fortalecimento do Brasil no cenário internacional. Um território invisível que pode trazer visibilidade, recursos e influência para o futuro do país.
Com informações de Tribuna de Minas.

Seja o primeiro a reagir!