O novo Honda WR-V estreia maior que o HR-V, com mais espaço interno, porta-malas amplo e conjunto mecânico simples, apresentando ainda pacote robusto de segurança e proposta familiar que reposiciona o SUV dentro da linha da marca no Brasil.
O novo Honda WR-V marca a volta do SUV compacto à gama da marca no Brasil em uma configuração bem diferente da anterior.
Agora, o modelo passa a ser maior que o HR-V em algumas medidas.
Ele oferece porta-malas de 458 litros, vão livre de 22,3 cm e aposta exclusivamente no motor 1.5 flex aspirado de 126 cv, sem opção turbo, nas versões EX e EXL, com preços a partir de R$ 144.990.
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Dimensões e espaço do Honda WR-V
Construído sobre a plataforma Global Small Car (GSC), a mesma de City e HR-V, o novo WR-V mede 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,65 m de altura e tem entre-eixos de 2,65 m.
Na prática, isso o coloca como um SUV de entrada da marca com porte próximo – e até superior em alguns pontos – ao HR-V.

O resultado aparece no interior. O espaço para passageiros é um dos principais argumentos do modelo.
Adultos mais altos viajam com folga tanto para as pernas quanto para a cabeça no banco traseiro.
Outro destaque é o porta-malas de 458 litros, superior ao do próprio HR-V.
Durante a avaliação de imprensa, foi possível acomodar várias malas de cabine e mochilas sem dificuldade.
A abertura da tampa, porém, ainda é feita apenas pela fechadura ou comando interno.
Visual mais robusto e identidade própria
Ao contrário do primeiro WR-V, derivado diretamente do Fit, a nova geração foi redesenhada com linhas próprias e aparência mais próxima de um SUV tradicional.
A carroceria exibe superfícies mais retas, proporções quadradas e um capô alto, reforçando a sensação de robustez.
Na dianteira, chamam atenção a grande grade com elementos retangulares, os faróis de LED e o para-choque elevado.
A traseira segue o mesmo estilo mais quadrado, com lanternas em LED interligadas por uma barra decorativa.
As rodas de 17 polegadas equipam tanto a versão EX quanto a EXL. O rack de teto é exclusivo da configuração EXL.
Interior, acabamento e equipamentos

No interior, as diferenças entre as versões aparecem principalmente nos revestimentos.
No WR-V EXL, os bancos são forrados em vinil. A opção EX traz tecido.
O acabamento utiliza predominantemente plástico rígido no painel e nos forros de porta.
A cabine reúne itens como painel parcialmente digital de 7 polegadas e central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
Na versão EXL, há também carregador por indução. As portas USB dianteiras são do tipo A.
Em nome do custo, apenas o vidro elétrico do motorista tem função um-toque.
O pacote completo nas quatro portas será oferecido como acessório.
Também não há iluminação nos quebra-sóis.
No banco traseiro, há saídas de ar-condicionado e uma tomada 12V.
Nenhuma porta USB está disponível atrás.
O tradicional sistema Magic Seat não foi adotado porque o tanque de combustível fica sob o banco traseiro.
Motor 1.5 aspirado e câmbio CVT
Diferentemente de vários concorrentes diretos, o WR-V chega sem motor turbo.
Toda a linha utiliza o 1.5 DI i-VTEC flex aspirado, com 126 cv e 15,8 kgfm, associado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas.
É o mesmo conjunto mecânico presente no City e nas versões de entrada do HR-V.

O desempenho não é o foco, mas as medições mostraram aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 11,3 segundos, próxima à de SUVs 1.0 turbo.
Com o CVT, as rotações sobem rápido em acelerações fortes, aumentando o ruído interno.
As aletas no volante ajudam a controlar melhor as respostas.
Consumo, dirigibilidade e conforto
Segundo o Inmetro, o WR-V registra 12 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada com gasolina.
Com etanol, os números são 8,2 km/l e 8,9 km/l.
Na condução, a posição de dirigir é alta.
O capô elevado aparece no campo de visão.
O vão livre de 22,3 cm favorece a transposição de lombadas e pisos irregulares.
O ângulo de ataque é de 17,4 graus e o de saída, de 27,2 graus.
A suspensão segue a receita tradicional do segmento, com calibração voltada ao conforto.
O filtro de buracos é eficiente e o carro transmite boa sensação de controle em curvas.
O isolamento acústico é adequado para a categoria.
Freios, segurança e pacote Honda Sensing
Para conter custos, a Honda adotou freios a tambor na traseira.
Nos testes de frenagem, o WR-V apresentou distância abaixo de 40 metros, compatível com rivais com discos nas quatro rodas.
O pacote de segurança ativa é um dos mais completos do segmento.
Todas as versões têm o sistema Honda Sensing, com controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal com frenagem automática e assistente de permanência em faixa.
O modelo oferece seis airbags e controles de estabilidade e tração.

Não há alerta de ponto cego.
Em manobras, o SUV utiliza câmera de ré multivisão.
Outro destaque é a garantia de seis anos, hoje a mais ampla da marca no Brasil.
Reposicionamento, geração anterior e futuro híbrido
A primeira geração do WR-V chegou em 2017 e foi produzida até 2022.
As vendas caíram gradualmente.
Agora, a nova geração volta com projeto global, fabricação em Itirapina e foco em ocupar o papel de SUV de entrada, abaixo do HR-V, mas com mais espaço e porta-malas maior.
A Honda confirmou que o HR-V de terceira geração nacional será o primeiro híbrido flex da marca no país, previsto para 2028.
Para o WR-V, porém, não há anúncio oficial de motorização híbrida ou cronograma divulgado.
Com esse conjunto de espaço amplo, porta-malas generoso e pacote robusto de segurança, será que o público brasileiro priorizará o WR-V mesmo sem motor turbo?

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