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Greve nacional da Petrobras começa segunda-feira (15): petroleiros rejeitam ACT, exigem fim dos PEDs da Petros e reajuste de salários e pensões

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 10/12/2025 às 13:43
Atualizado em 10/12/2025 às 13:44
"Petroleiros da Petrobras em uniforme laranja e capacetes amarelos protestam em greve segurando placas diante de unidade operacional da empresa.
Greve nacional da Petrobras começa segunda-feira: petroleiros rejeitam ACT, exigem fim dos PEDs da Petros e reajuste de salários e pensões/ Imagem Ilustrativa
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Petrobras enfrenta forte mobilização após petroleiros aprovarem greve nacional para cobrar avanço no ACT, solução para os PEDs da Petros e recomposição de salários ainda em debate

Em 10 de dezembro de 2025, trabalhadores da Petrobras confirmaram a aprovação de uma greve nacional a partir da meia-noite de 15 de dezembro, após o fracasso das negociações entre a empresa e a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Segundo matéria publicada pelo site Metrópoles, a paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em diversas regiões do país e representa um dos movimentos trabalhistas mais significativos do setor de energia no ano.

Entenda o contexto da greve nacional da Petrobras

A categoria rejeitou a nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela empresa, considerada insatisfatória pelos sindicatos. O documento havia sido entregue em 9 de dezembro, mas não contemplou soluções estruturais para pontos considerados essenciais, como a revisão dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, além de avanços no plano de carreira e recomposição de salários.

Segundo a FUP, o nível de insatisfação entre os trabalhadores cresceu nas últimas semanas, especialmente após a Petrobras não formalizar um posicionamento definitivo sobre o fim dos PEDs. A federação também criticou a falta de avanços concretos em temas relacionados a carreiras, progressões e recomposição do poder de compra.

A contraproposta não atende às necessidades da categoria, afirmou a entidade ao anunciar a paralisação. Para os trabalhadores, depois de meses de negociações, a greve se tornou a única medida capaz de pressionar por mudanças reais.

Rejeição ao ACT e insatisfação entre os petroleiros da Petrobras

A nova versão do ACT foi considerada insuficiente pelos sindicatos por não resolver temas fundamentais que vinham sendo cobrados desde o início das negociações. Entre eles estão pontos relacionados à progressão profissional, à valorização interna e ao impacto dos mecanismos que afetam diretamente o rendimento dos empregados.

A categoria cobra uma política mais consistente para o plano de cargos e salários, alinhada ao desempenho financeiro da Petrobras e à complexidade das atividades exercidas em suas unidades operacionais. Os trabalhadores também criticam a ausência de garantias mais amplas de recomposição, já que mecanismos de ajuste fiscal vêm limitando ganhos reais.

Esse conjunto de reivindicações se tornou central nas assembleias que analisaram o ACT. Não há por que submeter essa contraproposta às assembleias, afirmou Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

PEDs da Petros: o centro da disputa

A maior parte das discussões entre a categoria e a empresa se concentra nos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) administrados pela Petros, fundo de pensão criado em 1970 e atualmente um dos maiores do país. Os PEDs foram adotados para compensar déficits acumulados, criando contribuições extraordinárias para trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas.

Contudo, sindicatos afirmam que esses equacionamentos têm afetado de forma severa o orçamento mensal dos beneficiários. As entidades defendem que a empresa precisa apresentar uma solução definitiva para reduzir esses impactos e restabelecer o equilíbrio financeiro das famílias atingidas.

Segundo Bacelar, é inadmissível que, após anos de negociações, ainda não exista um posicionamento concreto sobre o fim desses mecanismos. Os trabalhadores argumentam que esse debate já dura quase três anos e que, embora algumas discussões tenham avançado, ainda falta uma proposta formal que resolva o problema de maneira estrutural.

Plano de cargos e salários: reivindicações acumuladas

Além da questão previdenciária, os trabalhadores defendem que o plano de cargos e salários precisa ser atualizado. Eles argumentam que a estatal tem capacidade financeira para ampliar investimentos em valorização interna, já que despesas com pessoal representam uma parcela pequena do total gasto pela empresa.

A FUP ressalta que a Petrobras registrou resultados financeiros robustos nos últimos anos, o que justificaria avanços mais consistentes no ACT. Contudo, representantes da categoria afirmam que ajustes estruturais têm sido tratadas com morosidade ou sem abrangência suficiente.

A recomposição salarial também é um ponto sensível. Para a federação, é necessário garantir que trabalhadores não fiquem expostos a perdas resultantes de mecanismos automáticos de contenção. Durante as assembleias, a categoria reforçou que a recomposição deve ocorrer com previsibilidade e respeito ao poder de compra.

Mobilização nacional e preparação para a paralisação

A FUP informou que os sindicatos notificarão oficialmente a Petrobras sobre a paralisação ainda antes do fim da semana, seguindo todos os procedimentos legais previstos. A orientação é que trabalhadores continuem participando das assembleias que vêm aprovando o indicativo de greve.

Os trabalhadores seguem aprovando a paralisação, destacou a federação. A mobilização é ampla e envolve unidades administrativas, operacionais e setores estratégicos em diferentes estados.

A paralisação deverá impactar atividades de produção, suprimentos, manutenção e operações logísticas, embora cada unidade adote protocolos específicos para garantir a segurança das instalações. Históricos de movimentos anteriores mostram que paralisações no setor exigem planejamento rigoroso, especialmente porque envolvem operações industriais complexas.

Negociações com a Petrobras e possibilidade de novos desdobramentos

Até o anúncio oficial da paralisação, a estatal havia apresentado apenas a contraproposta rejeitada pelos trabalhadores. Ainda não havia sinalização clara sobre a possibilidade de enviar um novo documento antes do início da greve.

A empresa costuma argumentar que negociações trabalhistas precisam considerar aspectos financeiros, estruturais e regulatórios. Como estatal, suas decisões também dependem de diretrizes estratégicas e análises internas que envolvem diversas áreas técnicas.

Mesmo assim, diante da proximidade da paralisação, existe expectativa de que as discussões ganhem mais intensidade nos próximos dias. Movimentos dessa magnitude costumam pressionar a gestão a retomar o diálogo com mais agilidade.

Contexto político e econômico que envolve a greve nacional na Petrobras

O anúncio ocorre em um momento de debates amplos sobre políticas de energia, transição energética e o papel das estatais. O setor enfrenta transformações tecnológicas e demandas por novos modelos de operação, o que torna as discussões trabalhistas ainda mais complexas.

Além disso, temas ligados à previdência complementar ganharam relevância em todo o país, especialmente devido aos desafios enfrentados por fundos de pensão em diferentes setores. A discussão sobre os PEDs da Petros, portanto, se conecta a um cenário maior e não se limita apenas à categoria.

Outro ponto importante é o debate sobre valorização profissional em empresas estatais. Para especialistas, movimentos como esse refletem tensões acumuladas por anos, envolvendo reajustes, progressões, reconhecimento técnico e segurança previdenciária.

Importância do diálogo e das próximas etapas

A confirmação da paralisação a partir de 15 de dezembro reforça a necessidade de avanços nas negociações. A rejeição ao ACT, as discussões envolvendo salários, o impasse sobre os PEDs e a falta de um plano de carreira mais consistente mostram que a categoria espera respostas objetivas.

A continuidade do diálogo será decisiva para reduzir tensões e buscar soluções que atendam aos trabalhadores e mantenham a estabilidade operacional da Petrobras. Para os sindicatos, o movimento reforça a importância de processos transparentes, previsíveis e orientados ao respeito às demandas históricas da categoria.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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