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Guerra na Ucrânia impulsiona crescimento global de investimentos militares, que batem recorde em 2024, segundo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS)

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 12/02/2025 às 11:49
Estudo do IISS revela que gastos militares superam US$ 2 trilhões em 2024, fomentados pela guerra na Ucrânia, Rússia e investimentos da OTAN
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Estudo do IISS revela que gastos militares superam US$ 2 trilhões em 2024, fomentados pela guerra na Ucrânia, Rússia e investimentos da OTAN

Em 2024, os gastos globais com defesa alcançaram um recorde de US$ 2,46 trilhões, um aumento de 7,4% em comparação com o ano anterior, conforme revela o Military Balance, estudo anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

Esse aumento representa uma reação direta à crescente instabilidade geopolítica, com conflitos em várias regiões do mundo, especialmente a guerra na Ucrânia.

Para se ter uma ideia da magnitude desse valor, os investimentos em defesa superam o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que foi estimado em US$ 1,8 trilhão em 2023.

A Guerra na Ucrânia e seus efeitos nos gastos militares globais

A guerra na Ucrânia continua sendo o principal fator que impulsiona esse aumento nos investimentos em defesa.

Com o conflito em curso desde 2022, os países envolvidos direta ou indiretamente, como a Rússia e os membros da OTAN, têm intensificado seus orçamentos militares.

No caso da Ucrânia, o esgotamento de suas forças armadas tem sido uma preocupação crescente. O estudo do IISS aponta que muitas unidades ucranianas estão operando com recursos limitados, o que dificulta sua capacidade de manter a resistência no campo de batalha.

Enquanto isso, a Rússia também enfrenta enormes perdas, mas ainda mantém sua capacidade de combate com o apoio de aliados como o Irã e a Coreia do Norte.

O IISS observa que, embora a Rússia tenha sofrido a destruição de mais de 1.400 tanques em 2024, o país ainda pode sustentar sua estratégia de guerra até 2026.

Essa situação reflete não só o custo humano e material do conflito, mas também a busca incessante da Rússia por novos aliados para garantir sua posição no teatro de guerra.

A OTAN e a pressão por investimentos em defesa

O estudo do IISS também revela que, embora os gastos militares da OTAN em 2024 tenham somado US$ 1,44 trilhões, muitos países europeus ainda estão longe de atingir a meta de investimento de 2% do PIB em defesa, recomendada pela aliança.

A Alemanha, por exemplo, viu seus gastos militares aumentarem em impressionantes 23,2% desde o início da guerra na Ucrânia, o que a tornou o país com o maior orçamento militar da Europa dentro da OTAN.

A Polônia, temendo uma possível expansão das ações russas, também aumentou consideravelmente seu orçamento, agora ocupando a 15ª posição no ranking global de gastos militares.

Essa tendência de aumento nos gastos com defesa na Europa está diretamente relacionada à ameaça percebida da Rússia e à crescente pressão sobre os membros da OTAN para fortalecerem suas forças armadas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi um dos principais defensores da exigência de que os países da OTAN cumpram a meta de 2% do PIB em defesa, chegando até a sugerir a suspensão da ajuda militar aos membros que não atingirem esse valor.

Desafios e incertezas para o futuro

O aumento nos investimentos militares em 2024 reflete um cenário global de crescente incerteza e insegurança. A guerra na Ucrânia tem sido um dos principais motores desse aumento, mas não é o único fator.

Conflitos em outras regiões, como o Oriente Médio, também têm contribuído para o crescimento dos gastos militares.

Esse cenário indica que as potências globais, como os países da OTAN e a Rússia, estão se preparando para um longo período de competição estratégica no campo militar.

O futuro dos investimentos em defesa dependerá de como esses países lidarão com as pressões internas e externas.

A Ucrânia, por exemplo, terá que encontrar maneiras de sustentar seus esforços de guerra, mesmo diante de sérias limitações de recursos.

Por outro lado, a Rússia precisará gerenciar suas perdas e buscar novos aliados para garantir sua sobrevivência militar.

CNN Brasil

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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