Sistema MHEV desenvolvido para os compactos nacionais poderá reduzir o consumo de combustível sem utilizar grandes baterias ou motores elétricos responsáveis pela tração
A Honda prepara um sistema híbrido leve para City e WR-V no Brasil. A tecnologia poderá ampliar a eletrificação da montadora entre os veículos mais acessíveis produzidos no país.
Segundo informações publicadas pela revista Quatro Rodas em julho de 2026, o projeto ainda passa por análises técnicas e comerciais.
A fabricante, entretanto, não confirmou oficialmente o lançamento nem divulgou quando a tecnologia chegará às concessionárias brasileiras.
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Tecnologia híbrida leve poderá equipar City e WR-V produzidos no Brasil
A proposta da Honda envolve a criação de uma solução específica para o mercado brasileiro.
Diferentemente do sistema híbrido pleno e, utilizado em modelos mais caros, a tecnologia MHEV apresenta uma estrutura mais simples.
O sistema deverá ser conectado ao atual motor 1.5 aspirado com injeção direta, usado pelo City e pelo WR-V.
Esse propulsor entrega 126 cv de potência e 15,5 kgfm de torque.
Além disso, um motor-gerador elétrico será responsável por auxiliar o conjunto a combustão em situações específicas.
A assistência ocorrerá principalmente durante as partidas e retomadas de velocidade, quando o veículo exige mais combustível.

Como funciona o sistema híbrido leve da Honda?
O sistema MHEV não permite que o automóvel seja movimentado exclusivamente por energia elétrica.
Em vez disso, o motor elétrico auxilia o propulsor a combustão durante momentos de maior esforço.
Consequentemente, o conjunto pode reduzir o consumo e melhorar a eficiência durante a condução urbana.
A tecnologia também recupera energia durante frenagens e desacelerações.
Posteriormente, essa eletricidade é armazenada em uma bateria de pequena capacidade.
Entre as principais características esperadas estão:
- Assistência elétrica durante as partidas;
- Apoio nas retomadas de velocidade;
- Recuperação de energia nas frenagens;
- Bateria menor e mais leve;
- Menor custo de produção;
- Redução potencial do consumo de combustível.
Sistema MHEV terá custo inferior ao híbrido pleno
A principal vantagem do sistema híbrido leve está na simplicidade do conjunto.
Como não utiliza grandes pacotes de baterias, o veículo pode ser produzido por um custo inferior ao de um híbrido completo.
Além disso, o MHEV dispensa motores elétricos responsáveis por movimentar diretamente as rodas.
Essa configuração já é utilizada pela Stellantis em modelos vendidos no Brasil.
Entre eles estão Fiat Pulse, Fiat Fastback, Fiat Toro, Peugeot 2008 e Jeep Renegade.
A Honda poderá, portanto, adotar uma estratégia semelhante para manter City e WR-V competitivos diante dos novos modelos eletrificados.
Tecnologia será diferente do sistema e usado nos modelos mais caros
Atualmente, a Honda oferece o sistema híbrido pleno e em modelos como Civic, Accord e CR-V.
Nessa configuração, o motor elétrico participa diretamente da movimentação do automóvel durante grande parte do percurso.
O sistema é mais complexo, utiliza componentes maiores e apresenta custos de produção mais elevados.
Por outro lado, o híbrido leve atua apenas como suporte ao motor a combustão.
Dessa forma, City e WR-V poderão receber algum nível de eletrificação sem avançar para uma faixa de preço muito superior.
Honda HR-V também poderá receber uma versão híbrida
O Honda HR-V também poderá ganhar uma alternativa eletrificada no mercado brasileiro.
Segundo a Quatro Rodas, o SUV compacto deverá receber posteriormente o sistema híbrido pleno e em versões mais caras.
A possível estratégia criaria diferentes níveis de eletrificação dentro da linha nacional da Honda.
City e WR-V utilizariam o sistema híbrido leve.
Enquanto isso, o HR-V receberia uma configuração mais sofisticada, próxima da tecnologia encontrada nos veículos importados.
Civic híbrido combina motor 2.0 e propulsor elétrico de 184 cv
O Civic Advanced Hybrid representa atualmente uma das principais referências eletrificadas da Honda no Brasil.
O sedã combina um motor 2.0 a combustão de 143 cv com um propulsor elétrico de 184 cv.
Além disso, o modelo pode registrar consumo urbano superior a 18 km/l, conforme os dados técnicos utilizados na divulgação do veículo.
A 11ª geração, entretanto, chega ao Brasil por importação.
Consequentemente, o Civic passou a ocupar uma posição de nicho, com preço elevado e baixo volume de vendas.
Dados atribuídos à Fenabrave indicaram apenas sete unidades emplacadas nos primeiros meses de 2026.
Civic híbrido usado acumula desvalorização no mercado
O baixo volume de vendas também influencia o mercado de veículos usados.
Unidades do Honda Civic híbrido ano 2023 registraram queda próxima de R$ 65 mil em relação ao valor original.
A desvalorização chegou a aproximadamente 27%, segundo números associados à Tabela Fipe.
Com isso, algumas unidades passaram a ser anunciadas por valores próximos de R$ 179 mil.
O cenário reforça a importância de tecnologias mais acessíveis para ampliar a presença da Honda entre os carros eletrificados.
A adoção de um sistema híbrido leve no City e no WR-V poderá cumprir justamente esse papel.
Ainda assim, a Honda não confirmou oficialmente o lançamento, os preços ou o cronograma do projeto no Brasil.
E você, acredita que a chegada do sistema híbrido leve ao City e ao WR-V pode tornar os carros eletrificados mais acessíveis para os consumidores brasileiros? Deixe sua opinião nos comentários.
