Greve geral atinge Portugal nesta quinta-feira (11) e interrompe ligações aéreas e ferroviárias. Estação central de Lisboa fica deserta, enquanto a TAP Air Portugal suspende quase dois terços de seus 250 voos. Sindicatos dizem que lixo para, escolas e tribunais param, e hospitais reduzem atendimentos não urgentes em várias cidades.
A Greve geral em Portugal, realizada nesta quinta-feira (11), paralisou de forma considerável as conexões aéreas e ferroviárias e afetou o funcionamento de serviços públicos, em protesto contra reformas trabalhistas propostas pelo governo.
Em Lisboa, a principal estação de trem ficou deserta, com a maioria das viagens canceladas, e a companhia aérea nacional, TAP Air Portugal, suspendeu quase dois terços de seus 250 voos habituais, ampliando a sensação de cidade vazia no dia da mobilização.
Lisboa vazia e transporte no limite
A Greve geral teve impacto direto nos deslocamentos. A principal estação ferroviária da capital registrou cancelamentos na maior parte das viagens, e a TAP Air Portugal cortou quase dois terços da malha de 250 voos, reduzindo significativamente o fluxo de passageiros.
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O resultado foi uma capital com circulação menor e conexões quebradas.
Serviços públicos interrompidos e atendimento reduzido
Segundo os sindicatos, a coleta de lixo foi interrompida durante a Greve geral, e unidades hospitalares voltadas a casos não urgentes suspenderam atividades.
Escolas e tribunais também foram afetados pela mobilização, com redução de funcionamento e serviços, refletindo a amplitude do protesto no setor público.
O que motivou a Greve geral
A paralisação foi organizada pelos sindicatos como reação a uma lei proposta pelo governo minoritário de direita.
De acordo com as centrais, o texto busca simplificar procedimentos de demissão, prolongar a duração de contratos temporários e aumentar os serviços mínimos exigidos durante uma greve.
Na prática, a disputa se concentra nas regras de contratação, desligamento e no alcance do direito de greve.
O discurso do governo e o pacote de medidas
O primeiro ministro Luís Montenegro sustenta que as reformas trabalhistas incluem mais de 100 medidas e têm como objetivo “estimular o crescimento econômico e o pagamento de melhores salários”.
Apesar de Portugal registrar crescimento econômico em torno de 2% e taxa de desemprego historicamente baixa, perto de 6%, o premiê defende que o país deve aproveitar o cenário favorável para implementar mudanças.
Críticas sindicais e retrato do trabalho precário
As centrais CGTP e UGT criticaram com força os planos do governo. No contexto apresentado pelos sindicatos, o desemprego atingiu o nível mais elevado desde junho de 2013, período em que Portugal precisou de ajuda do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia para superar a crise da dívida.
Tiago Oliveira, secretário geral da CGTP, afirmou que, de uma população ativa de aproximadamente cinco milhões, cerca de 1,3 milhão está em situação precária, ponto usado como argumento central na Greve geral.
Apoio popular e cenário político no Parlamento
A opinião pública aparece como um componente decisivo: 61% dos entrevistados se manifestaram a favor da Greve geral, segundo pesquisa publicada na imprensa portuguesa.
No Legislativo, embora o partido conservador de Montenegro não tenha maioria, o governo deve aprovar o projeto com apoio dos liberais e da extrema direita, que se tornou a segunda maior força política do país.
Esse arranjo amplia a tensão entre a pressa do governo e a resistência sindical.

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