Após permanecer cerca de cinco anos completamente parada, uma Toyota Hilux SW4 2.8 diesel de 1993 voltou a funcionar durante testes registrados em vídeo, revelando problemas sérios no câmbio, desgaste acentuado no interior e grande acúmulo de sujeira, enquanto o motor demonstrou funcionamento considerado regular para o longo período de inatividade
Uma Toyota Hilux SW4 2.8 diesel, ano 1993, voltou a funcionar após aproximadamente cinco anos parada, demonstrando mais uma vez a robustez dos veículos da marca japonesa.
O processo foi documentado em vídeo por Raphael Borges e revelou uma combinação de desgaste mecânico, abandono estético e, ao mesmo tempo, surpreendente resistência do conjunto motriz.
O veículo apresentava sinais claros de longa inatividade. A inspeção inicial indicou problemas tanto na parte externa quanto interna, além de falhas mecânicas que só seriam identificadas com o carro em funcionamento.
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O objetivo inicial era apenas avaliar o estado geral, mas o teste acabou evoluindo para a partida do motor.
Estado geral após anos de abandono
Externamente, a Hilux acumulava sujeira pesada, crostas antigas e resíduos típicos de um veículo que permaneceu anos parado.
Apesar disso, a grade dianteira estava inteira, sem quebras visíveis. O para-choque, no entanto, apresentava fragilidade, com risco de danos ao menor impacto.
A pintura e os vidros estavam encobertos por sujeira espessa, indicando falta total de manutenção. O aspecto visual reforçava a percepção de abandono prolongado, exigindo uma limpeza pesada como primeiro passo do processo de recuperação.
Interior desmontado e descaracterizado
O interior da SW4 apresentava condições ainda mais críticas. Os bancos não eram originais, havia peças faltando e o volante estava parcialmente envolvido com fita isolante. Forros de porta estavam ausentes, e a cabine encontrava-se parcialmente desmontada.
Apesar do estado geral ruim, alguns bancos ainda apresentavam conservação razoável, o que levou à decisão de tentar preservá-los durante o processo de limpeza. A condição interna indicou que a restauração exigirá desmontagem completa e trabalho minucioso.
Testes elétricos e primeira reação do veículo
A instalação da bateria teve como objetivo inicial apenas subir os vidros elétricos, evitando que a água da lavagem atingisse ainda mais o interior. Ao girar a chave, no entanto, o painel acendeu normalmente, mostrando que o sistema elétrico ainda respondia.
O motor de partida demonstrou funcionamento, e os indicadores do painel se iluminaram, surpreendendo a equipe. Mesmo com botões ausentes e acabamentos incompletos, o veículo reagiu melhor do que o esperado para um carro parado há tantos anos.
Tentativas de partida e dificuldades iniciais
Para viabilizar a partida, foram utilizadas velas aquecedoras novas, originais da Toyota. Também foi identificada uma falha em uma trilha do sistema, que havia rompido e precisou ser substituída antes das novas tentativas.
O motor girava, mas não entrava em funcionamento. As tentativas indicavam possível falta de diesel no sistema, além do peso natural de um motor diesel antigo após longo período de inatividade. O esforço da bateria mostrou-se insuficiente para completar a partida.
Partida no tranco e motor em funcionamento
Com a bateria já enfraquecida, a alternativa adotada foi a partida no tranco. Após algumas tentativas, o motor finalmente pegou. O momento surpreendeu a equipe, considerando o tempo que o veículo permaneceu parado.
Uma vez em funcionamento, o motor apresentou rotação estável e som considerado regular. Não foram identificadas batidas anormais ou falhas graves imediatas, e a temperatura manteve-se dentro de parâmetros aceitáveis durante o teste inicial.
Avaliação do câmbio e primeiros deslocamentos
Com o carro andando, surgiram os principais problemas mecânicos. O câmbio apresentou ruídos evidentes na primeira e terceira marchas.
A quarta marcha, no entanto, funcionou de forma mais suave, sem barulhos significativos.
A quinta marcha também apresentou comportamento aceitável, reforçando a suspeita de desgaste localizado nas engrenagens.
A avaliação inicial apontou possível dano nos dentes do câmbio ou encavalamento interno, além da necessidade de revisão da caixa de transferência.
Comportamento dinâmico e sistemas básicos
Apesar das limitações, o veículo conseguiu se mover, frear e responder aos comandos básicos. A suspensão não apresentou ruídos excessivos, o que chamou a atenção, considerando o longo período de inatividade.
O freio funcionava, ainda que de forma limitada. Luzes e faróis não operavam corretamente, reflexo de intervenções elétricas anteriores e do desgaste acumulado ao longo dos anos.
Limpeza pesada e recuperação visual inicial
Após os testes mecânicos, iniciou-se a etapa de limpeza externa e do motor. Foram utilizados produtos específicos para remoção de sujeira pesada, resíduos antigos e crostas acumuladas por anos.
A limpeza revelou rodas em melhor estado do que aparentavam inicialmente e melhorou significativamente a transparência dos vidros e lentes dos faróis. O motor também passou por lavagem intensa, removendo óleo, graxa e resíduos antigos.
Próximos passos do projeto
Com o carro funcionando, o próximo passo será a recuperação completa do interior, considerada a etapa mais trabalhosa. A revisão do câmbio e da caixa de transferência também será essencial para garantir confiabilidade mecânica.
Mesmo com falhas evidentes, a Hilux SW4 demonstrou potencial de recuperação. O motor funcionando após anos parado reforça a robustez do modelo e abre caminho para a continuidade do projeto, seja para uso futuro ou eventual venda.

5 años parada, o sea desde 2021 sin poner en marcha, se describe un deterioro grave en asientos, volante y demás, lo importante es saber ¿****ántos kms tiene?
Mas de 500 mil km